by Ana

Um espaço para partilhar as "tolices" de cada dia, de uma forma descontraída, descomprometida e com algum sentido de humor. Only that.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

E se os "futebóis" pagassem a crise?



Ontem, enquanto me deliciava com uma sardinha assada e uma salada de pimentos, dei por mim a pensar:
Os 85 milhões de euros que a falta de carácter do meu ex muito querido e admirado AVB associada a carteira recheada do Sr. Abramovich do Chelsea largaram nos cofres do FCP, mais uns tantos milhõezitos que o bigboss do Real Madrid pode largar pelo Coentrão, no SLB, já dava para evitar que uns quantos pensionistas levassem o corte anunciado dos 50% no seus subsídios de Natal.
Por esta ordem de ideias, se uma mão cheia de "talentos" futebolísticos vale quase tanto como 20% dessa medida extraordinária, se vendêssemos a Selecção Nacional de Futebol, mesmo em saldos, ao Quatar, ao Bahrain, aos Emirados Árabes Unidos, ou mesmo ao Chelsea (ou ao Real Madrid, quem sabe), com treinador, relações públicas (Eusébio), patrocinadores (Galp e Sagres), e os todos os outros cromos difíceis, será que não conseguíamos o equivalente para pagar a nossa dívida pública?
Aposto que sim!

quarta-feira, 29 de junho de 2011





Vivo obcecada com isto!!!
Estou limitada a um pãozinho por dia (96cal), ao pequeno almoço. Ora, se tomar o pequeno almoço dia sim dia não, e no dia sim  comer o meu adorado croissant sem recheio (192cal), será que se nota muito na balança?

domingo, 26 de junho de 2011

Enjôos ciclicos




Uma amiga que conheci há um par de anos atrás e à qual acho um  enorme piadão pelo sentido de humor que tem e pela capacidade de para falar de coisas sérias como quem conta a história da Carochinha a um primeiro neto, contou-me uma anedota. Não tenho jeito nenhum para estas coisas, mas esta era mais ou menos assim:

" Um marinheiro de longo curso cada vez que estava para embarcar ia à farmácia e, seguindo a velha máxima, aviava-se em terra. De uma primeira vez lá comprou, então, duas caixas de preservativos e três caixas de pastilhas Rennie. E foi para o mar.
Passado algum tempo, antes de tornar a embarcar, retorna à mesma farmácia e vá de reforçar o stock: três caixinhas de preservativos e quatro de Rennie. E fez-se ao mar.
Mais tarde, antes de tornar a embarcar, volta à mesma farmácia, para realizar a mesma compra. Eis senão quando o farmacêutico, profissional experiente e zeloso, atento aos consumos exagerados de certos fármacos, lhe pergunta:
- Ó caro amigo, desculpe lá intrometer-me na sua vida, mas se enjoa porque é que insiste?"



 

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Sonho e Alma vendem-se: 15 M€ mais uns trocados


