by Ana

Um espaço para partilhar as "tolices" de cada dia, de uma forma descontraída, descomprometida e com algum sentido de humor. Only that.

Mostrar mensagens com a etiqueta Noite da má língua. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Noite da má língua. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Serviço público I


Perante esta notícia do Sol, pensei que, finalmente, se teria feito luz, algures nalguns gabinetes do ministério da economia, nomeadamente, naqueles onde trabalham uns senhores que, volta não volta, vestem uns coletes pretos, ostentando umas letras garrafais nas costas - ASAE- e limpam a pente de caça piolhos todos os cochichos, vãos de escada, feiras francas ou desonestas, do norte ao sul, incluindo as Desertas onde o Zé da colmeia vende o mel da abelha Maia, a Maria do Céu comercializa as couves da consoada, a Chica vende os ovos de galinha Pita.
E é razia. Ah pois! A bem da saúde pública e no estrito cumprimento das normas comunitárias aprovadas pelas respetivas decisões, com a redação conferida através das diretivas e ratificadas pelos conselhos dos 27. E isto não é pera doce, não se pense... É muito papel, muita lei, muito número, ...
O Zé não pode vender o mel da colmeia da Maia, pois não apresentou o certificado da vacina da bichinha, contra o vírus da estirpe Abhelhidium, logo está a saúde pública em risco;
Em análise macroscópica, provam e comprovam que as couves da Maria foram fertilizadas com o estrume da mula. Não pode, não pode.... A norma CE xyz /abc/CE com a última redacção que lhe foi dada pela decisão XPTO/CE, assim o dita. Consoada de Natal, ou com o cumprimento da norma de Bruxelas ou então, coma-se couve de bruxelas.
E os ovos da Pita? Esses terão de ser confiscados. A Chica estava a defraudar o consumidor. Os zigotos, que nem S poderiam ser,  estavam misturados outros L e, muito de quando em vez, um XL, com mais de 73g, apregoando a Chica ovos de duas gemas. Dois crimes se configuram neste cenário. Um crime económico e um crime alimentar, pois a Pita não tem vacinas, come os restos da Chica e foi  desparasitada quando o cão do vizinho lhe ferrou uma dentada,  dois dias antes de pôr os ovos!
Agora ASAE, agora que podias prestar um verdadeiro serviço público, de qualidade,  à nação, que fazes?
Mudas de palácio!
Oh ASAE!!!!!








sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Sexo e matemática



Com esta história da crise, das medidas impostas pela troika, das "gorduras" orçamentais acho que tudo pode servir de pretexto para equilibrem o orçamento da Nação.
Ora, o nosso primeiro, depois de cortar, desmesuradamente, no subsidio de Natal , aumentar o iva do gás e da electricidade, subir escandalosamente os transportes, decide acabar com a comparticipação das vacinas e dos contraceptivos.
Vistas bem as coisas, corta agora, gasta depois a tratar uns tantos (muitos) cancros do colo do útero, a não ser que a próxima medida seja, efectivamente, o fim do célebre SNS...
Quanto aos contraceptivos, cá para mim, essa tem dedo do Nuno Crato. As mulheres e as adolescentes que tornem a fazer continhas de cabeça, à moda da minha bisavó que teve doze filhos fora os ameaços, enquanto estão em pleno acto sexual, que isso só estimula o raciocínio matemático, a lucidez de espírito e a consciência cívica. Afinal, não é assim tão difícil. Entre um ai e um ui, ...
- Espera lá, não venhas já que ainda tenho de ir ver no Ipad quando foi o último período e acrescentar quantos? 14? Epá? Isso dá quanto? Raios, passa do dia 30! E agora passa para o outro mês...afinal quantos são hoje?Tens máquina de calcular? 
- A do telemóvel serve? É que o puto já não leva máquina para a escola, o ministro proibiu!
Exercício mentais deste são fascinantes, estimulantes, enganam o amigo Alzheimer, inclusive.
Nem tudo são espinhos, a natalidade promete crescer de vento em popa e as reformas da gerações futuras estarão, seguramente, garantidas.
Alguém falou em aborto às resmas? ah, logo vi que não!
A isto é que se chama governar!!

