by Ana

Um espaço para partilhar as "tolices" de cada dia, de uma forma descontraída, descomprometida e com algum sentido de humor. Only that.

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terça-feira, 24 de janeiro de 2012

O meu amigo novo

Embora não pareça sou uma pessoa pouco dada a novas amizades. Gosto de rir, de brincar, mas isto de amizades, amizades a sério, daquelas que entranham o nosso coração e dominam o nosso pensamento, tem muito que se lhe diga. Poucas, mas boas e escolhidas a dedo.Sobretudo discretas, nada de espalhafatos, de encrencas, de talk-shows, de big brothers,...
Mas reconheço que até aqui a idade tem os seus truques e faz das suas partidinhas.
Ontem, foi dia se Santo Ordenado, dia de pôr as contas em dia, pois, mesmo não sendo eu PR, o meu salário é do tipo "ejaculação precoce": ainda agora entrou e já acabou. Dia santo, cumpri a solene tradição e lá me dirigi à caixa MB do Fórum, munida das papeladas das contas mensais para colocar em dia e zás. Uma, duas... à terceira foi a vez do carregamento do telemóvel.
Digitava 91 quando o meu amigo novo começou a matraquear-me uns números 63, 86, ... Às tantas, mensagem da ATM: referência inválida (valha-nos a Vodafone ser honesta!)
Ok, second round, recomeço, insiro cartão, pin do cartão,  91 e começa outra vez o meu amigo, agora em sequências de 3 algarismos, enquanto eu digitava, ele buzinava-me 663, 839, e a ATM: referência inválida!
Ai a chatice! Olho para trás, disfarço um sorriso e entre dentes explico, para a fila,  que se trata de um problema com o número do telemóvel. Eis que o terceiro cavalheiro, já grisalho, que deveria querer ser meu amigo também, propõe logo a solução: "a Srª telefone aqui para o meu topo de gama da quinta geração que acusa o seu nº e ficamos todos com o problema resolvido" (e ele com o meu nº para poder ser meu amigo, ora bem...)
Lá lhe explico que o meu plano de carregamento é daquelas coisas extraordinariamente mirabolantes para roubar dinheiro legalmente e à descarada e que, embora seja das poucas coisas na minha conta corrente que tenha um saldo largamente positivo ao fim do mês, quando chega ao dia do Santo, ou carrego ou a Vodafone corta-lhe o pio. Finish. No parla più.
Assim, puxo do dito, percorro a agenda nos A, à procura de uma Ana que me soasse a EU, mas Anas há muitas, nenhuma era EU. Tv em E de EU, mas nada, rien de rien. Lembrei-me então de V, de Vodafone. Rapidamente dei um pulo ao fim da lista, mas nos V, só um Veneno Branco, também 91 e que, diga-se de passagem, com este nome não pode interessar a ninguém!
E a fila crescia, crescia, mas eu sem telemóvel, não podia ficar. E o meu amigo continuava... é 91 663, não, 9163389...
Pego na minha moleskyne, onde tenho as passwords da escola para a direção de turma - justificação de faltas-, para a direção de turma - níveis-, para os níveis de professora, sem ser diretora de turma, para as impressões e fotocópias, para os sumários, os nibs das contas bancárias dos meus três filhos - para as transferências urgentes às três da madrugada- , as datas de nascimento dos meus namoricos todos, pois não quero esquecer estas coisas, e procuro, avidamente, um EU  Vodafone. NADA!
Às duas por três, olho para os olhos dos outros que já não queriam ser meus amigos, para as mãos nas ancas das senhoras que nunca pensaram ser minhas amigas e fui à Vodafone.
Lá chegada, viro-me para o meu amigo novo e disse-lhe:
"Oh Alzheimer, diz lá agora qual é o nº do meu telemóvel que a ATM não aceita"

segunda-feira, 4 de julho de 2011

E se os "futebóis" pagassem a crise?



