by Ana
quinta-feira, 8 de março de 2012
O avental da Meryl
Não?
É isto:
Uma comentadora de cinema comentou a atribuição do Oscar para melhor atriz a Meryl Streep, da seguinte formal:
- A Meryl Streep vive de costas voltadas para Hollywood. Foi receber o Oscar vestida com um avental!
Ora toma lá o avental! Tumbas, vai bugiar pra feira de Carcavelos!!
quarta-feira, 7 de março de 2012
DECLARAÇÃO DE GUERRA
quinta-feira, 1 de dezembro de 2011
Habemus Papam
A maior parte das vezes a isso chamam "depressão".
A psi deste filme chamava-lhe "deficit parental". Eu vou nessa!
domingo, 10 de abril de 2011
CAMINO
domingo, 6 de março de 2011
And the oscar goes to...
Já se disse que Colin Firth esteve divinal no papel de George VI, tal como Geoffrey Rush no papel de terapeuta da fala que, a meu ver, merecia bem a estatueta para melhor actor secundário.
O que ainda não disse é que fui ver este filme duas vezes. Acho que nunca tinha feito tal coisa. Mas ontem fi-lo.
E fi-lo não só para poder deleitar-me com o excepcional desempenho do Colin F e do Geoffrey R., mas, sobretudo para tomar consciência de que quando a força de vontade, a persistência, a tenacidade e a coragem se aliam à necessidade não há impossíveis. Mesmo que essa necessidade seja a de reinar sobre dois terços de um mundo em guerra.
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
The Oscar goes to...
domingo, 23 de janeiro de 2011
Hereafter
quarta-feira, 27 de outubro de 2010
Magia do antigamente
P.S.Thanks, Lucy.
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
O Eterno Solteirão
domingo, 18 de julho de 2010
PARTIR
PARTIR é um deles.
terça-feira, 6 de julho de 2010
Sexo e a Cidade 2
Ontem, apesar das temperaturas escaldantes, fui ao cinema.
Estão montanhas de filmes em cartaz que eu adorava ver, mas o que mais me apetecia, ontem, era entrar numa sala escura e fresquinha para fugir ao calor insuportável que se fazia sentir fosse onde fosse.
Entrámos no Monumental, olhámos para os filmes em cartaz e claro que a minha vontade foi logo comprar bilhete para o "Partir" ou o "Vencer" ou ainda o "Estomago, ....".
Ainda não eram 18h. Olhámos para as sessões destes filmes e tudo apontava para as 20h000. Nem por obra prima alguma aguentava mais o calor, a roupa colada ao corpo, a comichão desde a raiz dos cabelos à ponta dos pés.
De repente, aos nossos olhos surgiu um cartaz de um filme cuja sessão iniciava passado 45min.
"Bora?".
"Não vais gostar, já sei..."
"Quero lá saber!"
E foi assim que me predispus ir ver o Sexo e a Cidade2*.
* A não ver, definitivamente!!
domingo, 7 de março de 2010
O laço branco
Este filme venceu o Globo de Ouro para o melhor filme estrangeiro, atribuído pela Associação da Imprensa Estrangeira de Hollywood (HFPA), a Palma de Ouro no Festival de Cannes, e os troféus para Melhor Filme, Melhor Realizador e Melhor Argumento nos European Film Awards.
E agora? Que dizer?
Não gostei. Pronto. Sou uma cinéfila de sofá, de cinema comercial, que não conseguiu ver nas duas haras e meia de duração do “Laço Branco”, mais do que um policial que termina sem que os crimes sejam desvendados.
Um homem singular
Um filme singularmente belo, com uma excelente fotografia.
A outra perspectiva de cada amanhecer. Quando tudo deixa de ter ou fazer sentido, quando nada mais vale a pena, quando o dia que chega traz consigo a carga pesada de mais um, e mais outro, até que “ela” chegue, quando “ela” se transforma no último e único objectivo, quando se julga ter deixado de existir a outra metade de nós, quando nos sentimos amputados, quando nos sentimos mutilados pela ausência, quando só restam recordações, quando apenas encontramos fragmentos de nós.
A NÃO VER por criaturas apaixonadas, sobretudo as que se sentem amputadas.
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
Precious
Tenho visto alguns bons filmes. Filmes que marcam uma época. Filmes que não têm época, porque se tornaram eternos. Filmes que se destacam na história do cinema. Filmes que marcam a história da sétima arte.
Pelos realizadores, pelos actores, pelos cenários… pelas inesquecíveis bandas sonoras.
