by Ana

Um espaço para partilhar as "tolices" de cada dia, de uma forma descontraída, descomprometida e com algum sentido de humor. Only that.

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terça-feira, 7 de junho de 2011

FMR



Como disse a Mafalda, tenho a certeza que fizeste "boas viagens"; como desejou o Afonso, estou certa que estás melhor, aliás, onde estás a doença, tal como as malvadas restrições alimentares, são coisas do outro mundo mesmo!
Sei que inveja é coisa feia, mas  enquanto as tuas pernas se tornaram leves que nem asas, eu arrasto as minhas, mesmo com temperaturas perto dos 25ªC; enquanto saboreias as tuas bebincas e os teus pratos de bacalhau, eu olho, pelo canto do olho, as fatias de bolo de chocolate com 800Kcal cada. Aprendi a comer com os olhos. Fecho a boca e mexo, mesmo sem poder, as pernocas, tudo em  nome de mais uns anitos de vida, a aturar ora uns Sócrates, ora uns novatos, com a mesma idade que eu, mas muito menos curriculo. Ah!, não sabes? O PPC ganhou as eleições, é verdade. Foi uma razia à moda antiga! O PP do PP também subiu e o Paulinho ainda inchou mais.A esquerda, ou lá o que isso quer dizer,  quase desapareceu do mapa e o PS vai a votos. Mas o teu favorito não se chegou à frente. Perfilam-se, apenas,  as candidaturas do Seguro e do Assis, por enquanto. O Cavaco está cheio de pressa em dar posse ao Coellhito, já quer que o menino comece o estágio de PM na próxima reunião da CE. Nunca o vi com tanta pressa. Entretanto vai vetando os últimos diplomas da última legislatura.
Não sei onde se meteram os votos dos manifestantes que encheram a Avenida na manif da Geração à Rasca. Ou a tradição já não é o que era, ou os gaiatos acharam que o dia estava bom para o surf e esqueceram-se que o protesto se faz também e, sobretudo, nas urnas.
Hoje não fui. Não estive presente naquele sitio e naquela hora especiais, mas sei que não ficaste zangado. Sei-te, sinto-te presente em todos os momentos e também sei que tu sabes que eu o sei.
Vou dando notícias, embora tu não precises de mim para saberes das novas, verdade? Vê lá se metes umas cunhas aí em cima, ao big boss, aqui pela famelga toda, que isto agora vai ser mesmo a doer...E, como disse um deles, um até logo, até sempre, até já , (até breve).

terça-feira, 12 de abril de 2011

Mensagem do Tejo


O Tejo, o rio, mandou-me um e-mail que tinha como assunto "MENSAGEM DO TEJO" e dizia assim:

Agora que tens o mar por companhia
Esqueceste este velho rio, chamado Tejo
E como ele se entristece sem ti.
Nas suas águas solitárias pela tua ausência
Reclamam num tímido murmurar de maré.
Esqueceste que foi ele quem uniu as margens
Aquela de onde vieste e aquela onde estás.

Que triste está o Tejo
Sem ver o teu olhar
Sem ver o teu sorriso
Sem respirar o teu ar.

Tolices de um  velho rio dirás, numa gargalhada traiçoeira.
Mas que queres formosa donzela se nestas águas frias bate
o mais quente e saudoso coração?

Ah!, querido Tejo, não sejas ciumento. Sou tua filha, nascida e criada as entre as tuas margens, mas até os rios correm para o mar..., verdade?

sexta-feira, 8 de abril de 2011

BLUES FÚNEBRE



Nunca me dei bem com calor excessivo (entenda-se mais do que 25º), com sol em exagero (isto é, nem uma nuvenzita a pintar o céu). 
Como se isto não chegasse ligo a TV e só ouço nomes começados por "Fs". Ele é FEED, ele é FMI, ele é Fitch, ele é ... é Funeral.
Foi exactamente isso que me veio à memória, de tantas vezes ouvir aquele som do F.
Numa destas noites em que o sono não chegava, atormentado por tantos Fs que me ...fraquejam  a alma(o que é que pensavam que eu ia escrever, hem?), pus-me a ver "Quatro casamento e um funeral".
Às duas por três, surge este poema:



BLUES FÚNEBRE

Parem todos os relógios, desliguem o telefone,
Impeçam o cão de latir com um osso enorme,
Silenciem os pianos e ao som abafado dos tambores
Tragam o caixão, deixem as carpideiras carpir suas dores.