Ontem, enquanto me deliciava com uma sardinha assada e uma salada de pimentos, dei por mim a pensar:
Os 85 milhões de euros que a falta de carácter do meu ex muito querido e admirado AVB associada a carteira recheada do Sr. Abramovich do Chelsea largaram nos cofres do FCP, mais uns tantos milhõezitos que o bigboss do Real Madrid pode largar pelo Coentrão, no SLB, já dava para evitar que uns quantos pensionistas levassem o corte anunciado dos 50% no seus subsídios de Natal.
Por esta ordem de ideias, se uma mão cheia de "talentos" futebolísticos vale quase tanto como 20% dessa medida extraordinária, se vendêssemos a Selecção Nacional de Futebol, mesmo em saldos, ao Quatar, ao Bahrain, aos Emirados Árabes Unidos, ou mesmo ao Chelsea (ou ao Real Madrid, quem sabe), com treinador, relações públicas (Eusébio), patrocinadores (Galp e Sagres), e os todos os outros cromos difíceis, será que não conseguíamos o equivalente para pagar a nossa dívida pública?
Aposto que sim!

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Romantiquices



Há uns bons pares de anos atrás, aprendi, nos livros da Vida, que nunca deveríamos dizer NUNCA.
Pensando melhor, acho que foi num filme do 007, o "Nunca digas nunca".
Bom, lições à parte, fica a Dionne Warwick, com este convite a um slow à luz das velas, como nos tempos das juras dos amores eternos.

P.S.: Tão amarga que eu estou hoje:))

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Divinal - White chocolate and nuts

                                                     

Hoje descobri esta nova delícia.
Recomendo!


sexta-feira, 20 de maio de 2011

A mulificação


A verdade é que já vai no 6º ano consecutivo, mas a verdade também é que só agora me bateu à porta.
E outra verdade mais verdadeira ainda é que, como diz o povinho, só quando nos bate à porta é que sabemos como elas amargam, ou doem, ou lá como queiramos chamar. 
Não, não é a crise. 
É a "mulificação" que fizeram de nós, profs., com esta "estória" das provas de aferição.
Ai não sabem?
Então eu conto. 
Os alunos foram prestar provas que não servem para mais nada senão que para aferir o sistema que todos nós sabemos que está mais do que desaferido por natureza. 
Depois, nós, profs, somos chamados a umas reuniões onde nos são comunicados códigos de aferição (nunca cotações). Desde que o aluno saiba pintar de azul o céu e de verde a terra, tem direito à atribuição de um código. Se pintar sem ultrapassar o risco do horizonte, o código começa por 3, se ultrapassar em 3 milímetros, o código começa por 1, mas se  ultrapassar em   um milímetro, o código começa por 2. E outras coisas assim, por ai fora, que nós, profs, não podemos discordar, temos de aferir com todo o cuidado e rigor, a bem da nação.
O mais interessante é que a par de 45 provas de aferição, com uma média de 40 perguntinhas cada, para codificar, temos as nossas aulinhas para preparar e para leccionar, os nossos testes para fazer, aplicar e também corrigir, mas estes vão contar para a nota do menino e ainda uma dezena de manuais escolares para escolher, com todo o cuidado e rigor, pois vão vigorar nos próximos seis anos. 
Ah! esqueci-me que também continuamos a tentar ter vida própria, mas só tentar, claro.
Hã? O quê? Quanto nos pagam a mais? Mas não leu lá em cima "mulificação"?

quarta-feira, 13 de abril de 2011

E o realejo diz...





Ai ontem tirei barriga de misérias...
Vesti as minhas piores calças de ganga, calcei uns todo-o-terreno velhinhos, coloquei  ao pescoço uma echarpe montes de colorida e já bem esgaçada pelo tempo e ´bora lá que se faz tarde, rumo às Portas de St Antão para ver  e ouvir a Simone.
Lá chegada, pelas nove e tal da noite, sozinha, mas  em boa companhia, no meio da multidão, perguntei:

"Olhe, se faz favor, o Coliseu é para cima ou para baixo?"
"É para cima, minha senhora, logo depois da cruz verde"
Então se é para cima, subamos!

