by Ana

Um espaço para partilhar as "tolices" de cada dia, de uma forma descontraída, descomprometida e com algum sentido de humor. Only that.

sexta-feira, 30 de abril de 2010

VOLTEI!

Olá!
Regressei às lides após uma brevíssima passagem pelo MONTIJO SPA and RESORT HOTELS.
Mas deixem-me contar-lhes... vim-me abaixo! Quando entrei no quarto, três meses após de lá ter saído...impossível conter as lagrimazitas. Também só se fosse de ferro!! Já sabia o que me esperava...
Depois é como a AC disse, passar de um 7* para um 5*. Mas que 5*!! Meu querido SPA, que coisa. Mas deixem que vos conte...
A AI, que me acompanhou no check in, tentou dar-me alento, deu-me um abracinho acompanhado daquelas palavas de circunstância:"não vai ser nada, blá, blá,..". Ora, por estas alturas, uma das senhoras minhas companheiras de quarto, comovida pelo retrato humano que presenciava e querendo secundar e demostrar todo o seu apoio à AI, de imediato disse "Claro, nós estamos aqui para nos pormos boas" e virando-se para a AI continuou, "É sua fiha?".
E pronto, lá se foram as lágrimas e lá irrompeu a gargalhada no meio da mal disfarçada "admiração" da AI que só tem mais mais 1 mês e 18 dias que eu!!
Eu bem disse, AI... esse cabelinho white and black..
Concluindo e resumindo: A BORBOLETA FOI-SE. OBRIGADA A TODOS PELO VOSSO APOIO, PELAS VISITAS, PELAS MENSAGENS, PELOS TELEFONEMAS, PELAS GARGALHADAS, PELOS SORRISOS

terça-feira, 27 de abril de 2010

HASTA LA VISTA

Lá vou eu.
De armas e bagagens para outro SPA.
Desta a estada vai ser curta. É só para tirar o resto da minha borboleta.
Beijos e ... hasta la vista!!

segunda-feira, 26 de abril de 2010

CUIDADO COM O MONSTRO!!!

Há coisas que se não fossem proferidas por tão doutas personalidades eram hilariantes e, certamente, serviriam para criar um daqueles mails anedóticos que percorrem o mundo!!Sendo ditas por ilustres personagens do meio académico universitário, deixam-nos que pensar, reflectir, meio apreensivos sobre a formação de parte da camada universitária portuguesa.
Hoje, dei com um artigo de opinião, na última página de um jornal diário de grande tiragem, do qual deixo alguns excertos, dispensando comentários.

Construção de um monstro

por JOÃO CÉSAR DAS NEVES

As coisas à distância surgem alteradas. (…). Por isso, por muito que surpreenda, é provável que José Sócrates fique na história de forma distinta daquela como o vemos, como o monstro que vandalizou a família e a cultura portuguesas.

Em breve desaparecerão as questões que hoje dominam a política nacional. Défices, escândalos, obras, reformas parecerão detalhes ínfimos aos nossos descendentes. Aquilo que chocará o futuro são sem dúvida as tentativas radicais e atabalhoadas na legislação da família.

Em lugar destacado está a lei do aborto de 2007, responsável pelo morticínio de milhares. (…)O aborto é apenas um aspecto, de longe o mais sangrento, da vasta investida recente contra a vida. A "lei da procriação medicamente assistida" de 2006 assumiu um regime laxista e irresponsável na protecção ao embrião humano, ultrapassando o pior do mundo. As leis do divórcio de 2008 e uniões de facto de 2009 constituem enormes atentados à instituição familiar, só comparáveis à campanha de 2010 pelo casamento do mesmo sexo. Mais influente, o Estado sob a capa de educação sexual impõe às crianças e jovens a sua ideologia frouxa e lasciva. A tolice atinge o paroxismo em detalhes ridículos, como as praias de nudistas onde se anuncia regulamentação.(…)

O futuro não compreenderá que o Governo não só não o note mas se encarnice em agravá-lo. As gerações vindouras só o entenderão atribuindo-o a um magno plano malévolo, como fazemos a Nero, Napoleão ou Hitler. A teoria vácua da "modernidade" invocada em discursos, será vista como capa para propósitos sinistros, cultos sexuais, taras pessoais, desequilíbrios doentios.

