by Ana

Um espaço para partilhar as "tolices" de cada dia, de uma forma descontraída, descomprometida e com algum sentido de humor. Only that.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Sonho e Alma vendem-se: 15 M€ mais uns trocados


Eram duas da manhã e andava às voltas na cama.
Volta para um lado, volta para o outro... volta para a esquerda, para a direita, para cima, para baixo. E sempre, sempre, o fulaninho na minha cabeça. Há que anos um gajinho não me dava a volta ao juízo desta forma, me tirava o sono desta maneira!!
Mas será que sou só eu que ainda acredito em contos de fadas, em amor incondicional, em sonhos?
Sou uma professorazinha como tantas outras, por este país fora, que viu a carreira ser negociada e (re) negociada pelas sucessivas ministras. Passei do 8ª escalão para o 6ª, num abrir e fechar de olhos. Concretizando, se há cinco anos atrás me faltavam cinco para atingir o topo da carreira, agora faltam-me para aí uns doze, bem medidos. Dito bem e depressa, em meia dúzia de anos trabalhei para perder uma dúzia deles. Perdi autoridade junto dos meus alunos, credibilidade junto da sociedade em geral, poder de compra. Ganhei mais cabelos brancos e muitas e muitas horas de trabalho. Mas não desisti da escola pública, do meu país, da minha escolinha, dos meus meninos, da minha equipa.
Nasci numa família de sportinguistas e, à excepção do meu filho mais velho que aposta ser do contra em tudo e se fez águia, os outros meus filhos seguiram a tradição. Mas eu não! Sou FCP com orgulho, remo contra a maré, aguento firme o elitismo clubistico e quando me  apontam o dedo às "tripeirices" linguísticas, eu devolvo-lhes com os resultados que para mim mais não são do que "tripeirices" de coesão, de trabalho, de espírito de equipa, de amor à camisola.
Apoiei o AVB desd o primeiro segundo. Feelings... senti que iria fazer o meu FCP reviver 89 e os anos de Mourinho. Sentia-o um dos nossos. 
Quando recebi a sms da Vodafone a anunciar a transferência dele para os "bifes" gelei, enregelei. Orfei, de ficar órfã.
Este gajinho, que ainda não se livrou dos cueiros, pode ser um bom treinador, não duvido. Pode saber exercer uma influência magistral sobre a psique de um balneário, concordo. Mas saberá o que é carácter?
Deixa-se uma equipa (a dele, o clube dele, a cadeira de sonho dele), a meia dúzia de dias de começar a preparação da época, por uns bons milhares? Nem que fossem uns muitos bons milhões!!
Epá, AVB, vai pastar caracóis e aprender a ser Homem!!

VENDIDO!
LIBRERO (não de livros, mas de libras!)

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Caminhadas

 


P.S.: Pelos  meios técnicos, da era da pedra lascada, (a câmara do meu telemóvel,  com 3.2 MP), apresento desde já as minhas desculpas.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Romantiquices



Há uns bons pares de anos atrás, aprendi, nos livros da Vida, que nunca deveríamos dizer NUNCA.
Pensando melhor, acho que foi num filme do 007, o "Nunca digas nunca".
Bom, lições à parte, fica a Dionne Warwick, com este convite a um slow à luz das velas, como nos tempos das juras dos amores eternos.

P.S.: Tão amarga que eu estou hoje:))

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Divinal - White chocolate and nuts

                                                     

Hoje descobri esta nova delícia.
Recomendo!


