by Ana

Um espaço para partilhar as "tolices" de cada dia, de uma forma descontraída, descomprometida e com algum sentido de humor. Only that.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

A adaptação

Com os votos a favor dos boys presentes e o cala que consente dos futuros boys, eis que se aprova um regime de excepção que se diz de adaptação para os boys de hoje, dá-se o dito por não dito, a crise por uma depressão centrada no anticiclone dos Açores e só com efeitos nalgumas partes do País, analisa-se melhor a (des)produtividade das empresas públicas e conclui-se que afinal os cemitérios estão cheios de imprescindíveis e, além de neles não haver espaço para mais destes homens sabedores, as nossas empresas públicas e o nosso banco que é caixa não pode deixar escapar nenhum deles.
De Norte a Sul, de Leste a Oeste, da Madeira aos Açores,  o OE terá efeitos vitalícios sobre os vencimentos de todos os portugueses, excepto os destes senhores, os gestores de topo de algumas empresas públicas, público-privadas e o tal banco que é caixa, dado reconhecer a importância vital que tais boys, digo, senhores, pois já ultrapassaram a idade da puberdade, têm na instituição que tão nobremente administram. Também, digo eu que não sou ninguém e ninguém serei porque o meu ordenado foi vitaliciamente cortado, tal como a carta de condução a um idoso de 100 anos, o dicionário de português deve ser actualizado, pois a isto, chamaram os senhores do governo e da maioria, adaptação, eu chamaria outra coisa...tv atentado, mas aceito outras sugestões.


quarta-feira, 24 de novembro de 2010

SHE

Para que conste iniciei hoje, às 23h47, a escrita do meu primeiro livro.
Um conto, um romance, um dicionário, uma monografia, whatever...
Até a dia 25 de Janeiro (que data...) estará concluído.
Título: SHE
The Old Book
William Merrit

Entre o Barhein e o Quatar

Devo ser das poucas pessoas que ainda têm o imenso privilégio de passear os olhos pelos jornais, enquanto se deliciam, prazenteiramente, com o seu pequeno almoço.
Mando a crise às urtigas, aproveito as férias prolongadas que o meu "duplo carcinoma papilar tiroideu" me proporcionou  e junto a isso o imenso privilégio de viver na margem sul, na outra margem sul, naquela de onde se desfruta do Tejo, da qualidade de vida ainda a preços razoáveis, de pessoas simpáticas (como eu), de espaços agradáveis e de croissants deliciosos.
E ai vou eu, toda pimpona, instalar-me no meu "Coffee for You" do Montijo Forum, onde já sabem exactamente como eu quero o meu galão, meio copo de galão, meio copo de espuma de leite e  o meu croissant mal cozido, ocupo a mesa lá do fundo, abro o Público e ali fico, depenicando o meu croissant ao mesmo ritmo que as noticias do Público me enfurecem ou simplesmente me passam ao lado.
Mas ontem o croissant ficou quase intacto com esta notícia. Mortes por violência doméstica...?? 247 mortes por violência doméstica? 

Andamos a discutir a entrada ou não do FMI;  apregoamos aos sete ventos que Portugal deu 4-0 à campeã da Europa e do Mundo em futebol; unimos as vozes para denunciar a corrupção que se assiste neste país; levantamos as bandeiras da Paz contra a Cimeira da Nato; fazemos nossas as causas de outros povos, de outras mulheres vitimas de leis infames, como a da morte por apedrejamento.... e...e a violência doméstica? Calamos? Até onde vai este bicho? Conseguem imaginar? 
Conseguem imaginar o que está a montante da fase visível de uma morte por violência doméstica?
Ou mesmo de um olho negro de uma colega nossa que, "coitada, escorregou no tapete, quando, de noite, se levantou para ir tapar o filho?"
Conseguem imaginar a violência psicológica que quase sempre antecede a violência física e, c'os diabos(!), ainda por cima não deixa marcas visíveis!!
Os ciúmes porque vestiu uma mini-saia ; a dependência económica pois o homem é sempre mais bem pago no raio desta sociedade, mesmo que garanta só os serviços minimos; o medo; o preconceito; ....? A falta de apoio da própria família??!!
Um polvo  que vai cercando, cercando, e ele (ela), aproveitando, aproveitando. Até  chegar ao fim, à total asfixia..
Conseguem  imaginar as marcas psicológicas que ficam gravadas nos filhos destes casais quando assistem a este tipo de situações (e quase sempre assistem!), e perduram anos a fio? E quantas vezes vêem eles a reproduzi-las?
Conseguem? 
Onde estão as bandeiras, por estas mulheres e homens vitimas destes maus tratos? Onde está a nossa luta?
Onde está a mensagem que temos por obrigação passar aos mais novos? Educar, civilizar? Não, não temos?
Só se fosse no Barhein?
Ah!Ok!

