by Ana
quarta-feira, 8 de junho de 2011
segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
Prazeres

Eu, dorminhoca, me confesso
Um dos poucos prazeres que tenho na vida e que ainda não me foram negados, por ordens médicas, é dormir.
Desde sempre… adoro dormir. Quem se atreve a importunar as minhas 8/9 horas de sono por noite, bem pode aturar a minha irascibilidade no dia seguinte. Dizem, tenho um péssimo acordar (pudera, despertar-me de um dos poucos prazeres…). Não se trata de um capricho destinado a manter a beleza inata da minha pele sardenta; nada tem a ver com o repor de baterias, tão pouco com um comportamento depressivo, e não, não se trata de uma alentejanisse, pois embora adore e admire aquela província (ainda existem províncias?), o meu gosto por dormir é muito meu, vem de mim e de tempos imemoriais.
Confesso que em muitas ocasiões me senti constrangida e obrigada a desculpar-me com isto ou aquilo. Era o funcionamento renal ou uma noite mal dormida; era o cansaço acumulado ou uma gripe iminente; era tudo o que justificasse uns minutos extra-norma dentro dos lençóis, pois sentia-me encabulada pelo facto de gostar tanto de dormir.
Mas que coisa!!! Teremos nós de justificar todos os nossos pequenos prazeres, mortais ou imortais? Será sempre necessário dar uma explicação para todo e qualquer desvio à regra? São os quiilinhos a mais, é o colesterol que dispara, é a ruguinha malvada que aparece, é o cabelo branco que surge num mar de cabelos azeviche, é a roupa mais leve que usamos ou os sapatos mais altos que gostamos, é,… é, somos!! Somos nós e as nossas circunstâncias, não é?
Mas para os que ainda não tiveram oportunidade de ler as boas novas, embora durmam pouco, aqui ficam os resultados de um recente estudo (não de nenhuma faculdade alentejana): "...Dormir diminui os riscos de doença cardíaca e de acidentes de trabalho, aumenta a produtividade e está de acordo com a mãe-natureza…”
Parece mesmo que só as formigas é que não dormem, mas também não pensam…Portanto, mais do que um prazer, para mim dormir é uma necessidade absoluta e da qual não abdico. Aliás, já dizia o poeta : “ O sonho comanda a vida” ...e quem não dorme não sonha, não é?
P.S.: Creio que o estudo foi publicado por uma conceituada Universidade Andaluza.
terça-feira, 8 de dezembro de 2009
Gordinhos e ... FELIZES

Desta feita o tema era “ A Felicidade na Europa”.
Não seria difícil imaginar que os povos latinos, com o seu sangue quente, o “salero” e a sua boémia forma de ser e estar, estariam no topo. Assim, Espanha, Itália , Grécia e Portugal, seriam os países com os povos mais felizes. Países abençoados com um clima temperado, muito sol, temperaturas amenas; longe dos infindáveis e rigorosos Invernos; afastados da penumbra que a sua situação geográfica mergulha, durante grande parte do ano, os países da Europa do Norte.
É caso para se dizer que tínhamos tudo para sermos felizes, certo?
Pois bem, seguindo este raciocínio lógico, fiquei pasmada quando, segundo o estudo denominado “No Man is a Island”, realizado pela Universidade de Cambridge e divulgado esta semana, os escandinavos (dinamarqueses , finlandeses), a par dos holandeses e luxemburgueses, eram os povos mais felizes da Europa, enquanto que os portugueses e os gregos, apesar do seu clima de fazer inveja (a alguns…), estavam entre os mais tristes.
Pensando bem, não me surpreendo assim tanto.Eu própria gostaria de viver num destes países. Não só pelas condições sócio-económicas, mas por que gosto mesmo de um bom e rigoroso inverno, com as temperaturas negativas, a neve e todos os demais ingredientes de um clima invernoso.
Mas creio, pelas entrevistas que vi, que o clima não será principal factor que conduz estes países ao topo deste estudo. O próprio estudo revelou “…que os países onde as pessoas passam mais tempo com os amigos e a família e mais confiam no governo e nas instituições públicas tinham maiores chances de terem cidadãos felizes do que os que se encontram em locais mais ensolarados...”
No entanto, outro factor despertou-me a atenção: todos os entrevistados, que admitiam ser pessoas felizes e confiantes no seu futuro, eram pessoas gordinhas!!! Aliás, as imagens captadas pelas câmaras mostravam praças e ruas cheias de pessoas, todas elas muito longe da relação e da ralação ditada pelo IMC.
Na verdade, nunca olhei para o índice de massa corporal com bons olhos! Acho que somos todos diferentes e essa forma de estereotipar tudo deixa muito a desejar. Gostava mais se pautássemos a nossa vida e as nossas dietas pelo o ISC (Índice de Serotonina Corporal). Sempre achei que os gordinhos eram mais felizes….e o chocolate faz-nos pessoas mais doces!!
Será este o segredo dos escandinavos?
quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
Adoro crepes