quinta-feira, 24 de março de 2011

"E o coelhinho foi com o pai natal e o palhaço no comboio ao circo”



Hoje fui tomar o pequeno almoço fora, a um sitio baratucho, onde, supostamente, os empregados são todos barbaramente explorados, sacrificados, emocionalmente coagidos a aceitarem trabalhar sabe-se lá como e quando, à hora da missa, ou no dia da folga do marido, sem ter direito a abrir a boca. Sim, porque isto de abrir a boca, ou mesmo os olhos, ou mesmo que um suspiro mais profundo à hora de tomar conhecimento do horário do turno da semana seguinte, tornou-se "motivo atendível" para despedimento. 
Ai ainda não se tornou? Têm razão! Essa do motivo atendível era a do Sr. Coelho. Mas se não se tornou, a caminho vêm...
Mas dizia eu que hoje fui tomar o pequeno almoço a um sítio dos "motivos atendíveis" à paulada. Tomei o pequeno almoço no Continente, de Oeiras. 
Espantosamente, o empregado que me atendeu estava terrivelmente bem disposto (ao contrário de mim, que regressava de uma consulta de ginecologia). Era :
"Mais alguma coisa, meu amor?",
" Gosta assim do galão ou quer mais clarinho, minha querida?", 
"Já vai a caminho, meu amor",
"Precisa de colherzinha para o copo de água, minha cara senhora?"
"Que mais esperamos aqui, meus doces?"
Eu estava parva. Pensei, pensei e nada me ocorria que justificasse aquela alegria toda. Fim do mês, emprego mal pago, hora de aperto no trabalho, crise no país,  (claro que o meu pensamento não se imiscuiu na vida privada do senhor..., ora bem).
Por fim, disse à AI que também observava o mesmo:
- Cá para mim aquele ali, é adepto do Coelhinho da Páscoa...

Ora embora eu não goste nada, mas mesmo nada, de estar congelada na carreira, de ter o vencimento cortado, de pagar mais pelos medicamentos e pela alimentação, de (não) pôr gasóleo no carro, a preços proibitivos, de tudo isto e mais alguma coisa....  de Coelhinhos da Páscoa também não. Nunca acreditei neles, tal como já não acredito no Pai Natal.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

"Geração à rasca"


Sinto-me filha de ninguém.
Cria de geração sem nome, sem referência, sem causa, sem mote.
Por alturas de Maio de 68 ainda não sabia ler nem escrever, muito menos que coisas se passavam em França ou mesmo que existiria algo para além de Badajoz da Espanha, donde o meu triciclo tinha vindo.
Um ano depois, em 69, o Homem foi à lua. Foi no dia do casamento da minha prima Lurdes. Mas o que me ficou na memória , nesse dia, foi a conversa sobre uma novidade que as senhoras usavam e, pelos vistos, lhes facilitava a vida. Usavam collants, pela primeira vez, e comentavam a facilidade daquela peça de vestuário.
Como a lua para mim era uma coisa da noite e das histórias da adormecer e as minhas tias diziam que aquilo do Homem pisar a lua era tudo invenção, decidi voltar costas à televisão e ao grupo dos homens e ficar a ouvir as facilidades do uso das collants vs chatice do uso de meias com cinto ligas.
Uns anos mais tarde veio a Revolução dos Cravos, estava eu na 4ª classe e para mim foi dia de festa. Não houve aulas, o meu pai estendeu um porco morto no meio da cozinha da minha avó e, lá em casa da minha avó, juntou-se a família toda, agarradinha à televisão. Perguntavam pelo Spínola, pelo Soares. Eu preferia indagar as entranhas do porco, pois do que se estava a passar nada entendia e nada me explicavam.
Não posso, portanto, dizer que seja da geração que fez ou festejou a revolução de Abril.
Não sou daqueles que levaram com as passagens administrativas pela cara, os anos propedêuticos, os serviços cívicos. Não, nada disso.
Sou daqueles que fizeram o percurso do "certinho e bonitinho", depois da confusão ter acalmado e das experiências da revolução e tentativas de contra-revolução terem serenado. Sou do unificado, do 12º ano e dos números clasus.
Não tendo sido perdida nem achada para essa causa, lembro-me de um dia 12 de Junho de 1985 e do  Portugal na CEE.
A partir deste dia foi ver os milhões (não sei de que moeda) entrarem todos os dias no nosso país e o alcatrão cobrir montes e vales, as mega - barragens pintarem de azul o que antes era verde,
O litoral a "litoralizar" e o interior a "interiorizar"; o Alentejo ora litoralizava ora"coutizava",...
Foi ver um país democrático, laico e republicano, onde a classe média e alta quase não se distinguiam, onde todos os seus  filhos tinham carrinho, casa, emprego, cursos financiados, férias em Cabo Verde, telemóveis, computadores, plasmas, Ipod,... tudo com fartura e sempre na crista da onda.
Há dois dias, perguntei ao meu filho mais velho, que tem 20 anos, quando é que ele pensava arranjar emprego.Ele respondeu-me:
"Oh mãe, tu não vês as notícias?Não há empregos mãe. E os que há são formas de exploração dos jovens. Eu sou da geração à rasca!" 
Calei-me.
Acho que já tenho uma definição para a minha geração:
A geração que teve de tudo, mas gerou a Geração à rasca.