Frida Khalo

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

A tradição

Bem sei que somos pobrezinhos mas honrados e é assim que devemos continuar  a ser, pois só assim conseguimos manter aquela imagem imaculada de povo hospitaleiro, de pão e vinho sobre a mesa,  que os nossos grandes governantes, com a ajuda do fado, talharam pare este pequeno rectângulo, desde  os tempos imemoriais do Estado Novo.
E eis senão quando a tradição está prestes a cair no esquecimento, por via das globalizações, das novas tecnologias, da queda do muro de Berlim, do alargamento aos países de leste e de outras pestes que tais, surge, num meio de um clima de nevoeiro cerrado, o D. Sebastião:  a Cimeira. A Cimeira, sim senhores!
Substituindo o pão e vinho por uma parafernália de armas, polícias, controles, perímetros de segurança, jornalistas, fragatas, caças F16, helicópteros Lynx, mergulhadores, lanchas, blindados, show-off,  reinventa-se a tradição, tal Azeite Gallo e nós continuamos (mais) pobrezinhos mas honrados!
Ora bem! Bem-haja D. Sebastião!!

domingo, 21 de novembro de 2010

O sustentável peso do Ser

O Ser implica o Estar que implica o Ser e o Estar implica o Ser que implica o Estar. E tudo isto implica vinte e um gramas de peso, vinte e um sustentáveis gramas de um "éter celestial" consubstânciados na paixão que sustento por três vezes outros vinte um gramas de outro "éter" que se desgarrou de mim, mais  numa pitada de "éteres" que se perderam em  vesúvios de amores esquecidos no tempo, no esforço sobre humano que faço, todos os dias, para resistir ao bolo de leite condensado e noz, ou a viver a vida com a pessoa que amo, da forma como já  vivi. Ainda outros quase cheiros de "éteres" se despreendem  de mim e prefazem os ditos 21 gramas.
Bagagem de memória e de coração que relembro todos os dias frente ao espelho enquanto, vagarosamente, penteio os meus longos cabelos negros e sorrio, de mim para mim, pois eles, os meus longos cabelos, pesam mais de vinte e um gramas. 
De que vale o Ser?
Nada. Continuam presos às suas dualidades ontológicas do  ser-estar; da liberdade-coaçao; da luz- trevas.
Prefiro o meu cabelo. Cresce, cresce, cresce....
Suicide Of Dorothy Hale 
Frida Kalo

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

4 P (Paz e Petróleo e Pós Prilimpimpim)



Há qualquer coisa que me escapa...

"Não vejo dificuldades em Timor-Leste comprar também dívida pública portuguesa, na medida em que o próprio Governo timorense já tomou a decisão de diversificar a aplicação do Fundo do Petróleo, comprando outras dívidas públicas, incluindo a australiana e de outros países”, disse Ramos-Horta, daqui

Bem sei que não me licenciei em Harvard, é verdade. De facto, o meu canudo também não tem as insígnias de Cambridge.  Que lástima! 
Para mal dos meus pecados, aquele pedaço de papel que encheria de orgulho os meus defuntos avós nem sequer tem nome de universidade que faça lembrar a Independência que eles desejariam para a sua neta, nem data de conclusão a um domingo, sinal de esforço, preserve rança e dedicação à causa, à licenciatura, entenda-se...
Sou uma pobre licenciada pela Universidade de Lisboa (a chamada Clássica), ainda por cima em coisas de pozinhos de prilimpimpim, de pílulas de mal dizer, de supositórios de comer e não calar.