E foi sempre a subir, a subir, a cantar e cantar, a pular e pular, .... porque é a Vida e ela é bonita, é bonita e é bonita e o o porque o realejo diz que eu serei Feliz!
Obrigada a quem me ofereceu o bilhete e obrigada a ti, Simone. És mesmo uma Dragoa!

sexta-feira, 8 de abril de 2011

BLUES FÚNEBRE



Nunca me dei bem com calor excessivo (entenda-se mais do que 25º), com sol em exagero (isto é, nem uma nuvenzita a pintar o céu). 
Como se isto não chegasse ligo a TV e só ouço nomes começados por "Fs". Ele é FEED, ele é FMI, ele é Fitch, ele é ... é Funeral.
Foi exactamente isso que me veio à memória, de tantas vezes ouvir aquele som do F.
Numa destas noites em que o sono não chegava, atormentado por tantos Fs que me ...fraquejam  a alma(o que é que pensavam que eu ia escrever, hem?), pus-me a ver "Quatro casamento e um funeral".
Às duas por três, surge este poema:



BLUES FÚNEBRE

Parem todos os relógios, desliguem o telefone,
Impeçam o cão de latir com um osso enorme,
Silenciem os pianos e ao som abafado dos tambores
Tragam o caixão, deixem as carpideiras carpir suas dores.

Deixem os aviões aos círculos a gemer no céu
Rabiscando no ar a mensagem Ele Morreu,
Ponham laços crepe nas pombas brancas da nação,
Deixem os sinaleiros usar luvas pretas de algodão.

Ele era o meu Norte, meu Sul, meu Este e Oeste,
Minha semana de trabalho, meu Domingo de festa
Meu meio-dia, meia-noite, minha conversa, minha canção;
Pensei que o amor ia durar para sempre: foi ilusão.

As estrelas já não são precisas: levem-nas uma a uma;
Desmantelem o sol e empacotem a lua;
Despejem o oceano e varram a floresta;
Porque agora já nada de bom me resta.

W. H. Auden

Escusado será dizer que o filme acabou e eu esqueci os malditos Fs, mas fiquei a matutar noite dentro...sem sono, sem vontade de dormir.
Por que será que só damos o real valor a uma pessoa quando a perdemos? Por que temos que perder para aprender o valor real de algo ou de alguém?
Olho para a minha mais assídua companheira destes últimos tempos, a Julieta, uma gata de três patas, já com 15 anos, marrequinha, chatinha, mimadinha, mas má como as cobras. Farto-me de reclamar as dentadas que ela me dá, do pêlo que ela larga, das madrugadas que ela me rouba com o seu miar de bebé mimado a reclamar por colinho...
Mas quando ela se for...quando ele se for "Parem todos os relógios, desliguem o telefone..."

quinta-feira, 24 de março de 2011

"E o coelhinho foi com o pai natal e o palhaço no comboio ao circo”



Hoje fui tomar o pequeno almoço fora, a um sitio baratucho, onde, supostamente, os empregados são todos barbaramente explorados, sacrificados, emocionalmente coagidos a aceitarem trabalhar sabe-se lá como e quando, à hora da missa, ou no dia da folga do marido, sem ter direito a abrir a boca. Sim, porque isto de abrir a boca, ou mesmo os olhos, ou mesmo que um suspiro mais profundo à hora de tomar conhecimento do horário do turno da semana seguinte, tornou-se "motivo atendível" para despedimento. 
Ai ainda não se tornou? Têm razão! Essa do motivo atendível era a do Sr. Coelho. Mas se não se tornou, a caminho vêm...
Mas dizia eu que hoje fui tomar o pequeno almoço a um sítio dos "motivos atendíveis" à paulada. Tomei o pequeno almoço no Continente, de Oeiras. 
Espantosamente, o empregado que me atendeu estava terrivelmente bem disposto (ao contrário de mim, que regressava de uma consulta de ginecologia). Era :
"Mais alguma coisa, meu amor?",
" Gosta assim do galão ou quer mais clarinho, minha querida?", 
"Já vai a caminho, meu amor",
"Precisa de colherzinha para o copo de água, minha cara senhora?"
"Que mais esperamos aqui, meus doces?"
Eu estava parva. Pensei, pensei e nada me ocorria que justificasse aquela alegria toda. Fim do mês, emprego mal pago, hora de aperto no trabalho, crise no país,  (claro que o meu pensamento não se imiscuiu na vida privada do senhor..., ora bem).
Por fim, disse à AI que também observava o mesmo:
- Cá para mim aquele ali, é adepto do Coelhinho da Páscoa...

