by Ana

Um espaço para partilhar as "tolices" de cada dia, de uma forma descontraída, descomprometida e com algum sentido de humor. Only that.

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quinta-feira, 8 de março de 2012

O avental da Meryl

Sabem o que é que a televisão tem de melhor?
Não?
É isto:
Uma comentadora de cinema comentou a atribuição do Oscar para melhor atriz a Meryl Streep, da seguinte formal:
- A Meryl Streep vive de costas voltadas para Hollywood. Foi receber o Oscar vestida com um avental!

Ora toma lá o avental! Tumbas, vai bugiar pra feira de Carcavelos!!

quarta-feira, 7 de março de 2012

DECLARAÇÃO DE GUERRA



Ir ao cinema é um dos poucos prazeres que vou ainda vou cultivando, pese o facto do barulho das pipocas me irritar solenemente, de saber de antemão que nesta altura do ano certas salas de cinema são autênticos meios de cultura de vírus da gripe, do IVA ter encarecido os bilhetes, de me sujeitar, vezes sem conta, aos comentários dos vizinhos do lado, ou aos pontapés do perna longa que se sentou na fila de trás.

Vou ao cinema desde muito miúda, com o meu pai, ver os grandes clássicos como Música no Coração, Os Dez Mandamentos, no Tivoli ou no S. Jorge, ou, à socapa, muitos antes dos 18 anos que a lei obrigava, no velhinho Joaquim de Almeida, para ver O Caçador, La Luna ou outros que fizeram história.

Sou do tempo dos filmes indianos, dos da televisão, mas também daqueles do cinema, nos quais a rapariga da casta superior apaixonava-se sempre pelo rapaz errado, da casta mais que inferior, e lá vinha tragédia, música e dança. E, no fim de muita lágrima própria dos 15 anos e de uma tarde de sábado no cinema da avenida, tudo acabava bem, mesmo lá nas Índias que já não eram nem portuguesas nem inglesas, mas onde o amor era a arma que ainda vencia tudo aquilo que o dinheiro e a cultura separavam.

Gosto de cinema a sério e ainda no outro dia comentava para com os botões da fronha da minha almofada, o que seria que se teria passado com o Spielberg para começar a fazer filmes para galináceos a afins.

Um dos últimos filmes que vi foi "Declaração de Guerra". Não o vi numa tarde de sábado, num cinema da avenida. Vi-o num domingo à noite, num cinema de bairro.

Por incrível que possa parecer, o filme tinha tudo para ser normalzinho. O filme tinha legendas, a sala estava quase vazia, não havia pipocas, nem vizinhos pernudos.O filme era francês e a duas dimensões.

Mas daquele ecrã emanavam, continuamente, emoções. Emoções fortes, daquelas que se sentem como murros na boca do estômago e que fazem saltar água com sal dos olhos. E turvam a vista e fazem-nos confundir a Tempestade de Chopin com as variações de Goldberg de Bach e provocam-nos rewinds a 64 rotações seguidos de forward a 0,2,  à velocidade da luz... and cry and tears et douleur et cinéma.

Não era um filme indiano, nem a rapariga era imensamente mais rica do que o rapaz, mas nunca casaram, tiveram um filho e o amor acabou.

É por ver filmes destes, que me turvam as vistas e encolhem as entranhas, que continuo a gostar, imensamente de cinema.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Habemus Papam

Quinhentas mil vezes apetece-nos abdicar, renunciar, "ipirangar" do papel que Deus ou a vida ou seja lá quem ou o que for nos reservou.
A maior parte das vezes a isso chamam "depressão".
A psi deste filme chamava-lhe "deficit parental". Eu vou nessa!


domingo, 10 de abril de 2011

CAMINO



"La vida é bella" fez história. Muitas lágrimas correram nas salas de cinema à medida que aquele pai inventava estórias para esconder do seu "picollo" a dura realidade do campo de concentração. Porque aquele pai desempenhava tão bem a sua função de pai, em situações tão limites,o mundo siderou  e o filme encantou.
Mais recentemente, "Precious", a história verídica de uma jovem 16 anos, chocou. "
Precious" uma jovem iletrada, obesa, violada pelo pai, abusada  física e psicologicamente pela mãe, consegue reunir força e coragem para ultrapassar todos os obstáculos, estudar e criar o seu filho recém nascido. Comoveu, sem dúvida.
Este ano, "Biutiful", é o drama de um homem, e pai, praticamente família única de seus filhos, que de um dia para o outro descobre estar às portas da morte. Os receios, as dúvidas, a angustia de os deixar... Tremendo.