O petróleo para que serve senão para comprar as dívidas dos outros, ha?? Isto é  que é economia ! Tornarmo-nos grandes, GRandes, GRAndes, GRANDES!
E eu a pensar que servia para melhorar as condições de vida do povo, investir na educação, na saúde, nas infra-estruturas, na esperança média de vida.
Também não apoiei a invasão do Iraque pelas tropas anglo-norte-americanas, não ocupei o cargo de Ministro dos Negócios Estrangeiros e da Defesa, a seguir o de Primeiro Ministro e,  finalmente, o de Presidente da República de Timor Leste.
Também deve ser por isso que não sou "Nobelável"! Ah,  e da PAZ!!

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Novembro

Tão inevitável, como inacreditável, como irritante, como temporalmente desajustado. As luzes, as estrelinhas, os pinheiros, os anjinhos tocadores de lira ou de uma espécie de vouvuzela dos tempos do éden, os pais natais, os laçarotes vermelhos, as estrelas cadentes vindas de todos os pólos, os trenós puxados a renas ou a mercedes topos de gama, a neve feita de algodão amargo, de esferovite, ou de pesadelos que se antecipam com dois meses de antecedência, as árvores  e os arbustros das avenidas grandes e das veredas pequenas que de repente ganham novas e luminosas flores multicolores fecundadas por cabos eléctricos, as montras preto, prata e vermelho e a música. Oh! a música, so fantastic. O coro da capela sistina, ou das meninas do colégio do sagrado coração, uma noite feliz e de amor, uma em 365, já não é mau de todo, porque nesta noite brilha brilha lá no céu a estrelinha que nasceu, nas outras noites o céu é penumbra, como se penumbra não fosse sempre a vida de quem não tem natal. Mas o menino está dormindo nas palhinhas despidinho, e os anjos estão cantando por este que não teve frio, que sorte a dele, pois muitos outros dormem em camas, mas têm frio, um frio que não vai embora nem com cantigas, nem com edredons, nem com estrelinhas, nem com jingle bells. Um frio que se instala quando a hipocrisia do natal do consumo desperta e dura e dura e dura, porque é feito de pilhas duracell, daquelas que o coelhinho da páscoa usa.Mas outros há para quem o frio é mesmo real e que não têm cama, nem de palhinha,  nem pilhas duracell e olham para aquelas estranhas flores eléctricas das árvores que lhes servem de tecto todas as noites e perguntam se os anjos da canção também não cantam por eles, ou se os senhores da televisão que falam de contenção são doutro país, ou será contenção uma outra palavra qualquer, ligada a contentores do lixo, será que vão cortar o único local onde eles conseguem arranjar papelão para se cobrirem e restos de alimentos. Sim, de resto em nada mais eles vêem cortes, a cidade está tão iluminada como sempre esteve, os senhores saem carregados das lojas como sempre saíram, e o natal começou em novembro, como sempre começou. Mas as cantigas continuam e desejam a todos um bom natal, como o john lennon imaginava o mundo, assim esse mesmo mundo deseja oum bom e feliz natal a todas as famílias unidas no coração do grande e maravilhoso criador, seja lá ele quem for.
Christmas Nigth
Paul Gauguin

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

IPO SPA Hotel

Localizado no centro da capital e a 10 min do Aeroporto Internacional de Lisboa, o IPO SPA Hotel ocupa  uma vastíssima área, com estacionamento privado e inúmeras facilidades, como bares, cafés, multibancos, máquinas de café expresso. Todo o pessoal  é altamente especializado em atendimento personalizado.
É composto por um fabuloso conjunto arquitectónico de vários edifícios, de várias épocas, cujo corpo principal, datado de 1923,  se destaca pela sua fachada, considerada um dos exemplos mais significativos de art decó em Portugal.
É ainda servido por uma vasta rede de transportes, 24h por dia, como linha metro, estações de autocarros urbanos, suburbanos e expressos para todo o país, assim como  táxis, ficando a dois minutos, a pé, do maior aglomerado de "camelots" de Lisboa e a 10 dos chiquérrimos armazéns El Corte Inglés, oferencendo assim um leque de opções de compra muito variado a seus hóspedes.
Relativamente a atracções culturais, encontra-se paredes meias com umas das maiores atracções de Lisboa, O Jardim Zoológico de Lisboa, um dos mais antigos e mais bem preservados da Europa, perto da mesquita de Lisboa e do Teatro Aberto.
Afastado qb do famoso Parque das Nações, tem tudo para garantir uma estada com tranquilidade, segurança, silêncio e sofisticação absolutos, a preços absolutamente convidativos!
O meu próximo destino de férias. Nem mais, que eu cá trato-me bem!!

