domingo, 17 de abril de 2011
A Fraude
"Bem...bom... não foi bem assim... vamos lá ver... estava longe... não foi isso que quis dizer...
Nunca quis cargos de destaque, de protagonismo.
... Tudo não passa de um mal entendido... não gostei... tudo não passa de uma celeuma desnecessária
Só quero servir Portugal!"
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Corrupção,
momentos,
Nós por cá
quarta-feira, 13 de abril de 2011
E o realejo diz...
Ai ontem tirei barriga de misérias...
Vesti as minhas piores calças de ganga, calcei uns todo-o-terreno velhinhos, coloquei ao pescoço uma echarpe montes de colorida e já bem esgaçada pelo tempo e ´bora lá que se faz tarde, rumo às Portas de St Antão para ver e ouvir a Simone.
Lá chegada, pelas nove e tal da noite, sozinha, mas em boa companhia, no meio da multidão, perguntei:
"Olhe, se faz favor, o Coliseu é para cima ou para baixo?"
"É para cima, minha senhora, logo depois da cruz verde"
Então se é para cima, subamos!
E foi sempre a subir, a subir, a cantar e cantar, a pular e pular, .... porque é a Vida e ela é bonita, é bonita e é bonita e o o porque o realejo diz que eu serei Feliz!
Obrigada a quem me ofereceu o bilhete e obrigada a ti, Simone. És mesmo uma Dragoa!
terça-feira, 12 de abril de 2011
Mensagem do Tejo
O Tejo, o rio, mandou-me um e-mail que tinha como assunto "MENSAGEM DO TEJO" e dizia assim:
Agora que tens o mar por companhia
Esqueceste este velho rio, chamado Tejo
E como ele se entristece sem ti.
Nas suas águas solitárias pela tua ausência
Reclamam num tímido murmurar de maré.
Esqueceste que foi ele quem uniu as margens
Aquela de onde vieste e aquela onde estás.
Que triste está o Tejo
Sem ver o teu olhar
Sem ver o teu sorriso
Sem respirar o teu ar.
Tolices de um velho rio dirás, numa gargalhada traiçoeira.
Mas que queres formosa donzela se nestas águas frias bate
o mais quente e saudoso coração?
Ah!, querido Tejo, não sejas ciumento. Sou tua filha, nascida e criada as entre as tuas margens, mas até os rios correm para o mar..., verdade?
domingo, 10 de abril de 2011
CAMINO
"La vida é bella" fez história. Muitas lágrimas correram nas salas de cinema à medida que aquele pai inventava estórias para esconder do seu "picollo" a dura realidade do campo de concentração. Porque aquele pai desempenhava tão bem a sua função de pai, em situações tão limites,o mundo siderou e o filme encantou.
Mais recentemente, "Precious", a história verídica de uma jovem 16 anos, chocou. "
Precious" uma jovem iletrada, obesa, violada pelo pai, abusada física e psicologicamente pela mãe, consegue reunir força e coragem para ultrapassar todos os obstáculos, estudar e criar o seu filho recém nascido. Comoveu, sem dúvida.
Este ano, "Biutiful", é o drama de um homem, e pai, praticamente família única de seus filhos, que de um dia para o outro descobre estar às portas da morte. Os receios, as dúvidas, a angustia de os deixar... Tremendo.
Não sei se por estar blindada por tanta coisa que me tem acontecido, ou por ser mesmo mazinha, coração de pedra, mas o que é certo é que nenhum destes me fez correr alguma lágrima, nem sentir um nozinho na garganta ou um leve aperto no peito.
São coisas...
Hoje fui ver "Camino".
Quando o filme acabou, apenas disse à pessoa que me acompanhava: " Não digas nada".
Nada conseguia dizer perante o que acabava de ver.
Sentia o tal aperto no peito, e esse nó na garganta. As lágrimas ameaçavam saltar a todo o momento, bastava uma palavra ser dita ou um suspiro ouvido.
Tal como sei que, felizmente, existem pais como o da "Vida é bella" e o do "Biutiful" e, infelizmente, mães e pais como o da "Precious", existem muitos e muitos como o da "Camino".
No entanto há uma diferença. Enquanto que os pais da "Precious" são vistos como pessoas não saudáveis e inaptas para educar, os da Camino (a mãe) são vistos como exemplo da sociedade.
Mães/Pais que fazem acreditar que no sofrimento é que está a redenção, o exemplo a seguir, que é através do sofrimento que se atinge a perfeição do próprio e dos outros; adultos que educam crianças nestes princípios, que lhes castram os sonhos da infância e da adolescência, será que diferem muito dos pais de "Precious"?
sexta-feira, 8 de abril de 2011
CAMPEÕES!!
Mais vale tarde que nunca.
