S. Martinho do Porto é umas das praias de que mais gosto e de que melhores recordações guardo.
Não sou só eu, pelo que sei.
Aqui deixo uma homenagem a S. Martinho do Porto da autoria de uma outra amante daquela baía tão única e espectacular.
S. Martinho do Porto
Levantava-me com a madrugada, ia até à praia.
Era eu quem despertava as marés que no seu embalo dolente me vinham tocar os pés.
Era fria aquela água, mas tão doce o seu tocar que o corpo inebriado queria nesse mar mergulhar.
Era eu que acordava o sol quando lançava ao vento o meu colorido papagaio de papel. Atraído pela cores, o sol estendia os seus raios iluminando todo o areal,
esse areal deserto onde desenhava os meus passos solitários.
Se um dia por lá passares, talvez ainda os encontres,caminham à beira-mar.
Brincam com as ondas ao jogo da apanhada, umas vezes fugia delas, outras deixava que me apanhassem.
Brincam com as ondas ao jogo da apanhada, umas vezes fugia delas, outras deixava que me apanhassem.
S. Martinho, o seu nevoeiro matinal, uma espécie de chuva copiosa.
Dizem os pescadores de outras eras, que é o mar e o céu a despedirem-se depois de terem
Dizem os pescadores de outras eras, que é o mar e o céu a despedirem-se depois de terem
dormido toda a noite abraçados.
S. Martinho quem sabe um dia lá regresse, quando levar o coração cheio de esperança e a meu lado alguém que queira sonhar o mesmo sonho.
Aura de Lua