QUE CAMPOS LEXICAIS E TEORIAS VÁCUAS ANDAM A ENSINAR PARA AQUELES LADOS?

Nota da bloguista: a leitura do post não dispensa a leitura na integra do artigo publicado no Diário de Notícias, do dia 26 de Abril, pg 54 ou em

http://dn.sapo.pt/inicio/opiniao/interior.aspx?content_id=1553229&seccao=Jo%E3o%20C%E9sar%20das%20Neves&tag=Opini%E3o%20-%20Em%20Foco, a fim do leitor melhor perceber o enquadramento e a gravidade da situação!

Goodbye SPA

Depois do almoço, entrei na capela pela última vez. Já não me lembro de como estava o dia pela 1ª vez que ali fui. Era um domingo do princípio de Março. Parece que foi há tanto tempo e no entanto...,mas hoje estava sol. Um sol de primavera com um calor insuportável de verão.
E é essa primavera de esperança que sinto nesse espaço que me ficará gravado para sempre de tão querido e de tão importante que foi. Senti nele paz , serenidade e muito que não consigo explicar, cada vez que estou sentada naqueles bancos, olho para a clarabóia e alcanço o céu.
Despedi-me com um sorriso simpático de todos eles, dos quinze (faz-me lembrar a CEE quando nós entrámos, o grupo dos 15). Mas para a I. e para o J. o sorriso, além de simpático, foi meigo e doce. Mais dois amigos, a juntar à V., a irreverente V., e ao P. Com o J., ficou a promessa do lanche na Guia e do jantar nos Arcos, assim que os dois estivermos em condições de...
E sinto que o sorriso não foi nenhuma máscara. Veio de dentro. Era calmo, tranquilo. Estava segura. Parti tranquilamente para outro SPA.
A ansiedade da última semana, o aperto no peito, o nó na garganta sumiram.
A conversa de ontem com o Enfant Terrible fez-me bem. E este sítio é sempre um bálsamo. Ainda hoje deixei escapar umas boas gargalhadas no seio do grupo dos 15. Ora são as gargalhadas, ora as opiniões que "opino" e que poucos contestam. Como aquela parte de mim permanece igual a mim própria, my Lord!! Como continuo a adorar o meu público! Seja pelo vulcão, seja pela visita do Papa, opinar é a palavra chave! Só espero que não me cortem o pio, quando cortarem a borboleta!!!!!
Não sei calar! Mas entre o opinar e o opinar, folga o coração... e vá de opinar!
E volta o disco ao princípio.
O farewell. O J. chorou. Aquele colosso de homem, com 1,80m chorou mesmo. Não só chorou, como me tratou por tu, pela primeira vez, enquanto dizia "não vais mesmo quebrar o contacto comigo".
Eu, meio atrapalhada por ver um gentleman naqueles "assados", aproveitei a deixa e respondi: " Acho que está mesmo na altura de ir embora, pois isto de se tratar uma lady por tu, não é coisa que me agrade". Coloquei o meu melhor sorriso, agora com máscara, os óculos de sol para disfarçar as lágrimas que queriam acompanhar as do J. e fui.