Não sei se por estar blindada por tanta coisa que me tem acontecido, ou por ser mesmo mazinha, coração de pedra, mas o que é certo é que nenhum destes me fez correr alguma lágrima, nem sentir um nozinho na garganta ou um leve aperto no peito.
São coisas...
Hoje fui ver "Camino".
Quando o filme acabou, apenas disse à pessoa que me acompanhava: " Não digas nada".
Nada conseguia dizer perante o que acabava de ver. 
Sentia o tal aperto no peito,  e esse nó na garganta. As lágrimas ameaçavam saltar a todo o momento, bastava uma palavra ser dita ou um suspiro ouvido.

Tal como sei que, felizmente, existem pais como o da "Vida é bella" e  o do "Biutiful"  e, infelizmente, mães e pais como o da "Precious", existem muitos e muitos como o da "Camino".
No entanto há uma diferença. Enquanto que os pais da "Precious" são vistos como pessoas não saudáveis e inaptas para educar, os da Camino (a mãe) são vistos como exemplo da sociedade.
Mães/Pais que fazem acreditar que no sofrimento é que está a redenção,  o exemplo a seguir, que é através do sofrimento que se atinge a perfeição do próprio e dos outros;  adultos que educam crianças nestes princípios, que lhes castram os sonhos da infância e da adolescência, será que diferem muito dos pais de "Precious"?

domingo, 6 de março de 2011

And the oscar goes to...

Já se disse tudo e mais alguma coisa sobre o filme vencedor do Óscar para o melhor filme do ano, eu sei.
Já se disse que Colin Firth esteve divinal no papel de George VI, tal como Geoffrey Rush no papel de terapeuta da fala que, a meu ver, merecia bem a estatueta para melhor actor secundário.
O que ainda não disse é que fui ver este filme duas vezes. Acho que nunca tinha feito tal coisa. Mas ontem fi-lo.
E fi-lo não só para poder deleitar-me com o excepcional desempenho do Colin F e do Geoffrey R., mas, sobretudo para tomar consciência de que quando a força de vontade, a persistência, a tenacidade e a coragem se aliam à necessidade não há impossíveis. Mesmo que essa necessidade seja a de reinar sobre dois terços de um mundo em guerra.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

The Oscar goes to...



Melhor argumento
Melhor realizador
Melhor imagem
Melhores efeitos esp(a)ciais
Melhor banda sonora (SHE)
Melhor relação custo/qualidade

domingo, 23 de janeiro de 2011

Hereafter



Esta última realização de Clint Eastwood traz à praça pública a velha questão da existência ou não de Vida depois da Morte.
E parece que sim, que tudo indica que sim.
Das experiências de quase morte, aos contactos sobrenaturais ocasionais ou não com os entes desaparecidos, o mestre faz-nos acreditar que existe uma outra dimensão para além desta.
De salientar a excelente interpretação dos miúdos (gémeos) e os efeitos especiais para a recriação do tsunami.
De resto, soube a pouco.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Magia do antigamente

Bom, meus caros, que orçamentos não pagam dívidas, já nós sabemos;
Que o tempo das vaquinhas gordas já era (se é que alguma fez o foi...), também já não é novidade;
Que essa história de cinema digital, foto digital e mais não sei o quê de digital tirou toda a magia dos tempos dos 8mm e do desenho animado eu não tenho dúvidas. Alguém tem?
Ora espreitem lá:




P.S.Thanks, Lucy.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

O Eterno Solteirão


O tempo passa por todos. Sem dúvida que passa, só os efeitos é que são diferentes. Certo?
Uma das minhas grandes paixões cinematográficas, a par do George C.  e do Richard G., sempre foi o Michael D. 
Menos novo  e muito menos "latino" que os outros dois, também muito menos gentleman nos papeis que costuma desempenhar, nada de romances tipo "Oficial e Cavalheiro", mas com o seu charme muito próprio, seduziu-me (oh!!) desde muito miúda .
Aquele cabelo sempre com a puxar par o desleixado, a roupinha preta que lhe fica a matar e a sua forma de interpretar (foi isso), apaixonou-me, cativou-me. 
Sem rodeios. Muito latino,  deveras caliente, tudo a puxar muito para o pão-pão/queijo-queijo.
Acho que teria desempenhado o "Nove semanas e meia " muito melhor do que o Mickey Rourke, por exemplo, tal como intrepetou a "Atracção fatal".
Ontem fui ver um dos seus últimos filmes "O eterno solteirão". Uma história banal, a qual nem vale a pena tentar contar. 
Mas ele, o Michael, continua em pleno. O mais latino de todos os americanos da meca do cinema salvou o coitadinho dum argumento sem ponta de originalidade.
Charme a potes (aos quase 70...) e sensualidade qb, salvam um argumento de cordel onde o final fica entregue à imaginação de cada um.
Só pelo prazer de olhar durante quase duas horas para o MD, vale a pena gastar os euritos.
Mas só por isso mesmo, portanto se não gostam do marido da Catherine, não vão, ok?