Eram duas da manhã e andava às voltas na cama.
Volta para um lado, volta para o outro... volta para a esquerda, para a direita, para cima, para baixo. E sempre, sempre, o fulaninho na minha cabeça. Há que anos um gajinho não me dava a volta ao juízo desta forma, me tirava o sono desta maneira!!
Mas será que sou só eu que ainda acredito em contos de fadas, em amor incondicional, em sonhos?
Sou uma professorazinha como tantas outras, por este país fora, que viu a carreira ser negociada e (re) negociada pelas sucessivas ministras. Passei do 8ª escalão para o 6ª, num abrir e fechar de olhos. Concretizando, se há cinco anos atrás me faltavam cinco para atingir o topo da carreira, agora faltam-me para aí uns doze, bem medidos. Dito bem e depressa, em meia dúzia de anos trabalhei para perder uma dúzia deles. Perdi autoridade junto dos meus alunos, credibilidade junto da sociedade em geral, poder de compra. Ganhei mais cabelos brancos e muitas e muitas horas de trabalho. Mas não desisti da escola pública, do meu país, da minha escolinha, dos meus meninos, da minha equipa.
Nasci numa família de sportinguistas e, à excepção do meu filho mais velho que aposta ser do contra em tudo e se fez águia, os outros meus filhos seguiram a tradição. Mas eu não! Sou FCP com orgulho, remo contra a maré, aguento firme o elitismo clubistico e quando me  apontam o dedo às "tripeirices" linguísticas, eu devolvo-lhes com os resultados que para mim mais não são do que "tripeirices" de coesão, de trabalho, de espírito de equipa, de amor à camisola.
Apoiei o AVB desd o primeiro segundo. Feelings... senti que iria fazer o meu FCP reviver 89 e os anos de Mourinho. Sentia-o um dos nossos. 
Quando recebi a sms da Vodafone a anunciar a transferência dele para os "bifes" gelei, enregelei. Orfei, de ficar órfã.
Este gajinho, que ainda não se livrou dos cueiros, pode ser um bom treinador, não duvido. Pode saber exercer uma influência magistral sobre a psique de um balneário, concordo. Mas saberá o que é carácter?
Deixa-se uma equipa (a dele, o clube dele, a cadeira de sonho dele), a meia dúzia de dias de começar a preparação da época, por uns bons milhares? Nem que fossem uns muitos bons milhões!!
Epá, AVB, vai pastar caracóis e aprender a ser Homem!!

VENDIDO!
LIBRERO (não de livros, mas de libras!)

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Caminhadas

 


P.S.: Pelos  meios técnicos, da era da pedra lascada, (a câmara do meu telemóvel,  com 3.2 MP), apresento desde já as minhas desculpas.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Romantiquices



Há uns bons pares de anos atrás, aprendi, nos livros da Vida, que nunca deveríamos dizer NUNCA.
Pensando melhor, acho que foi num filme do 007, o "Nunca digas nunca".
Bom, lições à parte, fica a Dionne Warwick, com este convite a um slow à luz das velas, como nos tempos das juras dos amores eternos.

P.S.: Tão amarga que eu estou hoje:))

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Divinal - White chocolate and nuts

                                                     

Hoje descobri esta nova delícia.
Recomendo!


terça-feira, 7 de junho de 2011

FMR



Como disse a Mafalda, tenho a certeza que fizeste "boas viagens"; como desejou o Afonso, estou certa que estás melhor, aliás, onde estás a doença, tal como as malvadas restrições alimentares, são coisas do outro mundo mesmo!
Sei que inveja é coisa feia, mas  enquanto as tuas pernas se tornaram leves que nem asas, eu arrasto as minhas, mesmo com temperaturas perto dos 25ªC; enquanto saboreias as tuas bebincas e os teus pratos de bacalhau, eu olho, pelo canto do olho, as fatias de bolo de chocolate com 800Kcal cada. Aprendi a comer com os olhos. Fecho a boca e mexo, mesmo sem poder, as pernocas, tudo em  nome de mais uns anitos de vida, a aturar ora uns Sócrates, ora uns novatos, com a mesma idade que eu, mas muito menos curriculo. Ah!, não sabes? O PPC ganhou as eleições, é verdade. Foi uma razia à moda antiga! O PP do PP também subiu e o Paulinho ainda inchou mais.A esquerda, ou lá o que isso quer dizer,  quase desapareceu do mapa e o PS vai a votos. Mas o teu favorito não se chegou à frente. Perfilam-se, apenas,  as candidaturas do Seguro e do Assis, por enquanto. O Cavaco está cheio de pressa em dar posse ao Coellhito, já quer que o menino comece o estágio de PM na próxima reunião da CE. Nunca o vi com tanta pressa. Entretanto vai vetando os últimos diplomas da última legislatura.
Não sei onde se meteram os votos dos manifestantes que encheram a Avenida na manif da Geração à Rasca. Ou a tradição já não é o que era, ou os gaiatos acharam que o dia estava bom para o surf e esqueceram-se que o protesto se faz também e, sobretudo, nas urnas.
Hoje não fui. Não estive presente naquele sitio e naquela hora especiais, mas sei que não ficaste zangado. Sei-te, sinto-te presente em todos os momentos e também sei que tu sabes que eu o sei.
Vou dando notícias, embora tu não precises de mim para saberes das novas, verdade? Vê lá se metes umas cunhas aí em cima, ao big boss, aqui pela famelga toda, que isto agora vai ser mesmo a doer...E, como disse um deles, um até logo, até sempre, até já , (até breve).

domingo, 29 de maio de 2011

Republicanices



e reparem que a Sua Majestade bebe água!!