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Os cinco e a faixa amarela



Não posso deixar de expressar o meu total apoio, assim como demonstrar a minha admiração  perante a coragem, a convicção e determinação dos cinco estudantes de Beja que ontem aderiram à greve dos estudantes do Ensino Secundário.

Eram apenas cinco. 
Cinco estudantes devidamente escoltados pelas forças de segurança, ainda sem os tão desejados carros blindados, apenas com duas viaturas, uma motorizada e um total de 10 elementos.

Estou certa que após a cimeira NATO, futuras manifestações estudantis deste tipo terão pelo menos um blindado, pois de cinco alunos com uma faixa amarela tudo se pode esperar... 
-  Discordância dos transeuntes quanto às palavras de ordem escolhidas;
- alguma manifestação de discórdia relativamente à cor escolhida para a faixa, pois nem todos gostam do amarelo, e isto no Alentejo....
- Pasmo geral provocado pelo número de manifestantes.

 Tudo isto, (cinco estudante e uma faixa amarela), constituem potenciais  factores de distúrbio à ordem pública, plenamente justificativos dos gastos do combústivel com dois carros, uma motorizada e o tempo de dez homens!! Ah e futuramente da utilização dos blindados, claro!

Assaltos? Onde? (só no MF e no OE)



quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Olha quem escreve também!!


Kutchi, kutchi, kutcci!!!! Venham ler a história vovô balelas, recheadinha de gaffes e armas nucleares!
Não?Pois, também acho. A criançada, de tanta gaffe, entrava numa de hiper histeria. Em vez de dormir era guerra de almofada até ao amanhecer!


Meus senhores, esta é a verdadeira expressão de um homem que tem o estômago às voltas com o falhanço do "não achamento" das  armas, como ele próprio confessa na sua auto biografia  - Decision Points. Algumas talvez estejam no seu trânsito gastro - intestinal, we never know. 
O que é certo, é que quando aquela boca se abre, ou sai bomba, ou sai algo do género:

"Em termos de calendário, o mais rapidamente possível - o que quer que isso queira dizer";

"A África é uma nação que sofre de doenças inacreditáveis";

"Quem entra no país ilegalmente, infringe a lei";

"Essa ideia de que os Estados Unidos estão se preparando para atacar o Irão é simplesmente ridícula. Tendo dito isso, todas as opções estão na mesa";

"Estou preocupado com o tamanho da área de cultivo de cacau na Colômbia";

“É importante entender que se houver mais intercâmbios comerciais haverá mais comércio";

“Já falei com Vicente Fox, o novo presidente do México, para mandar petróleo para os Estados Unidos. Assim não dependeremos do petróleo estrangeiro”.


Mas se ainda não estão suficientemente convencidos a adquirirem esta narrativa trágico-cómica dos últimos anos da história mundial, contada na primeira pessoa, desenganem-se porque vamos ter best seller! Em todos os lares, do Pacífico ao Indico. Do Irão ao Azerbeijão, do Quatar à Patagónia! Ele vai conseguir!
Yes, he can!!
Olhem para a pose, os olhinhos, as sobrancelhas, a rugas da testa, a asa do nariz ligeiramente levantada (cheira a bomba...). 
Nem Ronald R. no seu melhor..
Agora, leiam o método:

"Veja bem, na minha linha de trabalho você fica repetindo e repetindo e repetindo as coisas para que a verdade seja absorvida, para tipo catapultar a propaganda". (foi assim que ele se auto convenceu que havia armas no Iraque)

Nem assim querem comprar?