Ora embora eu não goste nada, mas mesmo nada, de estar congelada na carreira, de ter o vencimento cortado, de pagar mais pelos medicamentos e pela alimentação, de (não) pôr gasóleo no carro, a preços proibitivos, de tudo isto e mais alguma coisa....  de Coelhinhos da Páscoa também não. Nunca acreditei neles, tal como já não acredito no Pai Natal.

terça-feira, 22 de março de 2011

Doces PECs



Começo a enfrentar um problema tremendo. Tremendo mesmo.
Mesmo PECaminoso. E já passou do IV... acho que já perdi a conta aos PECados que cometi.
Um PECado aqui, outro PECado ali, mais outro PECado acolá e de PECado em PECado eu vou andando, ou melhor, arrastando, até não poder mais.
Todos os dias prometo não PECar mais, mas eu lá consigo!! Isto de PECar está-me nas veias, o sangue puxa-me para os PECados, os PECs, como eu lhes chamo, para abreviar a situação.
São os PECados de freiras recheados de doce de ovos e açúcar, são os doces PECados com gila e amêndoa, são os PECados italianos na forma de espuma de leite, café, chocolate e natas, são os PECados franceses como escorpiões folhados, estaladiços, a chamar por mim, são os PECados  tipicamente portugueses do enchido do porquinho preto ao néctar do Douro...
Mas agora decidi erradicar todos os PECs da minha vida. De vez e de uma forma imPECável.
Num acto  de contracção (ainda e sempre com c) das despesas e de comunhão com o legítimo,verdadeiro e único PEC IV, de contrição pelos PECs todos a que sujeitei o meu pobre ser, mas não de contradição pelo ser perfeito que almejo alcançar, a partir de amanhã iniciarei uma caminhada matinal, diária,  de 45min, faça chuva ou faça sol.
Dedico todo o sofrimento desta caminhada, todo o sacrifício a que me proponho, à erradicação de todos os PECs que pelas bocas imundas e desesperadas deste país proliferam.