Deixem os aviões aos círculos a gemer no céu
Rabiscando no ar a mensagem Ele Morreu,
Ponham laços crepe nas pombas brancas da nação,
Deixem os sinaleiros usar luvas pretas de algodão.

Ele era o meu Norte, meu Sul, meu Este e Oeste,
Minha semana de trabalho, meu Domingo de festa
Meu meio-dia, meia-noite, minha conversa, minha canção;
Pensei que o amor ia durar para sempre: foi ilusão.

As estrelas já não são precisas: levem-nas uma a uma;
Desmantelem o sol e empacotem a lua;
Despejem o oceano e varram a floresta;
Porque agora já nada de bom me resta.

W. H. Auden

Escusado será dizer que o filme acabou e eu esqueci os malditos Fs, mas fiquei a matutar noite dentro...sem sono, sem vontade de dormir.
Por que será que só damos o real valor a uma pessoa quando a perdemos? Por que temos que perder para aprender o valor real de algo ou de alguém?
Olho para a minha mais assídua companheira destes últimos tempos, a Julieta, uma gata de três patas, já com 15 anos, marrequinha, chatinha, mimadinha, mas má como as cobras. Farto-me de reclamar as dentadas que ela me dá, do pêlo que ela larga, das madrugadas que ela me rouba com o seu miar de bebé mimado a reclamar por colinho...
Mas quando ela se for...quando ele se for "Parem todos os relógios, desliguem o telefone..."

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Parabéns AI !!

A menina AI completa hoje a linda e bonita soma de 47 pardacentas luminosas primaveras!
Parabéns à dona da pensão Catita, onde se come bem , cabem generais, gatas e toda a bicharada co(h)abita!
 PARABÉNS AI!
FICASTE TÃO BEM NESTA FOTO!!
MIL BEIJOS

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

O que é o que é?

Com crise, sem crise...
Com verbos, sem verbas...
Com Volvos S40, sem Volvos S60...
Com acordo ortográfico, sem acordos sindicais
Com Cavaco, sem Cavacas
Com Ronaldo, sem Messi
Com André Villas Boas, sem Mourinho
Com PECs, sem(?) FMI

É BONITA, É BONITA E É BONITA!!

Obrigada HELENA



sábado, 5 de fevereiro de 2011

What friends are for?


Sempre ouvi dizer que só vemos, ou reconhecemos, os verdadeiros amigos em duas situações: no hospital ou na prisão.
Bom, a bem da verdade, só nasci (que tivesse dado por isso) uma vez, nada me garante que um destes dias não venha a acordar a ver o sol aos quadradinhos, sem o meu PCzinho ao lado (o que seria o maior dos castigos que me poderiam impor). Aí sim!, aí entraria em profundo sofrimento, crise de dependência somática e psíquica, sem poder destilar o meu veneno contra os que não precisam de nascer duas vezes, ou aqueles que só nascendo uma, mandam e desmandam nos destinos de quem não aprendeu a técnica da pulga ,que se infiltra pelas costuras e só se dá por ela quando pica. 
Aí, lá estou eu! Se isto fosse um País de verdade, com polícia de vigilância do estado a sério, já estava dentro! Vê-se mesmo que é uma República das bananas!
O que queria mesmo era dizer que tenho amigos fantásticos; que não fui dentro, não fui ver o sol aos quadradinhos, mas vim irradiando uma charmosíssima radioactividade, para além de um sorriso amarelo, que não assustou ninguém, sobretudo a AI que se lixou literalmente para as radiações.
Aos que passaram pelo SHE e criaram a corrente positiva, aos que deixaram a mensagem de alento no Face, aos que telefonaram e não tiveram medo que as radiações passassem pelo fio invisível da rede móvel, a todos, todos,todos...um GRANDE e sincero obrigada!
À São e à AP pela forma como estiveram presentes, um muito obrigada, sem adjectivação, porque não a encontro...
Melhor do que isto, só mesmo ter a certeza que não volto mais a passar por lá!