Mais argumentos?
Pronto, o homem confessa-se(!), surge mais humilde, ponderado, e admite ter cometido erros. Até revelou, nas entrevistas promocionais do livro, que foi uma "voz dissidente" na guerra com o Iraque.
Reafirma, no uso pleno de todos os seus poderes e consciência ( digo eu), "o orgulho em tomar decisões por instinto, em vez de o fazer com base numa aturada análise dos factos, apesar de algumas acabarem por lhe causar incómodos."
Pois claro! Apoiado!! De que serve a cambada de conselheiros de altos estudos  militares, estratégicos, diplomáticos, económicos, quando se tem um instinto fatal como aquele?? Han? Han?
Digam lá? Tudo para o desemprego!
O homem foi auto-suficiente para gerir o mundo! Ele e o seu instinto!!


 Ainda não compraram? 
O nariz? Foi plástica a que o Sr. Bush se submeteu após as declarações proferidas sobre algumas práticas de tortura  que salvam vidas, as quais ele  (e o seu aprimorado instinto) não consideram tortura.
Sobre o recurso ao waterboarding - simulação de afogamento - nos interrogatórios de suspeitos de terrorismo em Guantánamo, disse
"A prática não é tortura, antes uma técnica melhorada de interrogatório que salvou vidas
Claro que é um procedimento duro, mas peritos médicos garantiram que não provocava danos duradouros. Eu não sou advogado (por não saber se era legal ou não). Há que confiar no julgamento das pessoas que estão à nossa volta, o que fiz.  Asseguro-vos que aquelas técnicas salvaram vidas. O meu trabalho era proteger a América e fi-lo."

Apetece mesmo fazer ua festinha de consolação.... Kutchi, kutchi, kutchi!!


“Espero que o futuro venha a julgar [a minha presidência] um sucesso. Mas já vou estar morto nessa altura, quando finalmente a História decidir o que foi”.

E Pronto! Os grandes heróis são sempre irreconhecidos, uns mal amados,  no seu tempo!


Nota:  Pelas 497 páginas de Decision Points, Bush recebeu já sete milhões de dólares. Não queira deixar de reconhecer este humilde grande homem. 
Contribua você também!




DECISIONS POINTS - NUMA LIVRARIA PERTO DE SI

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

domingo, 7 de novembro de 2010

Olhe que não, olhe que não....



Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades.
Mudam-se as caras, os usos e os costumes.
Mudam-se os cenários e as cenas.
Mudam-se as palavras de ordem e a ordem das palavras.
Antes tudo era possível. Imaginem que os apresentadores de televisão até fumavam, ostensivamente, relaxadamente, prazenteiramente, durante os programas!
Antes, os comunistas matavam os velhinhos com um tiro atrás da orelha!
Antes, escrevia-se actores e de facto. Agora, por via da crise e dos acordos, corta-se em tudo e passámos, desculpem, passamos, a ter atores e de fatos. 
Antes, tínhamos um tipo de discurso, agora, por via dos acordos político-económico-ortográfico-europeísta-lexical-temporal, temos uma espécie de verborreia...
Tentei fazer uma espécie de dicionário de sinónimos, pegando nalgumas expressões emblemáticas do vídeo.
Assim:

Forças progressistas-o mesmo que sumidades dotadas de superiores inteligências,  que tomam opções económicas de alta monta, como ex: compra de submarinos, construção do TGV, ...em prol do progresso e desenvolvimento;

Forças da reacção- por oposição às forças progressistas, o anteriormente chamado de proletariado, sem capacidade de tomada de opção, por óbvias limitações intelectual e de gestão;

Aliança contra natura- a lei do casamento homossexual;

Revolução- a nova forma de se conseguir diplomas de estudos superiores. Pós-graduações antes de licenciaturas; Licenciaturas a dias de descanso; Mestrados com o mesmo número de anos que as licenciaturas  de anteriormente;

Direita- o que não é torto; complexo de leis;

Bloco revolucionário- Sólido geométrico descoberto por Platão que tem a propriedade de rolar sobre si próprio, mostrando várias "caras", à medida que vai rolando;

Sociedade sem classes- um país rendido às leis do naturalismo, literalmente de tanga, com excepção dos banqueiros, políticos e administradores das EP;

Governo- Conjunto de anti patriotas;

Exercício das liberdades e direitos dos cidadãos- corte dos vencimentos, aumentos dos impostos, corte dos benefícios fiscais, dos direitos adquiridos na saúde, educação. Dimuição da qualidade de vida;

Caciques locais- Contratos de uma hora diária celebrados pelas escolas/ME, para limpezas;

Coação moral, material, económica e religiosa- Colocação dos professores quadros de zona pedagógica e contratados, ano após ano, a Km de casa;

Confrontação armada- a cimeira da Nato;

Guerra civil - A entrada iminente do FMI ou a venda da dívida pública à China;

Medalha Lenine- Primeiro nome de código do processo Face Oculta;

Ditadura - Zona Euro.