terça-feira, 7 de junho de 2011

FMR



Como disse a Mafalda, tenho a certeza que fizeste "boas viagens"; como desejou o Afonso, estou certa que estás melhor, aliás, onde estás a doença, tal como as malvadas restrições alimentares, são coisas do outro mundo mesmo!
Sei que inveja é coisa feia, mas  enquanto as tuas pernas se tornaram leves que nem asas, eu arrasto as minhas, mesmo com temperaturas perto dos 25ªC; enquanto saboreias as tuas bebincas e os teus pratos de bacalhau, eu olho, pelo canto do olho, as fatias de bolo de chocolate com 800Kcal cada. Aprendi a comer com os olhos. Fecho a boca e mexo, mesmo sem poder, as pernocas, tudo em  nome de mais uns anitos de vida, a aturar ora uns Sócrates, ora uns novatos, com a mesma idade que eu, mas muito menos curriculo. Ah!, não sabes? O PPC ganhou as eleições, é verdade. Foi uma razia à moda antiga! O PP do PP também subiu e o Paulinho ainda inchou mais.A esquerda, ou lá o que isso quer dizer,  quase desapareceu do mapa e o PS vai a votos. Mas o teu favorito não se chegou à frente. Perfilam-se, apenas,  as candidaturas do Seguro e do Assis, por enquanto. O Cavaco está cheio de pressa em dar posse ao Coellhito, já quer que o menino comece o estágio de PM na próxima reunião da CE. Nunca o vi com tanta pressa. Entretanto vai vetando os últimos diplomas da última legislatura.
Não sei onde se meteram os votos dos manifestantes que encheram a Avenida na manif da Geração à Rasca. Ou a tradição já não é o que era, ou os gaiatos acharam que o dia estava bom para o surf e esqueceram-se que o protesto se faz também e, sobretudo, nas urnas.
Hoje não fui. Não estive presente naquele sitio e naquela hora especiais, mas sei que não ficaste zangado. Sei-te, sinto-te presente em todos os momentos e também sei que tu sabes que eu o sei.
Vou dando notícias, embora tu não precises de mim para saberes das novas, verdade? Vê lá se metes umas cunhas aí em cima, ao big boss, aqui pela famelga toda, que isto agora vai ser mesmo a doer...E, como disse um deles, um até logo, até sempre, até já , (até breve).

domingo, 29 de maio de 2011

Republicanices



e reparem que a Sua Majestade bebe água!!

P:S: Pior do que esta (discursar durante o hino) foi o Marocas indicar o caminho a Sua Majestade através de "toques" nas costas. Não sabia que as costas de Sua Majestade eram intocáveis.
Coisas de republicanos, laicos e socialistas...

sexta-feira, 27 de maio de 2011

O meu caso sem Facebook



Foi já há algum tempo, há um bom par de anos atrás ou talvez mais, mas nunca escrevi sobre tal, nem escreveria, pois, como diz a canção, recordar é viver, é há coisas que nem mesmo eu, com todo este ar desempoeirado e esta forma leve e fresca de combater as dores prenhas da vida,  consigo viver duas vezes.
Agora, de um momento para o outro, eis que me entra pela casa adentro, cada vez que ligo o PC, ou a televisão ou abro um jornal (ainda tenho o hábito de os ler em papel, vá-se lá saber pq...), uma execrável  história de um filme colocado no facebook, sobre uma cena de violência sobre uma adolescente.
Há dois/três anos atrás, uma amiga minha convidou-me para tomar o pequeno almoço. 
Enquanto se encaminhava para o meu café preferido, disse-me que tinha uma coisa a contar-me sobre os meus filhos mais novos. Com muita calma, pé-ante-pé, depois de parar o carro, contou-me que um grupo de rapazes de cor mais duas raparigas tinham feito uma espera aos meus filhos e dado-lhes uma sova, dois dias antes. Que tudo tinha acontecido à saída da escola, perto da mesma, cerca das sete da tarde (no Inverno). Que tudo se tratava de ciumes por causa de um rapaz que andava atrás da minha filha e a suposta namorada havia tratado de arranjar maneira de a afastar dele. Que a rixa começara quando as  duas raparigas esperaram a minha filha numa ombreira dum prédio, a puxaram pelo o cabelo e a começaram a agredir. Que o irmão, que a acompanhava de volta a casa, intercedeu a favor de irmã, quando o grupo de rapazes de cor, apareceu e começou a agredi-lo, também. Que a isto só parou porque chegou alguém (um adulto) e perguntou o que se passava, o grupo "contratado" fugiu e os meus filhos foram conduzidos até à porta de casa por esse "alguém".
Não queria acreditar no que estava a ouvir. Recusava-me acreditar no que acabara de ouvir. Não podia ser! Os meus filhos? Não, não pode ser!
Pedi à minha amiga que me levasse até à escola deles. Interrompi-lhes as aulas. Agarrei-me a eles a chorar, mal os vi. Depois, olhei-os de alto a baixo, trouxe-os para casa, quis ouvir da boca deles o que se tinha passado. Aliás, queria ouvir que tudo o que a minha amiga dissera era um engano. Mas não. Tudo tinha sido assim, era verdade. O pai sabia e o corpo deles mostrava que sim.
Não consigo descrever o que senti, porque não há palavras para descrever tamanha revolta, tamanha indignação, tamanha impotência. Todos os meus problemas se relativizaram; todos os problemas do mundo se amesquinharam; aquela agressão bárbara não me saía da cabeça noite e dia. Apresentei queixa na polícia, mas não sabia nomes dos rapazes, ...não chegou ao DIAP.
Quanto às raparigas, alunas da mesma escola, apresentei queixa na escola e também na PSP, mas eram menores e em ambas as situações não havia testemunhas. 
Agora, quando vi esta gravação que colocaram no facebook a abrir telejornais... .Dói, mas dói mesmo.
Nem quero imaginar a dor daqueles pais. Eu só vejo se me apanharem distraída.
Disse.