domingo, 18 de julho de 2010

PARTIR

Há filmes que têm o condão de produzirem exactamente o efeito oposto àquele a que se propõem, o de nos distraírem, preencherem, de uma forma prazenteira, as nossas horas de lazer.
Alguns,  pelo facto de serem tão, mas tão pirosos deixam-nos com a sensação que o realizador/produtos "entrou" no nosso bolso; outros, não são bem aquele tipo de "arte" que apreciamos. Por exemplo eu detesto as Shrekadas, os Avatares e Co. 
Outros há que parecem decalcados de tempos que pretendemos nunca ter vivido...
PARTIR é um deles. 

terça-feira, 6 de julho de 2010

Sexo e a Cidade 2



Ontem, apesar das temperaturas escaldantes, fui ao cinema.

Estão montanhas de filmes em cartaz que eu adorava ver, mas o que mais me apetecia, ontem, era entrar numa sala escura e fresquinha para fugir ao calor insuportável que se fazia sentir fosse onde fosse.

Entrámos no Monumental, olhámos para os filmes em cartaz e claro que a minha vontade foi logo comprar bilhete para o "Partir" ou o "Vencer" ou ainda o "Estomago, ....".

Ainda não eram 18h. Olhámos para as sessões destes filmes e tudo apontava para as 20h000. Nem por obra prima alguma aguentava mais o calor, a roupa colada ao corpo, a comichão desde a raiz dos cabelos à ponta dos pés.

De repente, aos nossos olhos surgiu um cartaz de um filme cuja sessão iniciava passado 45min.

"Bora?".

"Não vais gostar, já sei..."

"Quero lá saber!"

E foi assim que me predispus ir ver o Sexo e a Cidade2*.


* A não ver, definitivamente!!

domingo, 7 de março de 2010

O laço branco

Fui ver o filme de Michael Haneke, o realizador nascido a 23 de Março de 1942, em Munique, Baviera. Encontrei, na net, uma caracterização de "autor", a qual paso a citar "... há uma diferença enorme entre um realizador e um cineasta. O primeiro é alguém que sabe como transformar uma história em imagens, num filme. Tem o treino ou a experiência suficiente para o fazer. Já o segundo, é uma espécie completamente distinta. Para ele cada um dos seus filmes é muito mais que um trabalho com que se deparou. É algo para além de pessoal. É parte dele. E por isso os filmes dos cineastas – ou autores, se preferirem – do mundo são filmes feitos para quem vê o cinema como eles: como uma forma de expressão e comunicação elementares.”
Este filme venceu o Globo de Ouro para o melhor filme estrangeiro, atribuído pela Associação da Imprensa Estrangeira de Hollywood (HFPA), a Palma de Ouro no Festival de Cannes, e os troféus para Melhor Filme, Melhor Realizador e Melhor Argumento nos European Film Awards.
E agora? Que dizer?
Não gostei. Pronto. Sou uma cinéfila de sofá, de cinema comercial, que não conseguiu ver nas duas haras e meia de duração do “Laço Branco”, mais do que um policial que termina sem que os crimes sejam desvendados.

Um homem singular


Um filme singularmente belo, com uma excelente fotografia.
A outra perspectiva de cada amanhecer. Quando tudo deixa de ter ou fazer sentido, quando nada mais vale a pena, quando o dia que chega traz consigo a carga pesada de mais um, e mais outro, até que “ela” chegue, quando “ela” se transforma no último e único objectivo, quando se julga ter deixado de existir a outra metade de nós, quando nos sentimos amputados, quando nos sentimos mutilados pela ausência, quando só restam recordações, quando apenas encontramos fragmentos de nós.
A NÃO VER por criaturas apaixonadas, sobretudo as que se sentem amputadas.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Precious

Gosto muito de cinema.
Tenho visto alguns bons filmes. Filmes que marcam uma época. Filmes que não têm época, porque se tornaram eternos. Filmes que se destacam na história do cinema. Filmes que marcam a história da sétima arte.
Pelos realizadores, pelos actores, pelos cenários… pelas inesquecíveis bandas sonoras.
Hoje vi um filme. Ou talvez tenha visto O filme. Não sei se vai ganhar algum Óscar, se mereceu ou irá merecer algum prémio da crítica, se se tornará ou não num dos consagrados… ou se eu não passo de uma “lamechas”.
Seja como for, seja lá por que motivo for, é um filme que vai permanecer, até eu ter memória…
Mais palavras não tenho. Precious.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Será que tudo dá mesmo certo??