P.S.: Um Volvo S60 tb ajudava a recuperar mais depressa...

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Força de Dragão



Sou uma tia babada!!
O meu sobrinho João S., a quem sempre chamei o meu bochechinhas está, de facto, um homenzinho. Mas um homenzinho com H grande!
Ainda me lembro quando o ia buscar ao judo, ele sempre muito caladinho sentado lá atrás no carro, com aquelas bochechinhas, mas orgulhoso do seu cinto branco, depois amarelo, depois laranja...
Mas o meu bochechinhas foi crescendo, crescendo, ...
Adquiriu querer e saber. 
Adquiriu alma, alma de DRAGÃO, o que me tornou ainda mais orgulhosa, no meio daquela família de águias.
No verão passado apostou nele, com toda a força que os dragões têm e que só nós sabemos. 
Encheu o peito de ar e disse "Eu quero ir para o Colégio X.".
O Colégio X é um colégio muito difícil de se entrar, com provas de tudo e mais alguma coisa. Mas ele conseguiu!
E sabem que mais? Depois de conseguir entrar no Colégio X, o meu Joãozinho, no fim do primeiro período, entrou para o Quadro de Honra do Colégio, pelas suas notas e comportamento exemplar.
É de Dragão!
Força, João!!

sábado, 1 de janeiro de 2011

Feliz 2011!

O mundo, mais concretamente o planeta, dá voltas e mais voltas em torno dele próprio  e do Astro Rei. E assim se sucedem os dias, os anos, ... o tempo. 
Nós também. 
Damos voltas e mais voltas em cima do planeta, voltas e mais voltas na nossa cama, voltas e mais voltas na nossa consciência, voltas e mais voltas à volta da nossa volta.
Hoje fiz uma perninha com o "tempo cronológico" e fechei um "tempo", um passado, uma página,... uma volta da minha vida.
Feliz 2011! 

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

As Amarras

Ontem falava das MELgas que me melgavam com a poesia da vida.
Hoje, a Gaivota, amarrou o meu dia a estas palavras:



As Amarras

Ainda existem as amarras,
Amarras de esperança.
O passar fatigado das horas,
o embalo da lembrança.

Essa folha que já foi flor.
Esse espaço que já foi abraço.
Esse postal que já teve cor.
Na espera que se tornou cansaço.

Esta canoa não quer partir
pelas águas da solidão.
Ainda tem tanto onde ir,
segurando a tua mão.

Olhares, in Pós


Obrigada, Gaivota. És a primeira MELDA do MUNDO!!

Imagem retirada de DeviantArt
That link by Berrie25

Melgas

"Há melgas e melgas, há ir e voltar; há tios e tios que só nadam nos rios."

Foi assim que o meu tio me respondeu, há muuuuuuuuiiiitos anos atrás, quando eu teimava em querer empurrá-lo para dentro das ondas da praia da Sesimbra. 
Ficou-me para sempre, na memória, aquela frase doida como aquele tio, literalmente,  saído directamente de Woodstock.
Quarenta e tal anos depois do Woodstock, tudo continua na mesma. 
Há melgas docinhas, docinhas como o mel, daí a origem da palavra (MEL + ga); outras há que evoluíram, perdendo as ligações com as suas origens, logo com a sua essência, com a sua função, a de melgar, de ser como o mel e tornaram-se uma espécie de tios que só nadam nos rios. 
Estão lá, são importantes para tomarem conta de nós, para zelarem pela nossa segurança, nos darem aquele ombro amigo,  mas não entram connosco nas ondas frias de Sesimbra. 
São aquelas melguinhas cautelosas, sabedoras, prudentes, preocupadas, maduras, até já um pouco sisudas...que só entram nas ondas de Sesimbra, com bandeira verde, 3h depois do pequeno almoço e 2h antes do almoço, para que o fato de banho ainda seque, de braçadeiras, bóia com patinho quá-quá e nadador salvador por perto.
Depois, dizem:

"As braçadeiras? Deixa ver se têm ar suficiente."
"Sai daí! Não vês que estás a incomodar os adultos, com esses mergulhos?!"
"Nada para poente, para que não apanhes mais sol de nascente";
"Agora nada para sul, para que te bronzeeis no outro braço"
"Está na hora de sair da água" 
"Já puseste o protector?"
" Bebe água!" 
" Vai para a sombra!"
" Ocupa-te!! Faz qualquer coisa para te ocupares, mas não chateis mais a cabeça, nem me peças para ir à água outra vez!!"

 As outras, as MELgas, fazem esboçar muitos sorrisos nos rostos ora meio ensonados, ora meio entediados, ora meio deprimidos;
Encaminham-nos rio abaixo, dentro duma canoa qualquer, com bilhete só de ida e como bóia de salvação, a perspectiva de um sonho qualquer, algures entre o desaguar de um rio de lágrimas e o desabrochar de um sorriso.
Encantam com histórias de príncipes e princesas, de fadas, de Fernão Capelos, de sambas, de teorias inventadas à pressão ou construídas à medida das nossas necessidades.
Nem umas nem outras (as melgas e as MELgas) desarmam, eu sei, ambas as sub espécies são importantes e inestimáveis.
De uma vem apenas a poesia da vida; das outras, "o lápis azul", a correcção ortográfica, gramatical, lexical e de conteúdo.
Reconheço que gosto dos cinzentos do céu e do mar, mas por vezes os tons de rosa da vida fazem-nos falta, muita falta mesmo...

Imagem retirada de Deviantart
Good Frieds by Adnyl

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Pós de anjos

Uma Gaivota de asa ferida trouxe até mim este presente, embrulhadinho nas asas de um anjo  de além rio, feitas de pó de bem querer.

Ora ouçam...

Nada te Perturbe

Que nada te perturbe...
Nem o vento soprando lá fora,
Nem o sol espreitando na janela,
Nem o galo que anuncia o dia.

Que nada te perturbe…
Nem a dor que não se vai embora,
nem a tristeza que se arrasta com ela
inundando todo o ser de nostalgia.

Que nada te perturbe…
Nem o momento da decisão,
Nem a palavra que se grita,
Nem o silêncio que tudo diz.

Que nada te perturbe…
Nem o bater do coração
Quando já nem ele acredita,
Que pode voltar a ser feliz.

"Nada te perturbe,
 Nada te espante.
 Tudo passa,
 A paciência,
 Tudo alcança"
De Olhares, in Pós de bem querer

"O verde pede paz

(Pintura a óleo de Mário Célio)

Um beijo para ti, Gaivota, um beijo que não te perturbe.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

O disco rígido das Amizades



Não sei se ria se chore.
Ontem chorava que nem uma Madalena arrependida. 
Pudera! A maldita virose vem por fases. Quando penso que a venci a infantaria, que os espirros se foram, eis que me debato com a artilharia e lá vem a tosse maldita desde as profundidades cavernosas dos meus virgens pulmões!
E assim vou...de lenço dentro da manga do casaco, de lágrima ao canto do olho, mergulhada nos edredons e longe de tudo que me faça sentir que tenho cabeça.
Por não ter cabeça, lembrei-me de pensar, pensar...fazer uma espécie de desfragmentação do disco rígido  (da cabecinha) para depois o arrumar, pedacinho por pedacinho e deitar fora a porcaria.
Acho que tudo o que consegui fazer foi pegar nos pedacinhos que ainda se aproveitavam (e ainda eram alguns) e transformá-los em porcaria. 
Resultado?
Limpei o disco por completo.
Sou mesmo boa, excelente, um must em matéria de... digamos... de... motricidade afectiva.
Ah!, isto só pode ser culpa da gripe, avariou os sistemas....! 
Pensando bem, se não fosse a gripe, talvez os "efeitos" tivessem sido um pouco mais eloquentes, afinal o meu estado semi febril não me deixou ser suficientemente facunda, claudiculei vezes sem conta...
Hoje o tempo está como eu gosto, apetece-me correr ao vento, sentir a chuva a bater no corpo, apanhar outra valente gripe. 
Estou bem disposta, até me apetece humorar um pouco com a desfragmentação do disco rígido.
Numa próxima vez, quando o tempo estiver de sol, a brilhar para todos vós, prometo contar-vos, a sério,  de que tipo de bits era feito o meu disco rígido...