Prémio Dardos

 O SHE recebeu o prémio Dardos, pela primeira vez, vindo directamente das Crónicas do Rochedo.
Acho que é coisa importante, cá para as bandas da blogosfera...

Reza que   «O Prémio Dardos é o reconhecimento dos ideiais que cada blogueiro emprega ao transmitir valores culturais, éticos, literários, pessoais, etc.... que, em suma, demonstrem a sua criatividade através do pensamento vivo que está e permanece intacto entre as suas letras e as suas palavras. Estes selos foram criados com a intenção de promover a confraternização entre blogueiros, uma forma de demonstrar o carinho e reconhecimento por um trabalho que agregue valor à Web.»

Vou passá-lo ao 
e por último ao meu blog de referência de todos os tempos, 

Porquê  a estes?Porque sim. Mas porque tenho de justificar sempre tudo o faço? São os alguns dos meus blogs de eleição.
Obrigada ao Carlos, das CR.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Manifesto Anti-S

Basta!! PLIM, PLIM, PLIM!!
Basta e Basta!!


Um País que consente deixar-se representar por uns S é um país que nunca o foi (disse ele), nunca o será (acrescento eu)! É um coio de indigentes, de indignos e de cegos (disse ele), de corruptos, de inábeis, de mentirosos,  de sucateiros, de oportunistas, de boys for the jobs (digo eu)! É uma resma de charlatães e de vendidos e só pode parir abaixo de zero (disse ele). Ou vender-se, por inteiro,  às fatias ou às rodelas ao penico da Europa (Brux) (digo eu).
Abaixo a geração dos S! (dizemos os dois)

Morram os S, morram! Plim!

Uma geração com uns S a cavalo é um burro impotente (disse ele). E que anda para trás pois, mesmo que fossem potentes, para que queremos nós carregar burros? (digo eu)!

Uma geração com uns S à proa é uma canoa uni seco (disse ele). É como um pinguim no deserto, um falhado! (digo eu)
Os S são uns  ciganos (disse ele).  Um perigo (digo eu)!
Os S são meios ciganos (disse ele), meios ciganos. Concordo plenamente, nunca sabemos qual das partes está a falar.
Os S saberão gramática, saberão sintaxe, (disse ele). Saberão auto elogiar-se,  saberão dar o dito por não dito, saberão pavonear-se, saberão tudo menos governar, que é a única coisa que eles tentam fazer (digo eu)
Os S são uns habilidosos (dizemos os dois)!
Os S vestem-se mal (disse ele).  Mas isso era antigamente, (digo eu), agora vestem-se na loja mais cara do Mundo (digo eu).
Os S são S (dizemos os dois)!
Os S são Júlio (disse ele). Os S são Antónios, Anibais, Josés, Silva, Sousa, Santos, Santanas e os outros. Os burros, os sucateiros,  os chico-espertos, os oportunistas, os idiotas, os arranjistas, os vendidos, os imbecis, os párias, os ascetas (digo eu).
 
Morram os S! Morram!Plim!

Os S nasceram para provar que nem todos os que escrevem sabem escrever (disse ele), ou que tentam governam sabem governar (digo eu)!
Os S são uns automatos que deitam pra fora o que a gente já sabe que vai sair... (dizemos os dois), lixar o Zé (digo eu)...mas  é preciso deitar dinheiro (dizemos os dois)
Os S são um soneto deles próprios (disse ele). São as emendas aos sonetos deles próprios (digo eu)!
Os S em génio nunca chegam a pólvora seca e em talento são pim-pam-pum (disse ele).Acrescento, génio e talento governativo...

Morram os S! Morram!Plim!

Os S são o escarneo da consciência (disse ele). Os S têm consciência? (pergunto eu)

Morram os S! Morram!Plim!