P:S: Pior do que esta (discursar durante o hino) foi o Marocas indicar o caminho a Sua Majestade através de "toques" nas costas. Não sabia que as costas de Sua Majestade eram intocáveis.
Coisas de republicanos, laicos e socialistas...

sexta-feira, 27 de maio de 2011

O meu caso sem Facebook



Foi já há algum tempo, há um bom par de anos atrás ou talvez mais, mas nunca escrevi sobre tal, nem escreveria, pois, como diz a canção, recordar é viver, é há coisas que nem mesmo eu, com todo este ar desempoeirado e esta forma leve e fresca de combater as dores prenhas da vida,  consigo viver duas vezes.
Agora, de um momento para o outro, eis que me entra pela casa adentro, cada vez que ligo o PC, ou a televisão ou abro um jornal (ainda tenho o hábito de os ler em papel, vá-se lá saber pq...), uma execrável  história de um filme colocado no facebook, sobre uma cena de violência sobre uma adolescente.
Há dois/três anos atrás, uma amiga minha convidou-me para tomar o pequeno almoço. 
Enquanto se encaminhava para o meu café preferido, disse-me que tinha uma coisa a contar-me sobre os meus filhos mais novos. Com muita calma, pé-ante-pé, depois de parar o carro, contou-me que um grupo de rapazes de cor mais duas raparigas tinham feito uma espera aos meus filhos e dado-lhes uma sova, dois dias antes. Que tudo tinha acontecido à saída da escola, perto da mesma, cerca das sete da tarde (no Inverno). Que tudo se tratava de ciumes por causa de um rapaz que andava atrás da minha filha e a suposta namorada havia tratado de arranjar maneira de a afastar dele. Que a rixa começara quando as  duas raparigas esperaram a minha filha numa ombreira dum prédio, a puxaram pelo o cabelo e a começaram a agredir. Que o irmão, que a acompanhava de volta a casa, intercedeu a favor de irmã, quando o grupo de rapazes de cor, apareceu e começou a agredi-lo, também. Que a isto só parou porque chegou alguém (um adulto) e perguntou o que se passava, o grupo "contratado" fugiu e os meus filhos foram conduzidos até à porta de casa por esse "alguém".
Não queria acreditar no que estava a ouvir. Recusava-me acreditar no que acabara de ouvir. Não podia ser! Os meus filhos? Não, não pode ser!
Pedi à minha amiga que me levasse até à escola deles. Interrompi-lhes as aulas. Agarrei-me a eles a chorar, mal os vi. Depois, olhei-os de alto a baixo, trouxe-os para casa, quis ouvir da boca deles o que se tinha passado. Aliás, queria ouvir que tudo o que a minha amiga dissera era um engano. Mas não. Tudo tinha sido assim, era verdade. O pai sabia e o corpo deles mostrava que sim.
Não consigo descrever o que senti, porque não há palavras para descrever tamanha revolta, tamanha indignação, tamanha impotência. Todos os meus problemas se relativizaram; todos os problemas do mundo se amesquinharam; aquela agressão bárbara não me saía da cabeça noite e dia. Apresentei queixa na polícia, mas não sabia nomes dos rapazes, ...não chegou ao DIAP.
Quanto às raparigas, alunas da mesma escola, apresentei queixa na escola e também na PSP, mas eram menores e em ambas as situações não havia testemunhas. 
Agora, quando vi esta gravação que colocaram no facebook a abrir telejornais... .Dói, mas dói mesmo.
Nem quero imaginar a dor daqueles pais. Eu só vejo se me apanharem distraída.
Disse.