sábado, 24 de abril de 2010

Olhar do avô

"João, acorda, depressa, levanta-te, há um golpe de estado! Acorda a menina."
Não foi preciso acordar a menina, naquela madrugada de há 36 anos atrás. A menina acordou, sobressaltada com a aflição da avó, aquela mulher que ela se habituara a ver como um pilar de força, de resistência, de coragem, de energia, de firmeza.
E depois, que palavras eram aquelas" Golpe de Estado"? A menina nunca ouvira aquelas duas palavras conjugadas!
Sabia o que era um golpe. Golpe, para a menina, que tinha dez anos, em 1974, era uma ferida. Ainda não sabia que poderia aplicar-se a palavra "golpe" a sentimentos, como sinónimo de "facada" pelas costas, a actos de cobardia. E Estado, era Estado de Nação ou estado do verbo estar. Que confusão! A Nação tinha uma ferida? Quem tinha feito uma ferida à Nação? Onde era a ferida da Nação?
Avó, o que se está a passar? Avô, o que aconteceu?
Era de madrugada. Sim, a avó levantava-se cedo, muito cedo, ainda o sol estava a nascer lá para as bandas da democracia ou do comunismo por isso ela sabia tanto, trazia sempre as notícias muito frescas, tal como as frutas e as hortaliças que vendia no seu "lugar" na Av. dos Pescadores, nº 95, onde a menina cresceu, desde os seus quatro dias de idade.
Mas aquele dia foi diferente. Se foi...
A avó fez tudo direitinho, mas estava nervosa, muito nervosa. Telefonava para o pai da menina, que apareceu pouco tempo depois. Ninguém sabia muito bem o que fazer. A menina foi para a escola, mas a professora mandou todos para casa. E a menina continuava sem saber quem tinha feito uma ferida na Nação! Que coisa, ninguém explicava nada.
Na loja da avó, todos queriam comprar tudo, mas a avó, o avô e o pai , também queriam guardar muita coisa para casa. O pai da menina, foi a uma das malhadas e matou um porco que trouxe para casa da avó e colocou o animal morto, esventrado no chão, no meio da cozinha. Até o armazenamento de pilhas não foi deixado ao acaso, pois a electricidade podia faltar, porque "nunca se sabe no que pode dar o golpe de estado". A casa da avó parecia que era uma espécie de Natal, mas sem presentes, decorações e com alguma apreensão. A menina nada entendia. A família reuniu-se toda lá. Depois começaram a perguntar por umas pessoas que ela nunca ouvira falar antes. "Onde se meteu o Spinola?", entre outros. Tudo estava colado à televisão. O avó preferia ter o transístor, como ele chamava, colado ao ouvido. A menina não percebeu muito bem porque os olhos do avô, na altura com 77 anos, brilhavam tanto com a ferida que tinham feito à Nação.
E, durante algum tempo, ninguém explicou à menina o que era "Golpe de Estado", mas o brilho que era vira nos olhos do avô chegou para a tranquilizar.
Mas depressa aprendeu o que era, ou o que tinha sido um Golpe de Estado. Ouviu da boca do seu avô o testemunho de uma Nação que ela não conhecia e compreendeu o porquê do brilho do seu olhar naquele dia. Percebeu a "felizarda" que tinha sido por ter chegado aos 10 anos de idade sem saber o significado da expressão "Golpe de Estado". A eles, seus avós, o agradece.

Poully

Ufa! Se ontem estava complicado, hoje ainda está pior!
Decidi fazer limpezas. É uma óptima terapia... Mas levantei-me à uma da tarde. "Empastela" aqui, atrasa acolá, atende telefone depois, responde a mensagem a seguir, vê os mails logo após. E se mais desculpas houvesse, mais tarde me levantava da cama. Mas ainda há uma desculpa. O blog. Que escrever hoje? Não me apetece nada de "pesadote". O filme de ontem (o que passou na tela), Green Zone, até foi interessante, mas não apetece falar. Todos já sabem que nunca houve armas químicas no Iraque, tal como todos já perceberam que a conversa da gripe A foi mais uma de alguns "estrelados" dos States para meterem uns milhões aos bolsos. Brrr.... Que coisa! Ainda bem que há fenómenos naturais como o vulcão, coisas em possamos confiar! E o meu bicharoco também.
O Vulcão não é invenção de nenhum "estrelado" dos States, mas deu muita dor de cabeça a muita gente. O meu bicharoco também não é invenção de nenhuma cabeça, mas está a dar alguma dor de cabeça a algumas pessoas. Mas a mim não. Já estou habituada a lidar com bicharocos.
Aí está um bom assunto para um post. Lembrei-me do bicharoco de que mais gostei, o meu Poully. Foi numa fase muito difícil da minha vida que entendi que tinha de ter um caozinho para me fazer companhia. Fui escolhê-lo ao canil municipal. Entendi fazer misericórdia. Sim, também é possível fazer misericórdia com os animais. Em vez de pagar uma fortuna por um animal, salvei um de uma morte certa. Foi amor à primeira vista. Aquela coisinha abanava a cauda, corria na minha direcção, atirava-se às minhas pernas, ladrava sem parar.
Na altura, estava indecisa entre este e um bem maior. O Carlos queria o outro, à Pat, tanto fazia. Eu escolhi aquele, que não me largava. Como os miúdos só opinavam através de telefone, foi fácil enganar o Carlos.
Segui-se o veterinário. Diagnosticou-lhe uma otite, uma ferida no pescoço. Registou-o devidamente. 4 meses. Primeiro chamei-lhe Lizt. Depois, houve Conselho Familiar, com a madrinha, a PS, que entendeu dar-lhe um nome de um químico célebre e ficou Poully, de sua graça.
O Poully era outro Enfant Terrible. Roia tudo. Paredes, rodapés, fios de electricidade. Fazia as necessidades onde bem entendia, desde que fosse dentro de casa. Acordava-me, impiedosamente, às seis da matina, para ir vadiar, sem rumo e sem qualquer objectivo sanitário. Adorava dormir agarradinho a mim, ou seja, enroscadinho em mim.
Fugiu uma vez e eu desesperei. Coloquei anúncios em todos os cafés e veterinários. Por sorte, lá recebi um telefonema de um simpático senhor, que tinha encontrado o Poully, achado imeeennsaaaa piada, ido com ele ao veterinário, registado-o, (agora chamava-se qq coisa como Pantufa) e blá, blá, blá, são só 100 € de gastos por perdas e danos com o "seu" Poully.
Uma noite, enquanto o meu enfermeiro dormia a sono solto, eu caí, bati com a cabeça na parede e devo ter desmaido. Só me lembro de ter acordado com as lambidelas do Poully e o sangue a escorrer-me pelas narinas. Claro que o enfermeiro Carlos continuava a dormir o seu sono.
Até que um dia o Poully se fartou de ser cão, enfant terrible, enfermeiro nas horas vagas, aio de companhia nas horas de serviço e, sem eu saber como, foi procurar outro emprego onde lhe dessem o seu devido valor. Nunca mais o vi. Não houve cartaz que me valesse. Nunca mais me esqueci dele e, embora já tenham passado alguns anos, ainda tenho as fotos dele espalhadas pela casa, como se tivesse sido um membro da família...
E, com esta conversa toda, são quase três da tarde e nem no pano do pó peguei!!...
P.S.: O meu Poully está aí ao lado.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Amarga e doce