Aqui está a minha homenagem ao meu FCP!
Aqui está a minha homenagem ao meu FCP!
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FCP
BLUES FÚNEBRE
Nunca me dei bem com calor excessivo (entenda-se mais do que 25º), com sol em exagero (isto é, nem uma nuvenzita a pintar o céu).
Como se isto não chegasse ligo a TV e só ouço nomes começados por "Fs". Ele é FEED, ele é FMI, ele é Fitch, ele é ... é Funeral.Foi exactamente isso que me veio à memória, de tantas vezes ouvir aquele som do F.
Numa destas noites em que o sono não chegava, atormentado por tantos Fs que me ...fraquejam a alma(o que é que pensavam que eu ia escrever, hem?), pus-me a ver "Quatro casamento e um funeral".
Às duas por três, surge este poema:
BLUES FÚNEBRE
Parem todos os relógios, desliguem o telefone,
Impeçam o cão de latir com um osso enorme,
Silenciem os pianos e ao som abafado dos tambores
Tragam o caixão, deixem as carpideiras carpir suas dores.
Deixem os aviões aos círculos a gemer no céu
Rabiscando no ar a mensagem Ele Morreu,
Ponham laços crepe nas pombas brancas da nação,
Deixem os sinaleiros usar luvas pretas de algodão.
Ele era o meu Norte, meu Sul, meu Este e Oeste,
Minha semana de trabalho, meu Domingo de festa
Meu meio-dia, meia-noite, minha conversa, minha canção;
Pensei que o amor ia durar para sempre: foi ilusão.
As estrelas já não são precisas: levem-nas uma a uma;
Desmantelem o sol e empacotem a lua;
Despejem o oceano e varram a floresta;
Porque agora já nada de bom me resta.
W. H. Auden
Escusado será dizer que o filme acabou e eu esqueci os malditos Fs, mas fiquei a matutar noite dentro...sem sono, sem vontade de dormir.
Por que será que só damos o real valor a uma pessoa quando a perdemos? Por que temos que perder para aprender o valor real de algo ou de alguém?
Olho para a minha mais assídua companheira destes últimos tempos, a Julieta, uma gata de três patas, já com 15 anos, marrequinha, chatinha, mimadinha, mas má como as cobras. Farto-me de reclamar as dentadas que ela me dá, do pêlo que ela larga, das madrugadas que ela me rouba com o seu miar de bebé mimado a reclamar por colinho...
Mas quando ela se for...quando ele se for "Parem todos os relógios, desliguem o telefone..."
terça-feira, 5 de abril de 2011
Forty 7 or Seventy 4????
Pois é, pois é, estão cheios de razão! Já reclamaram que o meu SHE anda votado ao abandono.
Nada disse sobre o meu aniversário; não me manifestei sobre a vitória do meu FCP na escuridão da Luz; não comento a desgraça engraçada a que o meu segundo clube (SCP) chegou, nem a malfadada história que se repete do nosso destino inglorioso enquanto Nação que outros mundos deu ao mundo...
Pois não... é verdade.
Gozo os meus últimos dias de férias, reflicto (mas não sobre o acordo ortográfico) e perspectivo o meu retorno (para breve) ao trabalho, após mais de um ano de ausência.
Vagueio entre o mar e os poetas, entre o antes, o agora e o depois.
E querem saber o resultado? No dia em que festejei o meu aniversário, alguns dos presentes interrogavam-se se as velas estariam na posição correcta, isto é: 47 ou 74?
Estou mesmo bem conservada!
quinta-feira, 24 de março de 2011
"E o coelhinho foi com o pai natal e o palhaço no comboio ao circo”
Hoje fui tomar o pequeno almoço fora, a um sitio baratucho, onde, supostamente, os empregados são todos barbaramente explorados, sacrificados, emocionalmente coagidos a aceitarem trabalhar sabe-se lá como e quando, à hora da missa, ou no dia da folga do marido, sem ter direito a abrir a boca. Sim, porque isto de abrir a boca, ou mesmo os olhos, ou mesmo que um suspiro mais profundo à hora de tomar conhecimento do horário do turno da semana seguinte, tornou-se "motivo atendível" para despedimento.
Ai ainda não se tornou? Têm razão! Essa do motivo atendível era a do Sr. Coelho. Mas se não se tornou, a caminho vêm...
Mas dizia eu que hoje fui tomar o pequeno almoço a um sítio dos "motivos atendíveis" à paulada. Tomei o pequeno almoço no Continente, de Oeiras.
Espantosamente, o empregado que me atendeu estava terrivelmente bem disposto (ao contrário de mim, que regressava de uma consulta de ginecologia). Era :
"Mais alguma coisa, meu amor?",
" Gosta assim do galão ou quer mais clarinho, minha querida?",
"Já vai a caminho, meu amor",
"Precisa de colherzinha para o copo de água, minha cara senhora?"
