by Ana

Um espaço para partilhar as "tolices" de cada dia, de uma forma descontraída, descomprometida e com algum sentido de humor. Only that.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Money

Ai, que coisa....!! 
A borboleta que me tiraram do pescoço parece que se instalou bem no meio do estômago. A culpa é toda desse senhor Marck Z. não sei das quantas, ex estudante da  famosa Universidade de Havard e segundo as más línguas o mais jovem multimilionário do mundo.
Ascendência judia, lourote, espertalhão, despretensioso, não liga pévia ao money.
Soube de fonte segura e que a Wikileaks já confirmou, que acabou de doar metade dos seus 26 mil milhões de triliões de não sei de que moeda, mas certamente uma moeda mas poderosa que o congelado euro português, para a caridade. Dos States.
Isso é que não... !!
Afinal eles tem um Barak,  que significa esperança, para que é que precisam de 13 milhões de biliões que é o número do azar?
Nós sim, que temos um Sócrates, que sempre significou filosofia e que agora se aliou a um Alegre que antes de aparecer este significava palhaço, mas agora está conotado com poesia. Imagine-se filosofia com poesia..., bem precisávamos dos 13 milhões de biliões, para ver se desazaravamos a coisa...
Qual Belmiros ou Amorins, este rapazote é um mimo, com os seus muitos triliões, não dá cavaco a ninguém!
Já nós por cá, com estas combinações, damos cavaco a troco de uns euritos (congelados), ou poesia a troco de filosofia (barata).
Já não tenho barak (esperança).

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Corrupção em estado embrionário

Dizem que hoje se celebra o dia mundial da corrupção. Ou será da luta contra a corrupção? 
Bom, depende sempre do ponto de vista. Para os que se abotoaram à la carte, ou em self service,  a salpicar de vírgulas os normativos legais e outros diplomas que tais, então temos a comemoração do dia mundial da corrupção; para os outros, quase sempre a maioria, que não souberam usar desses expedientes e que, coitados, nunca  entraram no gabinete do presidente da EDP  para perguntar onde era a sede do BCP, para esses, dizia eu, celebra-se o dia mundial da luta contra a corrupção.
Mas prelúdios à parte, queria-vos deixar uma história, a propósito de corrupção, contada na primeira pessoa. 
Sem sal nem pimenta.


Há uns anos atrás, era eu presidente da minha escola, (um cargo que jamais dará azo a corrupções), uma escola básica de 2º e 3º ciclos, relativamente calma, quando, pelas oito e pouco da manhã, o guarda da segurança me bate à porta do gabinete.
Trazia-me um rapazinho, do 5º ano, que deveria ter os seus 10 aninhos, rechonchodinho, encasacado do frio, de faces coradas, de olhos muito abertos, cujo nome já não me recordo.

- Srª Drª, este menino foi apanhado com esta faca de mato da mão, aqui no páteo da escola. Trago-o até aqui para que a Srª Drª tome conhecimento, uma vez que ainda não está a Drª X ( a minha colega encarregue da parte discipinar, na altura).

- Ora muito bem, o que é que este menino trouxe para a escola?

- Eu.... -  tentou o rapazito dizer

- Eu....? Eu, nadíssima de nada! Já lhe dei ordem para falar? 

- Não Srª...

- Como é que o menino se chama?

- Zacarias.

E escrevi o nome num papel. 

- Nome do pai?

- Melaquíades.

Vá de assentar, com fulgor.

- Nº de telemóvel do pai do menino?

- 123456789

Continuava a rabiscar, no mesmo papel, a tinta vermelha, com traços por baixo.

- Turma?

-5º Z

- Ora muito bem, então agora diga lá o que é que aconteceu.
- Eu, ...eu, eu vinha para a escola, vinha devagar, a olhar para o chão e encontrei a faca no meio do caminho. Meti na mala para quando chegasse à escola entregar ao funcionário - cuspiu o rapazito, tudo de rajada.
- Bom, então quer que eu acredite que o menino Zacarias encontrou esta arma branca no meio da rua e a introduziu-a dentro do recinto escolar? -  e pegava numa fita métrica, media a lâmina da faca que, efectivamente tinha 10cm, bem em frente dos olhos do Zacarias.
- Sr. Guarda, em que circunstâncias é que confiscou a arma? - perguntei ao guarda
- Ele estava a mostrá-la aos amigos, no páteo.
- Então por quantos funcionários passou, menino Zacarias?
- Muitos. (ainda não havia contenção..)

- Muitos! Muitos funcionários com uma arma branca dentro da sua mochila!E caladinho que nem um rato!

- Sabe o que é que isto dá? Isto vai direitinho para o seu processo, para o seu cadastro! 
Fica cadastrado. Daqui, o cadastro,  vai segui-lo para o secundário, para a tropa, para a vida civil.Isto é grave!
É o chamado porte de arma branca. Já ouviu falar? 

- Não, não ouvi.

- Já chamámos a GNR  para vir recolher a arma, não a podemos ter na nossa posse (o que até era verdade)- continuava eu -  Portanto, vou telefonar imediatamente aos seus pais, dando conta que o menino introduziu uma arma branca dentro da escola, mais concretanmente uma faca de mato, com uma lâmina de 10cm,  arma essa que diz ter encontrado na rua e de todos os procedimentos legais que vamos ter que iniciar.

A esta altura do campeonato, o menino Zacarias que devia medir ai 1,40m, pôs-se em bicos de pés, acrescentou uns 10cm ao seu tamanho até chegar a metro e meio de gente, apinhou os pulmões de ar, deu um passo firme em direcção à minha secretária, assentou nela as duas mãos sapudinhas e já transpiradas, aproximou a cabeçita de mim e com toda a convicção do mundo perguntou-me:

- Quanto é que quer para ficar calada?

domingo, 5 de dezembro de 2010

Novo tipo de declarações de amor...