sábado, 15 de janeiro de 2011

Dá-me música


Hoje entornei o meu galão personalizado sobre o meu croissant cozido por medida, ao ler esta notícia do  jornal que acompanha os meus pequenos almoços.
Que grande maestro! Sempre ouvi  dizer que quem tem dedos  toca guitarra. 
Neste caso, porém, não percebo qual a finalidade de lingerie no valor de 1393 euros para pegar numa batuta, mas nunca se sabe...talvez quisesse vestir as meninas da orquestra todas de igual.
Já as caixinhas de charutos Cohiba a 1014 euros cada, em Cuba e noutros pontos do globo, são justificávies. Há falta de batuta, o charuto é sempre um instrumento de charme, de comando.
 Em Banguecoque, aperaltou-se na loja da Boss e gastou 5000€.
Queriam que o maestro se apresentasse à frente da orquestra metropolitana com roupas dos chineses?
Pronto, ok. Também não precisava de andar de Limousine, é verdade. Bastava alugar um discreto Mercedes, um Audi A8, sempre poupava uns cêntimos. 
E quanto às peças de ourivesaria que comprou e pagou com o cartão da orquestra, aposto que fazia questão de acertar contas quando chegasse, só que estas coisas de jet leg provocam ataques de amnésia. Só não sabe quem não passa por elas!!
 Ao todo, em quatro anos, foram 720 mil euros. Mas pelo menos deu-nos música e da boa!!

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

A adaptação

Com os votos a favor dos boys presentes e o cala que consente dos futuros boys, eis que se aprova um regime de excepção que se diz de adaptação para os boys de hoje, dá-se o dito por não dito, a crise por uma depressão centrada no anticiclone dos Açores e só com efeitos nalgumas partes do País, analisa-se melhor a (des)produtividade das empresas públicas e conclui-se que afinal os cemitérios estão cheios de imprescindíveis e, além de neles não haver espaço para mais destes homens sabedores, as nossas empresas públicas e o nosso banco que é caixa não pode deixar escapar nenhum deles.
De Norte a Sul, de Leste a Oeste, da Madeira aos Açores,  o OE terá efeitos vitalícios sobre os vencimentos de todos os portugueses, excepto os destes senhores, os gestores de topo de algumas empresas públicas, público-privadas e o tal banco que é caixa, dado reconhecer a importância vital que tais boys, digo, senhores, pois já ultrapassaram a idade da puberdade, têm na instituição que tão nobremente administram. Também, digo eu que não sou ninguém e ninguém serei porque o meu ordenado foi vitaliciamente cortado, tal como a carta de condução a um idoso de 100 anos, o dicionário de português deve ser actualizado, pois a isto, chamaram os senhores do governo e da maioria, adaptação, eu chamaria outra coisa...tv atentado, mas aceito outras sugestões.