"Que mais esperamos aqui, meus doces?"
Eu estava parva. Pensei, pensei e nada me ocorria que justificasse aquela alegria toda. Fim do mês, emprego mal pago, hora de aperto no trabalho, crise no país, (claro que o meu pensamento não se imiscuiu na vida privada do senhor..., ora bem).
Por fim, disse à AI que também observava o mesmo:
- Cá para mim aquele ali, é adepto do Coelhinho da Páscoa...
Ora embora eu não goste nada, mas mesmo nada, de estar congelada na carreira, de ter o vencimento cortado, de pagar mais pelos medicamentos e pela alimentação, de (não) pôr gasóleo no carro, a preços proibitivos, de tudo isto e mais alguma coisa.... de Coelhinhos da Páscoa também não. Nunca acreditei neles, tal como já não acredito no Pai Natal.
terça-feira, 22 de março de 2011
Doces PECs
Começo a enfrentar um problema tremendo. Tremendo mesmo.
Mesmo PECaminoso. E já passou do IV... acho que já perdi a conta aos PECados que cometi.
Um PECado aqui, outro PECado ali, mais outro PECado acolá e de PECado em PECado eu vou andando, ou melhor, arrastando, até não poder mais.
Todos os dias prometo não PECar mais, mas eu lá consigo!! Isto de PECar está-me nas veias, o sangue puxa-me para os PECados, os PECs, como eu lhes chamo, para abreviar a situação.
São os PECados de freiras recheados de doce de ovos e açúcar, são os doces PECados com gila e amêndoa, são os PECados italianos na forma de espuma de leite, café, chocolate e natas, são os PECados franceses como escorpiões folhados, estaladiços, a chamar por mim, são os PECados tipicamente portugueses do enchido do porquinho preto ao néctar do Douro...
Mas agora decidi erradicar todos os PECs da minha vida. De vez e de uma forma imPECável.
Num acto de contracção (ainda e sempre com c) das despesas e de comunhão com o legítimo,verdadeiro e único PEC IV, de contrição pelos PECs todos a que sujeitei o meu pobre ser, mas não de contradição pelo ser perfeito que almejo alcançar, a partir de amanhã iniciarei uma caminhada matinal, diária, de 45min, faça chuva ou faça sol.
Dedico todo o sofrimento desta caminhada, todo o sacrifício a que me proponho, à erradicação de todos os PECs que pelas bocas imundas e desesperadas deste país proliferam.
sábado, 19 de março de 2011
Reflexos inconvenientes
Há uns tempos caí o que me obrigou a andar uns tempos de muletas, depois ao pé coxinho e, finalmente, muito a medo, sempre com muito cuidado para não pôr o pé em ramo verde. Até hoje esse cuidado está bem presente.
Depois veio o bicho e as facadas. Cada vez que chegava da faca vinha sem fôlego. Então, para além do medo de pôr o pé em ramo verde, ainda tinha a chatice de ter que pedir licença a um pé para mexer o outro.
Como sempre fui uma mulher prática, resolvi, literalmente, pendurar-me, dar o braço, a quem estivesse por perto.
Se era a filhota, era a filhota, se era a sobrinha, que fosse a sobrinha, ou a amiga de longa data, ou a de curta data ou o papá, ou....
Menos num: o meu filho Carlos! Sim, esse nem um encosto permitia!! "Oh mãe, oh mãe, não venhas com essas coisas!!"
Pronto, quando estava só com ele, outro remédio não tinha do que olhar melhor para o chão, andar devagar, devagarinho, sempre atrás dele, como fêmea árabe atrás de seu macho.
E lá andei eu, quase durante dois anos, pendurada ora num, ora noutro.
E de braço dado corri montes e vales, praias e arraiais, subi zimbórios e desci a grutas.
O pé sarou, o bicho deu tréguas, mas o raio do reflexo instalou-se, passou mesmo a reflexo condicionado, não precisa de tocar a campainha como o cão do Pavlov, basta sentir um bracinho livre por perto e zás, lá vai o meu entrelaçar-se!
Só que agora, que já não sou uma doentinha coxa ou uma coitadinha com um intruso a devorar-me as entranhas, vieram-me dizer que este meu reflexo cai mal. Há pessoas que me vêem de braço dado a outras e sentem-se incomodadas. Mas é que se sentem mesmo, amuam, cortam as falas. ..
Devem pensar que estas coisas se podem pegar, ou, outra hipótese, que eu posso comer o braço no qual vou "pendurada".
Cá pra mim são todos uns invejosos/ciumentos, mas eu prometo que vou condicionar este reflexo ao toque da campainha do Pavlov, assim também salivo. Giro, não é?
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