Hoje vi um filme. Ou talvez tenha visto O filme. Não sei se vai ganhar algum Óscar, se mereceu ou irá merecer algum prémio da crítica, se se tornará ou não num dos consagrados… ou se eu não passo de uma “lamechas”.
Seja como for, seja lá por que motivo for, é um filme que vai permanecer, até eu ter memória…
Mais palavras não tenho. Precious.
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
Será que tudo dá mesmo certo??

Não vi o penúltimo, - Vicky Cristina Barcelona- , mas hoje aventurei-me a entrar numa sala de cinema para ver o seu Tudo Pode Dar Certo.
A uma segunda-feira à tarde, a sala estava cheia… bom prenúncio.
O filme começa seguindo a mesma fórmula de tantos outros filmes de Woody Allen, com alguns “remakes” característicos do realizador.
Recorrendo à piada nem sempre fácil, mas muito bem conseguida, o filme centra-se na problemática da existência da Humanidade. Na perspectiva de um quase Nobel da física quântica (personagem principal), às teorias do Determinismo e Existencialismo sobrepõe-se um factor indeterminável - a sorte.
Uma perspectiva do presente e do futuro, sob o ponto de vista de um físico brilhante, que arrasa com as probabilidades apoiadas pela estatística, pela lógica ou o senso comum.
Gostei!!!
domingo, 7 de fevereiro de 2010
Invictus

Do fundo desta noite que persiste
A me envolver em breu - eterno e espesso,
A qualquer deus - se algum acaso existe,
Por mi’alma insubjugável agradeço.
Nas garras do destino e seus estragos,
Sob os golpes que o acaso atira e acerta,
Nunca me lamentei - e ainda trago
Minha cabeça - embora em sangue - erecta.
Além deste oceano de lamúria,
Somente o Horror das trevas se divisa;
Porém o tempo, a consumir-se em fúria,
Não me amedronta, nem me martiriza.
Por ser estreita a senda - eu não declino,
Nem por pesada a mão que o mundo espalma;
Eu sou dono e senhor de meu destino;
Eu sou o comandante de minha alma.
William Ernest Henley, escritor britânico (1849- 1903)
sábado, 12 de dezembro de 2009
Hypatia
Salvo raríssimas e honrosas excepções, habituámo-nos ou fomos habituados a ouvir História no masculino. A minha formação não é em História, Humanidades ou Literaturas. Sou, como se costuma dizer, uma mulher da Ciência (não que as Humanidades não sejam uma Ciência), mas pertenço ao ramo da ciência pura e dura, dos algarismos e das fórmulas químicas, das leis e dos axiomas, das sínteses e destilações.
No entanto, sempre fui uma apaixonada pela História. Deslumbra-me “viver" cada segundo que outros já vivenciaram; entender o que somos, porque o somos e o que nos fez chegar até aqui. Conhecer o passado para entender o presente, no fundo, é tão somente isso.
Hoje fui ver um filme, recentemente estreado: “Ágora”.
Recriando o Egipto do séc. IV, sob o poder do Império Romano, Ágora retrata, em simultâneo, a vida de Alexandria, com a sua mítica biblioteca e a toda a sabedoria do antigo mundo, os conflitos sociais de uma época na fronteira entre Paganismo e o Cristianismo e, ao mesmo tempo, dá-nos a conhecer uma personagem que eu desconhecia por completo: Hypatia.
E quem foi Hypatia? Hypatia foi uma mulher dotada de uma forte paixão pela busca do conhecimento e da verdade. Uma filósofa, como se chamava na altura (afinal, a mãe de todas as ciências). Se, por um lado, Hypatia devorava a matemática, a astronomia e a filosofia, em relação à religião teve o cuidado de não permitir que o fanatismo se sobrepusesse à razão e à busca do conhecimento.
Tal atitude não passou despercebida aos que festejavam a vitória de uma religião triunfante, o Cristianismo, com todos os ingredientes próprios dos que pretendiam encerrar o conhecimento nas celas da religião. Tal como viria a acontecer séculos mais tarde a todos aqueles (sobretudo aquelas) que defendiam que o Universo e o Homem se regiam por outros padrões ou paradigmas diferentes daqueles que as Escrituras ditavam, Hypatia foi considerada herética e morta às mãos dos cristãos... E quem diz que a história não se repete?
E aqui está um pouco de história contada no feminino.
Mas Ágora, o filme, é muito mais do que isto. Vale a pena!!
Há cerca de 2000 anos, emergiu uma civilização científica esplêndida na nossa história, e a base era
Carl Sagan, in Cosmos