Portugal  com todos estes senhores conseguiu a classificação do País mais atrasado da Europa e de todo o Mundo (disse ele), mais corrupto, mais fabulasticamente endividado (digo eu). O entulho das desvantagens e dos sobejos (dizemos os dois).
Portugal inteiro há-de abrir os olhos um dia, se é que a sua cegueira não é incurável, e então gritará comigo, a meu lado, a necessidade que Portugal tem de ser qualquer coisa de asseado! (dizemos os dois)

MORRAM OS S, MORRAM! Mão.jpg (2277 bytes)PIM!

Almada Negreiros
Autor do Manifesto Anti-Dantas
Imagem retirada daqui

Carro em Portugal

 
Contribuinte:  Gostava de comprar um carro.

Estado: Muito bem. Faça o  favor de escolher.
Contribuinte: Já escolhi.  Tenho que pagar alguma coisa?

Estado: Sim. Imposto sobre  Automóveis (ISV) e Imposto sobre o Valor Acrescentado  (IVA)

Contribuinte: Ah... Só  isso.

Estado: ... e uma ? coisinha? para o pôr a  circular. O selo.

Contribuinte:  Ah!..

Estado: ... e mais uma coisinha na gasolina  necessária para que o carro efectivamente circule. O  ISP.

Contribuinte: Mas... sem  gasolina eu não circulo.

Estado: Eu sei.

Contribuinte: ... Mas eu já  pago para circular...

Estado: Claro!..

Contribuinte: Então... vai  cobrar-me pelo valor da gasolina?

Estado: Também. Mas  isso é o IVA. O ISP é outra coisa diferente.

Contribuinte:  Diferente?!

Estado: Muito. O ISP é porque a gasolina  existe.

Contribuinte: ... Porque  existe?!

Estado: Há muitos milhões de anos os dinossauros  e o carvão fizeram petróleo. E você paga.

Contribuinte: ... Só  isso?

Estado: Só. Mas não julgue que pode deixar o carro  assim como quer.

Contribuinte: Como  assim?!

Estado: Tem que pagar para o  estacionar.

Contribuinte: ... Para o  estacionar?

Estado: Exacto.

Contribuinte: Portanto,  pago para andar e pago para estar parado?

Estado: Não. Se  quiser mesmo andar com o carro precisa de pagar  seguro.

Contribuinte: Então pago  para circular, pago para conseguir circular e

pago por  estar parado.

Estado: Sim. Nós não estamos aqui para  enganar ninguém. O carro é novo?

Contribuinte:  Novo?

Estado: É que se não for novo tem que pagar para  vermos se ele está em condições de andar por aí.

Contribuinte: Pago para  você ver se pode cobrar?

Estado: Claro. Acha que isso é  de borla? Só há mais uma coisinha...

Contribuinte: ...Mais uma  coisinha?

Estado: Para circular em  auto-estradas

Contribuinte: Mas... mas eu  já pago imposto de circulação.

Estado: Pois. Mas esta é  uma circulação diferente.

Contribuinte: ...  Diferente?

Estado: Sim. Muito diferente. É só para quem  quiser.

Contribuinte: Só mais  isso?

Estado: Sim. Só mais isso.

Contribuinte: E  acabou?

Estado: Sim. Depois de pagar os 25 euros,  acabou.

Contribuinte: Quais 25  euros?!

Estado: Os 25 euros que custa pagar para andar  nas auto-estradas.

Contribuinte: Mas não disse  que as auto-estradas eram só para quem quisesse?

Estado:  Sim. Mas todos pagam os 25 euros.

Contribuinte: Quais 25  euros?

Estado: Os 25 euros é quanto custa o  chip.

Contribuinte: ... Custa o  quê?

Estado: Pagar o chip. Para poder  pagar.

Contribuinte:: Não  perc...

Estado: Sim. Pagar custa 25  euros.

Contribuinte: Pagar custa  25 euros?

Estado: Sim. Paga 25 euros para  pagar.

Contribuinte: Mas eu não  vou circular nas auto-estradas.

Estado: Imagine que um  dia quer? tem que pagar.

Contribuinte: Tenho que  pagar para pagar porque um dia posso querer?

Estado:  Exactamente. Você paga para pagar o que um dia pode  querer.

Contribuinte: E se eu não  quiser?

Estado: Paga multa!


(enviado por e-mail) 

Imagem retirada daqui