sábado, 19 de março de 2011

Reflexos inconvenientes



Há uns tempos caí o que me obrigou a andar uns tempos de muletas, depois ao pé coxinho e, finalmente, muito a medo, sempre com muito cuidado para não pôr o pé em ramo verde. Até hoje esse cuidado está bem presente.
Depois veio o bicho e as facadas. Cada vez que chegava da faca vinha sem fôlego. Então, para além do medo de pôr o pé em ramo verde, ainda tinha a chatice de ter que pedir licença a um pé para mexer o outro. 
Como sempre fui uma mulher prática, resolvi, literalmente, pendurar-me, dar o braço, a quem estivesse por perto.
Se era a filhota, era a filhota, se era a sobrinha, que fosse a sobrinha,  ou a amiga de longa data, ou  a de curta data ou o papá, ou....
Menos num: o meu filho Carlos! Sim, esse nem um encosto permitia!! "Oh mãe, oh mãe, não venhas com essas coisas!!" 
Pronto, quando estava só com ele, outro remédio não tinha do que olhar melhor para o chão, andar devagar, devagarinho, sempre atrás dele, como fêmea árabe atrás de seu macho.
E lá andei eu, quase durante dois anos, pendurada ora num, ora noutro.
E de braço dado corri montes e vales, praias e arraiais, subi zimbórios e desci a grutas. 
O pé sarou, o bicho deu tréguas, mas o raio do reflexo instalou-se, passou mesmo a reflexo condicionado, não precisa de tocar a campainha como o cão do Pavlov, basta sentir um bracinho livre por perto e zás, lá vai o meu entrelaçar-se!
Só que agora, que já não sou uma doentinha coxa ou uma coitadinha com um intruso a devorar-me as entranhas, vieram-me dizer que este meu reflexo cai mal. Há pessoas que me vêem de braço dado a outras e sentem-se incomodadas. Mas é que se sentem mesmo, amuam, cortam as falas. ..
Devem pensar que estas coisas se podem pegar, ou, outra hipótese, que eu posso comer o braço no qual vou "pendurada".
Cá pra mim são todos uns invejosos/ciumentos, mas eu prometo que vou condicionar este reflexo ao toque da campainha do Pavlov, assim também salivo. Giro, não é?

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

O meu FCP



Isto de ver o meu FCP jogar dá-me volta às entranhas...
Não consigo ver, mas também não consigo deixar de espreitar. É qualquer coisa como estar com um "olho no burro e outro no cigano", percebem?
Coloco a mão semi-fechada à frente do rosto e, com os olhos semi-cerrados, fico à espera que os cantos sejam marcados, que os livres sejam cobrados, que as faltas sejam assinaladas.
Sou uma fã sofredora, mas orgulhosa, sobretudo quando vejo publicações destas, totalmente independentes.

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Parabéns AI !!

A menina AI completa hoje a linda e bonita soma de 47 pardacentas luminosas primaveras!
Parabéns à dona da pensão Catita, onde se come bem , cabem generais, gatas e toda a bicharada co(h)abita!
 PARABÉNS AI!
FICASTE TÃO BEM NESTA FOTO!!
MIL BEIJOS

sábado, 8 de maio de 2010

Um miminho blogosférico e outras coisas mais


A minha mentora desta ideia dos blogs, a Teresa do blog http://oculosdomundo.blogspot.com/ "homenageou-me" com o "Prémio Dardos".
Escolheu quinze blogs pequenos e, segundo ela, com qualidade (obrigada, Teresa).

As regras são:
A. Exibir a imagem do selo no seu blog.
B. Linkar o blog pelo qual recebeu a indicação.
C. Escolher outros quinze blogs a quem entregar o prémio Dardos.
D. Avisar os escolhidos

Agora, que o "dardo" está do meu lado, cabe-me a difícil tarefa de escolher os 15 premiados... and the "dardo" goes to...
But first the criteria, manda a democracia.
- Blogs com qualidade
- Blogs que se preocupem em devolver a "palavra" ao visitante
- Blogs que também nos façam rir
And the "dardo" goes to (agora é que é parte dificil, esta do linkar):
Pronto(s)! acabou-se a inspiração.
Começaram os foguetes, as buzinas, a gritaria "Campeões, campeões..."
Os quatro canais da televisão avariaram, transmitem as mesmíssimas imagens, um mar vermelho e uma gritaria desmedida.
Fico sem saber se foi o nosso País que bateu com a porta ao Euro e saiu da moeda única, de forma a evitar a crise eminente, ou se realmente descobrimos petróleo debaixo do Palácio de Belém.
Alguma coisa aconteceu...
Outra revolução? Mas esta mete uns fulanos de calções brancos e camisolas vermelhas a beber champanhe pela garrafa. Que coisa feia...!!Que diriam os capitães de Abril?
Há, já percebi!! Foi uma dose de ópio colectivo que envadiu o país. Foi a nuvem, a de cinzas, essa... Trouxe ópio, pois... lá para o lado da Islândia muita coisa é permitida. Houve quem respirasse o fumo das cinzas e o ópio do povo (da Islândia). O ópio do povo... funciona sempre. E agora se juntarem à vinda de SS... F, F e F. Calma, sou uma menina bem comportada. Fátima, Fado e Futebol.
Vamos aos Fados?
:):)