Nunca apreciei grandemente os filmes de Woody Allen. Confesso, igualmente, que às duas por três deixei de os ver. Considerava que girava tudo sempre em torno do mesmo tipo de humor, tentativas de comédia de fórmula repetitiva, uma receita apropriada, sempre e apenas, a um determinado tipo de público.
Não vi o penúltimo, - Vicky Cristina Barcelona- , mas hoje aventurei-me a entrar numa sala de cinema para ver o seu Tudo Pode Dar Certo.
A uma segunda-feira à tarde, a sala estava cheia… bom prenúncio.
O filme começa seguindo a mesma fórmula de tantos outros filmes de Woody Allen, com alguns “remakes” característicos do realizador.
Recorrendo à piada nem sempre fácil, mas muito bem conseguida, o filme centra-se na problemática da existência da Humanidade. Na perspectiva de um quase Nobel da física quântica (personagem principal), às teorias do Determinismo e Existencialismo sobrepõe-se um factor indeterminável - a sorte.
Uma perspectiva do presente e do futuro, sob o ponto de vista de um físico brilhante, que arrasa com as probabilidades apoiadas pela estatística, pela lógica ou o senso comum.
Gostei!!!

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Invictus













Do fundo desta noite que persiste
A me envolver em breu - eterno e espesso,
A qualquer deus - se algum acaso existe,
Por mi’alma insubjugável agradeço.

Nas garras do destino e seus estragos,
Sob os golpes que o acaso atira e acerta,
Nunca me lamentei - e ainda trago
Minha cabeça - embora em sangue - erecta.

Além deste oceano de lamúria,
Somente o Horror das trevas se divisa;
Porém o tempo, a consumir-se em fúria,
Não me amedronta, nem me martiriza.

Por ser estreita a senda - eu não declino,
Nem por pesada a mão que o mundo espalma;
Eu sou dono e senhor de meu destino;
Eu sou o comandante de minha alma.


William Ernest Henley, escritor britânico (1849- 1903)

sábado, 12 de dezembro de 2009

Hypatia

Salvo raríssimas e honrosas excepções, habituámo-nos ou fomos habituados a ouvir História no masculino.

A minha formação não é em História, Humanidades ou Literaturas. Sou, como se costuma dizer, uma mulher da Ciência (não que as Humanidades não sejam uma Ciência), mas pertenço ao ramo da ciência pura e dura, dos algarismos e das fórmulas químicas, das leis e dos axiomas, das sínteses e destilações.

No entanto, sempre fui uma apaixonada pela História. Deslumbra-me “viver" cada segundo que outros já vivenciaram; entender o que somos, porque o somos e o que nos fez chegar até aqui. Conhecer o passado para entender o presente, no fundo, é tão somente isso.

Hoje fui ver um filme, recentemente estreado: “Ágora”.

Recriando o Egipto do séc. IV, sob o poder do Império Romano, Ágora retrata, em simultâneo, a vida de Alexandria, com a sua mítica biblioteca e a toda a sabedoria do antigo mundo, os conflitos sociais de uma época na fronteira entre Paganismo e o Cristianismo e, ao mesmo tempo, dá-nos a conhecer uma personagem que eu desconhecia por completo: Hypatia.

E quem foi Hypatia? Hypatia foi uma mulher dotada de uma forte paixão pela busca do conhecimento e da verdade. Uma filósofa, como se chamava na altura (afinal, a mãe de todas as ciências). Se, por um lado, Hypatia devorava a matemática, a astronomia e a filosofia, em relação à religião teve o cuidado de não permitir que o fanatismo se sobrepusesse à razão e à busca do conhecimento.

Tal atitude não passou despercebida aos que festejavam a vitória de uma religião triunfante, o Cristianismo, com todos os ingredientes próprios dos que pretendiam encerrar o conhecimento nas celas da religião. Tal como viria a acontecer séculos mais tarde a todos aqueles (sobretudo aquelas) que defendiam que o Universo e o Homem se regiam por outros padrões ou paradigmas diferentes daqueles que as Escrituras ditavam, Hypatia foi considerada herética e morta às mãos dos cristãos... E quem diz que a história não se repete?

E aqui está um pouco de história contada no feminino.

Mas Ágora, o filme, é muito mais do que isto. Vale a pena!!


Há cerca de 2000 anos, emergiu uma civilização científica esplêndida na nossa história, e a base era em Alexandria. Apesar das grandes chances de florescer, ela decaiu. A última cientista foi uma mulher, considerada pagã. O nome era Hipácia. Com uma sociedade conservadora a respeito do trabalho da mulher e do papel, com o aumento progressivo do poder da Igreja, formadora de opiniões e conservadora quanto à ciência, e devido a Alexandria estar sob domínio romano, após o assassinato de Hipácia, em 415, essa biblioteca foi destruída. Milhares dos preciosos documentos dessa biblioteca foram em grande parte queimados e perdidos para sempre, e com ela todo o progresso científico e filosófico da época."

Carl Sagan, in Cosmos