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

HAPPY DAY!

Hoje estou feliz.
Cansada, arrasada, esgotada, estourada, mas feliz, muito feliz.
O meu horóscopo, aquelas parvoeiras do Facebook, dizia, logo pela manhã, "o período i trazer-lhe a oportunidade de recuperar as suas forças. Aproveite para cuidar de assuntos relacionados com a casa ou com a família".
E eu, que sou muuuuiiito bem mandada, agarrei-me, de alma e coração, às limpezas grandes da cozinha.
Despejei os armários, lavei a louça toda (só consegui partir dois copinhos de cristal), tachos e panelas para a esfrega, subi escadote, desci escadote, esfreguei chão à maneira antiga (sim, de joelho no chão e esfregão na mão), areei bicos do fogão, mudei a arrumação do armário despenseiro, despejei o balde do aspirador central (ai com uns bons 500 trilhões de ácaros acumulados), lavei azulejos, deixei o forno a brilhar, sei lá...10 horas de faxina à moda antiga!
Pelo meio recebi talvez uma das melhores notícias que podia ter recebido.
Poucas outras notícias me teriam deixado mais feliz do que esta. Não tem a ver com o bicharoco, nada disso. Não me saiu o euro milhões, também não.
Apenas descobri que tinha um amigo. Ou por outra, que ainda tinha um amigo.
Um amigo de quem eu gosto muito, muito mesmo, mas que julgava perdido, algures no meio de enxurradas e tufões e de Invernos sem fim...
E eu, que acredito piamente no destino, nas estrelas e em mim, sobretudo em mim, não sei se sorria, se cante, se chore, porque ainda tenho aquele amigo.
Escrevo.