Do Papa e do S. Pedro



Pode ser só impressão minha, ou talvez não.
Pode ser uma parti-pris da minha pessoa, ou uma tendência que sinto generalizada.
Mas hoje, quando abri as janelas do meu quarto, a minha intuição ganhou forma.
Estava a chover, mas não vislumbrava sinais da nuvem de cinzas. A existir, estava lá no alto, muito alto, tão alto que as de água a tapavam.
Mas não faz mal, quantas mais melhor. Unidos fazemos a força. Neste caso unidas fazem a força.
Do quê?
Ah! Esta mania minha de começar pelo fim...
É que sinto que SS não é lá muito bem vinda...
É só o que sinto, não o que desejo (o cheiro a queimado da Santa Inquisição ainda me persegue os pesadelos nocturnos).
Afinal, quanto vai custar ao País, em crise, tanto preparativo, tanta segurança, tanta tolerância de ponto e de ponte, tanto aparato, tanto alcatroamento, tanto improviso (que lá nisso até somos bons!), tanta vigilância por mar, terra e ar com ordem para disparar e a matar (o verso foi espontâneo), tanto tira mobiliário urbano, coloca mobiliário urbano...
Mas o S. Pedro parece não estar pelos ajustes e fez ouvidos de mercador às ordens do Vaticano e às orientações daqui do burgo.
As previsões apontam para chuva.
Chuva que Deus a dá. A SS e ao nosso País.
É um bem precioso, a água. Enche barragens, irriga os campos, faz nascer a vida, produzir electricidade. E os fiéis, tanto o são à chuva como ao sol.
Quanto às outras nuvens, a das cinzas, é como dizia a outra... mistério...
Eperemos para ver. A ver, como dizem nuestros hermanos
:) :)

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Pontes



E prontos!, como se diz lá para as minhas bandas. Somos portuguesinhos da costa. Dão-nos uma mão e nós queremos logo o braço todo, ora essa! Com a manga da camisa, do casaco e do sobretudo. Tudo a que temos direito e o que não temos também.
Somos povo trabalhador e honesto. Descontamos os nossos impostos, não pertencemos àquela "cambada" de gestores das EP que usufruem de uns milhões de euros anuais, carros topo de gama (para se espatifarem a alta velocidade na Av. da Liberdade), ajudas de custo, etc., e ainda dão lucro ao estado.
Não. Nós, somos a FPzinha cujo o salário médio anda à volta dos 25 mil euros anuais, sem mais regalias e damos prejuízo!
Nós não produzimos! Não "electrizamos" o país. Apenas tentamos educá-lo. Tentamos, foi o que escrevi. Não "financiamos" o país. Apenas tentamos instruir. Não "corrompemos" o país. Apenas tentamos civilizá-lo. Mas são tudo tentativas. E de tentativas está o inferno cheio. Todos nós sabemos que esta FPzinha não faz nada que se preze, só gasta, gasta, gasta. Gasta tudo a tentar.
Os pais queixam-se porque os meninos são uns mal educados, não sabem fazer contas de cabeça, nem onde fica o rio Tua, nem quem foi D. Afonso Henriques.
Os doentes reclamam, porque as listas de espera para as cirurgias continuam a crescer, os cuidados paliativos são uma alucinação e as taxas moderadoras verdadeiros convites a ataques cardíacos. Os aposentados chegam ao início do mês e vêem o fruto do trabalho de uma vida ir direitinho para a caixa registadora da farmácia, que agora já não faz aquele barulho dos cifrões a entrar, pois é tudo digital, mas o que é certo é que entram muitos e muitos cifrões neste negócio a que alguns ainda têm a distinta lata de chamar de lobby. Mas este não é EP, nem FP e muito menos FPzinha, mas ... mas...
E estes exemplos contaminam toda a restante FP média-baixa, desde o varredor de rua até ao chefe de serviço do hospital. Valha-nos os gestores das EP, esses que ganham os milhões anuais e, ainda diz o ministro, na televisão, que dão lucro ao país, ao contrário dos outros que dão prejuízo.
Claro!! Esses não vão aproveitar a tolerância do 13 de Maio, como os professores ,que vão ficar em casa, pois as escolas vão fechar todinhas!!! Os meninos vão ficar em casa!
Ora bem! E há mais... segundo o Público, muitos portugueses, vão fazer PONTE!! É esta FPzinha que dá prejuízo ao país! Certamente que os senhores que "electrizam ou financiam" o país não vão deixar o país à escuras nem os portugueses sem dinheiro. São pessoas que não mordem na mão de que lhes dá de comer (os euros, os carritos e os cartõeszitos).Unidos até à morte (leia-se processos... faces, freep, só para nomear os que começam por f). Já quem varre as ruas é capaz de deixar as ruas sujas e rumar para a Sardenha ou Singapura (hoje deu-me para os S), sem se preocupar com a sanidade pública, a saúde, ou o cumprimento dos programas! Estão a ver a diferença?
Ah! Se o nosso primeiro pudesse voltar atrás, tinha mudado o 13 de Maio para uma quarta-feira. Oh se tinha!