Uma página em branco para começar a escrever tudo de novo, poderia começar assim.
Mas ontem foi o dia da terra e eu, prof. de Ciências, nem tugi nem mugi. Que vergonha!! Talvez hoje pudesse dizer qualquer coisa...
Também ontem, dois alunos de uma escola onde uma amiga minha é professora e uma digna representante de um mui digno órgão de administração escolar faleceram e a comunicação social conseguirá maneira de arranjar uma pontinha de culpa para imputar à “porcaria” da escola.
Para já, são as saídas da escola que não são devidamente controladas e os técnicos da da escola que se recusaram(!) ir prestar apoio a casa dos familiares dos alunos falecidos!
Deveria vir em defesa da instituição. Afinal sei o que é gerir uma escola. E também sei o que são os ataques da dita comunicação social…Enfim, tempos idos. Uma palavra não ficava mal, mas não. Issa dá pano para mangas, não estou para aí virada.
Também deixo de lado as alterações legais e as demais que são produzidas a metro ou ao kilo pelas equipas que pisam as alcatifas do nº 107 das traseiras da antiga Feira Popular de Lisboa. Essas, não carecem dos meus comentários, pois canso-me de comentar o que vaticinei há tanto, quando era apontada como a “velha do contra”.
Volto-me para o amargo e doce.
Ontem, antes de adormecer, tomei consciência de mim, do tempo e do espaço. Peguei no “Clandestino” (pois já passava das 21h e no SPA, depois das 21h, não há telemóveis… ) e mandei uma mensagem que dizia assim:
“Sabes no que estou a pensar? Q esta é a minha última noite aqui. Nostalgia por um lado, mas sensação de liberdade pelo outro”.
Algumas horas mais tarde (só vi hoje de manhã), a resposta chegava:
“ É mais do q natural essa sensação amarga e doce…Espero que já estejas a dormir. Bjs
Mês e meio de SPA terminou hoje. Segunda ainda volto para as despedidas formais, papelada, para o último “banho”. Depois é fazer as malas para o outro SPA. Desta vez, as águas termais vão ser substíuidas por outros processos terapêuticos bem mais aguçados e incisivos. Coisas bem mais afiadinhas.
Feito o balanço, foi um tempo que deixa saudade. Um tempo de reestruturação do corpo e reorganização do pensamento. Um tempo feito de regras e de novas amizades. Um tempo que cicatrizou as feridas que levava e que me preparou para abrir aquelas que ainda estavam escondidas. Um tempo que me ensinou uma palavra que eu teimava em não conhecer – Esperança.
Afinal podia ter começado pela primeira frase, não podia? Sou mesmo parva!!!