terça-feira, 20 de julho de 2010

Dia Mundial da Amizade


Parece-me que a Amizade também teve direito a Dia Mundial.
Alcançou a glória como a Mãe, o Pai, a Árvore, as Crianças, a Cultura, a Água ou o Livro.
Mereceu a mesma honra que o  Ambiente, a Alimentação, o Rim,  a Paz, a Meteorologia,  Mulher ou as Nações.
Igualou, no podium da fama, o Consumidor, a Marinha, a Floresta, o Teatro o Circo e a Saúde.
Destacou-se como o Jovem Trabalhador, o Radioamador, os Objectores de Consciência,o Comissário de Bordo, o Ex- Combatente, o Administrador de Pessoal, o Tradutor, o Vendedor, o Professor, Escritor, o Controlador de Tráfego Aéreo, o Hoteleiro.
Foi distinguida tal como o Combate ao Câncro, o Combate à Infecção Hospitalar, o Combate ao Fumo,
o Combate à Seca, o Combate ao Tráfico de Drogas, a Luta contra a Tuberculose, a Luta Contra a SIDA
Comemora-se o seu Dia Mundial, tal como se comemora o Dia Mundial da Comunicação Social e Telecomunicações, o dos Museus, o do Desenvolvimento e Cultura, o das Comunicações Sociais,  dos Meios de Comunicação e do Diabético e a Saúde Mental. E ainda o Dia Mundial do Cooperativismo e para que as coisas fiquem bem claras,  o dia Mundial do Cooperativismo e das Cooperativas (sim, uma coisa sem outra não faz sentido),  o das Crianças Vítimas de Agressão, o  da Liberdade de Imprensa, o da Luta contra a Desertificação e o das Aldeias SOS e o dia Mundial do Leite.
Depois há o dia Mundial em Memória do Holacuasto e outro em Memória da Escravatura e ainda outro em Memória da Escravatura e para a Abolição da Escravatura, tudo coisas que eu preferia esquecer, mas entendo que sejam para recordar...ainda não se lembraram do Dia Mundial do 11 de Setembro...Mas também temos o dia Mundial da Liberdade e não é a de 25 de Abril. Desenganem-se os que pensam que liberdade é só cravos...
Depois, para lembrar que há ordem, apesar do caos, temos o dia Mundial da Lei e da Logosofia (que é uma coisa para sabedores e entendedores da matéria do Logos).
E já que demos uma abébia à criançada, vamos também deixar qualquer coisa à miudagem mais crescidota e tomem lá o Dia Mundial da Juventude e o dia Mundial do Rock que a Juventude tem de se divertir!
Mas se há Crianças e há Juventude, mal parecia se não houvesse Idoso e com ela o dia Mundial do Folclore. Ora não íamos dar Rock ao Idoso ou íamos? Mas ainda há mais... é que Idoso por vezes não soa muito bem...então criámos o Dia Mundial da Terceira Idade, não sei se estão a ver...
Como isto das minorias fica sempre bem, que tal pegarmos num punhado delas para fazer vista.? Ora querem ver? O Dia Mundial dos Povos Indígenas, o Dia Mundial dos Canhotos, o Dia Mundial da Solidariedade para com o Povo Palestino, ...
Depois destas resmas de Dias Mundiais de tudo, ainda sobram outras resmas como o da Fotografia e do Fotógrafo, o da Preservação da Camada de Ozono, do Turismo, do Petróleo (consta que a BP é a patrocinadora oficial deste dia), dos Correios, da Oração pela Paz, do Xadrez, os Discos Voadores, da Solidariedade, da Aviação Civil, da Alfabetização, da Navegação, pela Prevenção dos Desastres Naturais,  do Lions Club, Para a Eliminação da Pobreza, do Desenvolvimento da Informação, da Cruz Vermelha, da Economia, da Poupança, do Urbanismo, da Qualidade, da Tolerância, da Televisão, Para a Eliminação da Violência contra as Mulheres, dos Deficientes Físicos, da Propaganda, do Voluntário, do Desenvolvimento Económico e Social, do Perdão, da Biodiversidade, ...
O meu preferido comemora-se a 22 de Outubro.É o Dia Mundial da Sedução.

 P.S.: HOJE É, SOBRETUDO, O DIA DA CÉLIA A., DA CÉLIA F., DA PAULA S. DA AI, DA TERESA F., DA SÃO, DA MJA E ALGUNS (POUCOS) OUTROS QUE DISPENSO NOMEAR.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Stork

Foto de Ana F.
Tenho uma história muito engraçada sobre as cegonhas - Stork - em inglês, passada na Bulgária. Chamo-lhe a história do "The bird who take the babies", pois, na Bulgária, nem eu nem os búlgaros nos lembrávamos de como se dizia cegonha em inglês. Mas como sempre fui uma mulher do "desenranca", lembrei-me do "the bird who take the babies from Paris" e toda a gente entendeu que era cegonha.
Esta foto foi tirada, tirada não, captada, neste último fim de semana, por terras do nosso imenso Alentejo, numa estradinha sem fim, sem viva'lma, só cegonhas e mais cegonhas e alcatrão aos montes e por montes e vales daquelas belas planícies.
Mas depois daquele Alentejo, daquelas planícies sem fim, de toda aquela paz e tranquilidade, o alcatrão e o horizonte voltaram-se a fazer-se de filas de carros e cimento e as cegonhas desapareceram.
Os bebés deixaram de vir de Paris, passaram a vir de Lisboa. Esquecemos o pão, o vinho, o queijo e as azeitonas e voltámos, a correr, para as pizzas e o fast movie.
Ah e Montijo tornou-se longe, só mesmo terra de gentes de passagem.
Resta-me subir a um poste, como as cegonhas, e ficar a contemplar as estrelas que brilham em mundos distantes.
:):)