segunda-feira, 22 de novembro de 2010

A tradição

Bem sei que somos pobrezinhos mas honrados e é assim que devemos continuar  a ser, pois só assim conseguimos manter aquela imagem imaculada de povo hospitaleiro, de pão e vinho sobre a mesa,  que os nossos grandes governantes, com a ajuda do fado, talharam pare este pequeno rectângulo, desde  os tempos imemoriais do Estado Novo.
E eis senão quando a tradição está prestes a cair no esquecimento, por via das globalizações, das novas tecnologias, da queda do muro de Berlim, do alargamento aos países de leste e de outras pestes que tais, surge, num meio de um clima de nevoeiro cerrado, o D. Sebastião:  a Cimeira. A Cimeira, sim senhores!
Substituindo o pão e vinho por uma parafernália de armas, polícias, controles, perímetros de segurança, jornalistas, fragatas, caças F16, helicópteros Lynx, mergulhadores, lanchas, blindados, show-off,  reinventa-se a tradição, tal Azeite Gallo e nós continuamos (mais) pobrezinhos mas honrados!
Ora bem! Bem-haja D. Sebastião!!

domingo, 3 de janeiro de 2010

Vida privada


Um dia destes uma amiga minha alertou-me para o facto do blog ser uma exposição da nossa vida privada. Quase como um diário partilhado com a enorme blogosfera, a grande aldeia global.
E depois?
Poderia escrever e guardar os escritos numa gaveta, arquivá-los numa pasta... são coisas da minha vida privada, de facto.
Mas decidi partilhar tanto os episódios mais caricatos do meu quotidiano, como assuntos que vêm "à baila", por este ou por aquele motivo.
Imaginem que todos criticavam e repudiavam a exposição da vida privada de todos e qualquer um de nós.Que futuro teriam as revistas cor de rosa, os paparazzi, os jornalistas do jet set e os próprios membros desta "ilustre" nata da nossa sociedade?
Como saberíamos que a mãe do CR 7 veste calções e usa boné?
Como tomaríamos conhecimento de que a XXX fez mais uma operação cosmética, a "pala" da publicidade gratuita à clínica espanhola, e ficou com uma carinha de 18 anos, embora tenha mais de 70?
E o drama que seria para pessoas como o famoso "marchand de arte" e sua americaníssima esposa, se deixassem de fotografar as suas fabulosas jóias e comentar as tremendas injustiças de que têm sido alvo?
Ou como desvendaríamos a forma de emagrecimento "fabulástica", rápida e sem cortes da apresentadora de televisão?
Por último, como ficaria eu a saber das últimas do meu "eleito", o charmosíssimo Richard Gere?
Vida pública ou privada, é vida. E a vida tem mesmo destas coisas.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Música

Cá estou eu de volta.
Depois de ler a proposta do ME para a avaliação e progressão da carreira docente, só me ocorre “postar” música. Algo que combine com o “estado de graça” que alguns alimentaram, ou, se preferirem, com a esperança que depositaram no novo elenco ministerial.
Lembrei-me de colocar a “Lusitana Paixão”, mas achei que esta música estaria mais adaptada ao “Guterrismo”. Veio-me à memória os “Ena Pá 20(09)”, porém está mais que visto que nada ficará resolvido em 2009. Pensei numa das minhas preferidas, “She”, afinal tudo depende de “She”. Mas não quis associar esta música que tanto estimo à proposta de um diploma legal. Os “Xutos e Pontapés” também seriam uma boa alternativa, mas, pelo que sei, o guitarrista está internado e com coisas sérias não se brinca.
Então, depois de muito matutar, lembrei-me da música clássica. O Requiem, de Mozart, por exemplo, mas isso pareceria de um pessimismo injustificável. Continuando na minha cogitação, recordei os meus tempos de Coimbra e as apaixonadas e entusiastas serenatas ao luar…
De imediato, visualizei o nº 107 da Av. 5 de Outubro, em Lisboa e os mui dignos dirigentes sindicais trajados a rigor, com as suas capas negras traçadas e a mão esquerda sobre o coração, devidamente ombreados, tal selecção nacional em jogo de Play Off, acompanhados à guitarra portuguesa e clássica, mas sem voz… que é coisa que os nossos representantes parecem não ter…. Não se conseguem fazer ouvir…(ou os destinatários da sua mensagem serão surdos???).
Depois de muito ponderar, avaliar e reflectir, escolhi a Sonata ao Luar, de Beethoven (que era surdo…). Que acham?

http://www.youtube.com/watch?v=vQVeaIHWWck