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Revolution

Esta noite tive um pesadelo e acordei toda amassada como se tivesse travado uma luta comigo própria durante toda a noite.
O motivo do pesadelo foi ele, aquele sentimento que a humanidade quis inventar para colorir os romances, inventar a poesia e dar voz ao canto - o chamado Amor.
Ah, mas sou farmacêutica e mais tarde ou mais cedo vou fazer jus aos anos que andei a gastar dinheiro ao meu papá, a passear os livros , a decorar fórmulas infinitas, nomes infindáveis de compostos químicos, decorar processos de sínteses, queimar pestanas,...! E, pensando bem, não é tarde nem é cedo, é o momento certo. Aproveito a vinda de SS o Papa, inspiro-me e faço caridade de mão cheia, caridade às resmas, às paletes.
Vou inventar a fórmula mágica que liberte as mentes sãs mas oprimidas, as almas livres mas lacaias, desta forma de ditadura psico-emocional milenar, mundialmente consentida e aceite, cantada pelos poetas e louvada pelos Deuses do Olimpo.
Será uma nova revolução. A revolução da Ana.
Esperem para ver.


terça-feira, 4 de maio de 2010

Do Papa e da nuvem

Hoje não me sinto lá muito bem em termos físicos e o apetite pela blogagem esteve seriamente comprometido até por volta da uma e tal da tarde, hora a que os noticiários voltaram a noticiar as alarmantes notícias da nuvem do vulcão que desta feita parece dirigir-se para abençoados céus lusos.
E como parece que não haver falta de borboleta ou bicharocos clandestinos que me impeçam de estabelecer raciocínios associativistas "herejo-criminosos", eis que dou comigo a pensar e a comentar (conspirar) e se... E se a nuvem do vulcão decidisse cobrir os abençoados céus entre Roma e Lisboa no dia 11 de Maio, exactamente na hora prevista para a viagem Papal??
Será que o Vaticano tem poderes para desviar o percurso da nuvem? Ou será que o nosso primeiro tem poderes para conceder tolerância de ponto à dita nuvem de modo a que a mesma não invada o espaço aéreo nacional sem ser convidada?
E se tão distintos representantes terrestres não tiverem poderes perante cinzas, sim, meus senhores, são cinzas, cinzas da terra, fará SS o Papa viagem peregrina por montes e vales, ou adiar-se-á o 13 de Maio?
Aguardemos tranquilamente os desígnios do Senhor, insondáveis, como bem sabemos...