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Smile

Hoje vou tirar a minha gargantilha de compressas e adesivos, avaliar o estado da dupla cicatriz (que na verdade não é dupla, pois fizeram-me uma plástica, não vos contei??), tirar os dois mafiosos pontos pretos da minha orelha e começar de novo...
Pensando bem, se já tinha um sorriso algo interessante, agora fico com dois. Um nos lábios e outro um pouco mais abaixo, no pescoço.
Há sempre jeito de fazer de um limão uma limonada, é preciso é imaginação, muita imaginação, idiotice (de ideias), descontracção, ...
Já vos disse que me fizeram uma plástica ao pescoço, à borlix? Pois é. Como não ficava bem a uma mulher de charme como eu ficar com dois "smiles" no pescoço, esticaram-me a pele do dito, de modo a removerem o smile de há três meses atrás e ficar apenas com um smile. Portanto :), just one.
Nada melhor que a Simone, a do outro lado de lá, para cantar o que me vai na alma, aquilo que eu sou e que, no fundo, todos aqueles que me conhecem, reconhecem em mim. Vero?
And :), allways :).

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Goodbye SPA

Depois do almoço, entrei na capela pela última vez. Já não me lembro de como estava o dia pela 1ª vez que ali fui. Era um domingo do princípio de Março. Parece que foi há tanto tempo e no entanto...,mas hoje estava sol. Um sol de primavera com um calor insuportável de verão.
E é essa primavera de esperança que sinto nesse espaço que me ficará gravado para sempre de tão querido e de tão importante que foi. Senti nele paz , serenidade e muito que não consigo explicar, cada vez que estou sentada naqueles bancos, olho para a clarabóia e alcanço o céu.
Despedi-me com um sorriso simpático de todos eles, dos quinze (faz-me lembrar a CEE quando nós entrámos, o grupo dos 15). Mas para a I. e para o J. o sorriso, além de simpático, foi meigo e doce. Mais dois amigos, a juntar à V., a irreverente V., e ao P. Com o J., ficou a promessa do lanche na Guia e do jantar nos Arcos, assim que os dois estivermos em condições de...
E sinto que o sorriso não foi nenhuma máscara. Veio de dentro. Era calmo, tranquilo. Estava segura. Parti tranquilamente para outro SPA.
A ansiedade da última semana, o aperto no peito, o nó na garganta sumiram.
A conversa de ontem com o Enfant Terrible fez-me bem. E este sítio é sempre um bálsamo. Ainda hoje deixei escapar umas boas gargalhadas no seio do grupo dos 15. Ora são as gargalhadas, ora as opiniões que "opino" e que poucos contestam. Como aquela parte de mim permanece igual a mim própria, my Lord!! Como continuo a adorar o meu público! Seja pelo vulcão, seja pela visita do Papa, opinar é a palavra chave! Só espero que não me cortem o pio, quando cortarem a borboleta!!!!!
Não sei calar! Mas entre o opinar e o opinar, folga o coração... e vá de opinar!
E volta o disco ao princípio.
O farewell. O J. chorou. Aquele colosso de homem, com 1,80m chorou mesmo. Não só chorou, como me tratou por tu, pela primeira vez, enquanto dizia "não vais mesmo quebrar o contacto comigo".
Eu, meio atrapalhada por ver um gentleman naqueles "assados", aproveitei a deixa e respondi: " Acho que está mesmo na altura de ir embora, pois isto de se tratar uma lady por tu, não é coisa que me agrade". Coloquei o meu melhor sorriso, agora com máscara, os óculos de sol para disfarçar as lágrimas que queriam acompanhar as do J. e fui.