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Dá-me música

Ah, não há nada como o tempo para assentar a poeira, reparar os estragos (menos os que ele próprio provoca, aqueles... os do PDI), sarar as feridas (todas e mais algumas) e sobretudo, dar-me razão!!
E deixo-me de falsas modéstias. COMO EU GOSTO DE TER RAZÃO!!
Quem se lembra de cerca 120 000 anjinhos felizes e contentes, há cerca de uns meses atrás, pela altura do Natal? Cantarolavam cantigos de Natal, misturados com as Janeiras antecipadas, hinos de vitória "Somos 120 000 conseguimos" e o famoso "Adeus, Lurdinhas, vais partir". Lembram-se?
Mas eu, que sempre adorei ser do contra e, só esse facto poderá justificar o meu amor desmedido pelo FCP e o desgosto do papá, avisava "Atrás de mim virá quem de bom de mim fará...".
Oh Ana! Por favor, não vês?? Pelo menos negoceia!!"
Sim, sim, charme, muito charme, de sorrisos, de gesticular de mãos, de arte de muito falar sem nada dizer. Como eu, lá no meu blog, o SHE!!
Hoje, lembrei-me dessas conversas, quando hoje vi o post da Helena.
http://inverno-em-lisboa.blogspot.com/

Para quem não se lembra do meu post, em Dezembro,
http://shetelinha.blogspot.com/2009/12/musica.html

Agora digam lá quem tinha razão!!!
Foi só para recordar os mais esquecidos: ex-titulares, ex-quase titulares, ex-só professores.
Bj.
P.S.:Aqui no SPA somos todos só UTENTES (do quê? pois da EPAL. Não há SPA sem água, certo?)

quarta-feira, 21 de abril de 2010

INVERNO EM LISBOA: SERVE, ANA?

A Helena do blog Inverno em Lisboa, fez-me esta surpresa.
Depois de eu reclamar com as notícias ácidas que ela publicava à laia de sobremesa, "dedicou-me" este post, ameaçando de vez dar conta dessa barra verde aí de cima. Já a informei que a minha sobremesa favorita são Crepes Mikado.
mas é uma "Krida", não é?
Obrigada, Helena!
INVERNO EM LISBOA: SERVE, ANA?

Alucinações

Aqui no SPA divido o quarto com uma outra Ana, também mãe de uma adolescente de 17 anos.
Hoje, depois da sessão do movimento sem relaxamento, que arrasou fisicamente com as duas "jovens" mães e do almoço estavamos ambas no quarto, quando alguém bateu à porta e disse: D. Ana, a sua filha.
Como a minha colega Ana se manteve impávida e serena, eu desviei o olhar em direcção à porta. Contra a luz, vi um vulto. Uma miúda algo alta, esguia, cabelos longos.
Pat! Não pode ser! Que aconteceu?!
Um turbilhão de pensamentos, um ciclone de emoções tomaram literalmente conta de mim! As pernas pesavam. A voz prendia.
A minha colega da cama do lado continuava sentada, calma e serena, esperando que a visita entrasse no quarto. Eu, a muito custo, combatendo desesperadamente toda aquela descarga de emoções, tentava dizer "Filha, Paaatt, Paatttrrí", mas nada conseguia dizer. A visita, como que em câmara lenta, movia-se lentamente, em nossa direcção.
Graças a Deus, a minha voz empastelou mesmo. Ainda bem que as pernas prenderam e eu não corri direito à porta.
É que assim não fiz figura de "generala" com alucinações.
É que não era a minha filha, a Pat. Era a filha da Ana, minha colega de quarto.
E a Ana achou a sua visita uma coisa tão natural "como a sua sede", que nem sequer se levantou da sua cama para a ir receber à porta. A garota entrou, cumprimentou a mãe, disse-me boa tarde e ficaram as duas a falar.
Eu saí. Não é bonito ficar a ouvir conversas de mãe e filha.
Depois de tanta alucinação, até que fiquei satisfeita. Afinal não morreu ninguém lá para as minhas bandas!!