domingo, 22 de maio de 2011

Músicas da nossa vida

A minha música preferida de todos os tempos é a SHE. É tão preferida, mas tão preferida mesmo, que acho que se um dia tiver um yate, ou um jactozinho, lhes vou pôr o nome de SHE.
Mas isso toda a gente já sabe. Vero?
A seguir vem uma outra, bem velhinha, mas que marcou  uma fase da minha vida. 
É esta:
Por vezes dou por mim a ouvi-la e ouvi-la e ouvi-la e ouvi-la e ouvi-la...
E vocês, qual a vossa música preferida?

sexta-feira, 20 de maio de 2011

A mulificação


A verdade é que já vai no 6º ano consecutivo, mas a verdade também é que só agora me bateu à porta.
E outra verdade mais verdadeira ainda é que, como diz o povinho, só quando nos bate à porta é que sabemos como elas amargam, ou doem, ou lá como queiramos chamar. 
Não, não é a crise. 
É a "mulificação" que fizeram de nós, profs., com esta "estória" das provas de aferição.
Ai não sabem?
Então eu conto. 
Os alunos foram prestar provas que não servem para mais nada senão que para aferir o sistema que todos nós sabemos que está mais do que desaferido por natureza. 
Depois, nós, profs, somos chamados a umas reuniões onde nos são comunicados códigos de aferição (nunca cotações). Desde que o aluno saiba pintar de azul o céu e de verde a terra, tem direito à atribuição de um código. Se pintar sem ultrapassar o risco do horizonte, o código começa por 3, se ultrapassar em 3 milímetros, o código começa por 1, mas se  ultrapassar em   um milímetro, o código começa por 2. E outras coisas assim, por ai fora, que nós, profs, não podemos discordar, temos de aferir com todo o cuidado e rigor, a bem da nação.
O mais interessante é que a par de 45 provas de aferição, com uma média de 40 perguntinhas cada, para codificar, temos as nossas aulinhas para preparar e para leccionar, os nossos testes para fazer, aplicar e também corrigir, mas estes vão contar para a nota do menino e ainda uma dezena de manuais escolares para escolher, com todo o cuidado e rigor, pois vão vigorar nos próximos seis anos. 
Ah! esqueci-me que também continuamos a tentar ter vida própria, mas só tentar, claro.
Hã? O quê? Quanto nos pagam a mais? Mas não leu lá em cima "mulificação"?

domingo, 15 de maio de 2011

Eu sou D.U.R.O.!


Ao fim e ao cabo, depois de facadas e ataques bombistas radioactivos, venci o intruso, o bicharoco maldito e juntei-me aos bravos D.U.R.O's.

Doentes que
Ultrapassaram
Realidade
Oncológica

É caso para dizer:  Não venham eles, mas se voltarem, vou vencê-los!