sábado, 24 de abril de 2010

Poully

Ufa! Se ontem estava complicado, hoje ainda está pior!
Decidi fazer limpezas. É uma óptima terapia... Mas levantei-me à uma da tarde. "Empastela" aqui, atrasa acolá, atende telefone depois, responde a mensagem a seguir, vê os mails logo após. E se mais desculpas houvesse, mais tarde me levantava da cama. Mas ainda há uma desculpa. O blog. Que escrever hoje? Não me apetece nada de "pesadote". O filme de ontem (o que passou na tela), Green Zone, até foi interessante, mas não apetece falar. Todos já sabem que nunca houve armas químicas no Iraque, tal como todos já perceberam que a conversa da gripe A foi mais uma de alguns "estrelados" dos States para meterem uns milhões aos bolsos. Brrr.... Que coisa! Ainda bem que há fenómenos naturais como o vulcão, coisas em possamos confiar! E o meu bicharoco também.
O Vulcão não é invenção de nenhum "estrelado" dos States, mas deu muita dor de cabeça a muita gente. O meu bicharoco também não é invenção de nenhuma cabeça, mas está a dar alguma dor de cabeça a algumas pessoas. Mas a mim não. Já estou habituada a lidar com bicharocos.
Aí está um bom assunto para um post. Lembrei-me do bicharoco de que mais gostei, o meu Poully. Foi numa fase muito difícil da minha vida que entendi que tinha de ter um caozinho para me fazer companhia. Fui escolhê-lo ao canil municipal. Entendi fazer misericórdia. Sim, também é possível fazer misericórdia com os animais. Em vez de pagar uma fortuna por um animal, salvei um de uma morte certa. Foi amor à primeira vista. Aquela coisinha abanava a cauda, corria na minha direcção, atirava-se às minhas pernas, ladrava sem parar.
Na altura, estava indecisa entre este e um bem maior. O Carlos queria o outro, à Pat, tanto fazia. Eu escolhi aquele, que não me largava. Como os miúdos só opinavam através de telefone, foi fácil enganar o Carlos.
Segui-se o veterinário. Diagnosticou-lhe uma otite, uma ferida no pescoço. Registou-o devidamente. 4 meses. Primeiro chamei-lhe Lizt. Depois, houve Conselho Familiar, com a madrinha, a PS, que entendeu dar-lhe um nome de um químico célebre e ficou Poully, de sua graça.
O Poully era outro Enfant Terrible. Roia tudo. Paredes, rodapés, fios de electricidade. Fazia as necessidades onde bem entendia, desde que fosse dentro de casa. Acordava-me, impiedosamente, às seis da matina, para ir vadiar, sem rumo e sem qualquer objectivo sanitário. Adorava dormir agarradinho a mim, ou seja, enroscadinho em mim.
Fugiu uma vez e eu desesperei. Coloquei anúncios em todos os cafés e veterinários. Por sorte, lá recebi um telefonema de um simpático senhor, que tinha encontrado o Poully, achado imeeennsaaaa piada, ido com ele ao veterinário, registado-o, (agora chamava-se qq coisa como Pantufa) e blá, blá, blá, são só 100 € de gastos por perdas e danos com o "seu" Poully.
Uma noite, enquanto o meu enfermeiro dormia a sono solto, eu caí, bati com a cabeça na parede e devo ter desmaido. Só me lembro de ter acordado com as lambidelas do Poully e o sangue a escorrer-me pelas narinas. Claro que o enfermeiro Carlos continuava a dormir o seu sono.
Até que um dia o Poully se fartou de ser cão, enfant terrible, enfermeiro nas horas vagas, aio de companhia nas horas de serviço e, sem eu saber como, foi procurar outro emprego onde lhe dessem o seu devido valor. Nunca mais o vi. Não houve cartaz que me valesse. Nunca mais me esqueci dele e, embora já tenham passado alguns anos, ainda tenho as fotos dele espalhadas pela casa, como se tivesse sido um membro da família...
E, com esta conversa toda, são quase três da tarde e nem no pano do pó peguei!!...
P.S.: O meu Poully está aí ao lado.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

INVERNO EM LISBOA: SERVE, ANA?

A Helena do blog Inverno em Lisboa, fez-me esta surpresa.
Depois de eu reclamar com as notícias ácidas que ela publicava à laia de sobremesa, "dedicou-me" este post, ameaçando de vez dar conta dessa barra verde aí de cima. Já a informei que a minha sobremesa favorita são Crepes Mikado.
mas é uma "Krida", não é?
Obrigada, Helena!
INVERNO EM LISBOA: SERVE, ANA?