A tradição já não é o que era, definitivamente.
As raparigas, felizmente,  estão cada vez mais emancipadas e conhecedoras das mais-valias...
Não resisti...

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Parabéns ao SHE



Imperdoável!! 
Que mãe mais ranhosa que eu sou! Nem com o blog me consigo redimir enquanto mãe! 
Então não é que o meu SHE faz hoje um ano, um aninho de vida, e só a estas horas, 23:23, é que eu me lembrei?
Exactamente, foi no dia 1 de Dezembro de 2009, a jeito de restauração do meu diário de bordo, que parejei o SHE.
Parabéns, ó filhote mais novo! 
Adoro-te! És um dos meus maiores orgulhos :-))

Ana (mãe babada)

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

A adaptação

Com os votos a favor dos boys presentes e o cala que consente dos futuros boys, eis que se aprova um regime de excepção que se diz de adaptação para os boys de hoje, dá-se o dito por não dito, a crise por uma depressão centrada no anticiclone dos Açores e só com efeitos nalgumas partes do País, analisa-se melhor a (des)produtividade das empresas públicas e conclui-se que afinal os cemitérios estão cheios de imprescindíveis e, além de neles não haver espaço para mais destes homens sabedores, as nossas empresas públicas e o nosso banco que é caixa não pode deixar escapar nenhum deles.
De Norte a Sul, de Leste a Oeste, da Madeira aos Açores,  o OE terá efeitos vitalícios sobre os vencimentos de todos os portugueses, excepto os destes senhores, os gestores de topo de algumas empresas públicas, público-privadas e o tal banco que é caixa, dado reconhecer a importância vital que tais boys, digo, senhores, pois já ultrapassaram a idade da puberdade, têm na instituição que tão nobremente administram. Também, digo eu que não sou ninguém e ninguém serei porque o meu ordenado foi vitaliciamente cortado, tal como a carta de condução a um idoso de 100 anos, o dicionário de português deve ser actualizado, pois a isto, chamaram os senhores do governo e da maioria, adaptação, eu chamaria outra coisa...tv atentado, mas aceito outras sugestões.


quarta-feira, 24 de novembro de 2010

SHE

Para que conste iniciei hoje, às 23h47, a escrita do meu primeiro livro.
Um conto, um romance, um dicionário, uma monografia, whatever...
Até a dia 25 de Janeiro (que data...) estará concluído.
Título: SHE
The Old Book
William Merrit

Entre o Barhein e o Quatar

Devo ser das poucas pessoas que ainda têm o imenso privilégio de passear os olhos pelos jornais, enquanto se deliciam, prazenteiramente, com o seu pequeno almoço.
Mando a crise às urtigas, aproveito as férias prolongadas que o meu "duplo carcinoma papilar tiroideu" me proporcionou  e junto a isso o imenso privilégio de viver na margem sul, na outra margem sul, naquela de onde se desfruta do Tejo, da qualidade de vida ainda a preços razoáveis, de pessoas simpáticas (como eu), de espaços agradáveis e de croissants deliciosos.
E ai vou eu, toda pimpona, instalar-me no meu "Coffee for You" do Montijo Forum, onde já sabem exactamente como eu quero o meu galão, meio copo de galão, meio copo de espuma de leite e  o meu croissant mal cozido, ocupo a mesa lá do fundo, abro o Público e ali fico, depenicando o meu croissant ao mesmo ritmo que as noticias do Público me enfurecem ou simplesmente me passam ao lado.
Mas ontem o croissant ficou quase intacto com esta notícia. Mortes por violência doméstica...?? 247 mortes por violência doméstica? 

Andamos a discutir a entrada ou não do FMI;  apregoamos aos sete ventos que Portugal deu 4-0 à campeã da Europa e do Mundo em futebol; unimos as vozes para denunciar a corrupção que se assiste neste país; levantamos as bandeiras da Paz contra a Cimeira da Nato; fazemos nossas as causas de outros povos, de outras mulheres vitimas de leis infames, como a da morte por apedrejamento.... e...e a violência doméstica? Calamos? Até onde vai este bicho? Conseguem imaginar? 
Conseguem imaginar o que está a montante da fase visível de uma morte por violência doméstica?
Ou mesmo de um olho negro de uma colega nossa que, "coitada, escorregou no tapete, quando, de noite, se levantou para ir tapar o filho?"
Conseguem imaginar a violência psicológica que quase sempre antecede a violência física e, c'os diabos(!), ainda por cima não deixa marcas visíveis!!
Os ciúmes porque vestiu uma mini-saia ; a dependência económica pois o homem é sempre mais bem pago no raio desta sociedade, mesmo que garanta só os serviços minimos; o medo; o preconceito; ....? A falta de apoio da própria família??!!
Um polvo  que vai cercando, cercando, e ele (ela), aproveitando, aproveitando. Até  chegar ao fim, à total asfixia..
Conseguem  imaginar as marcas psicológicas que ficam gravadas nos filhos destes casais quando assistem a este tipo de situações (e quase sempre assistem!), e perduram anos a fio? E quantas vezes vêem eles a reproduzi-las?
Conseguem? 
Onde estão as bandeiras, por estas mulheres e homens vitimas destes maus tratos? Onde está a nossa luta?
Onde está a mensagem que temos por obrigação passar aos mais novos? Educar, civilizar? Não, não temos?
Só se fosse no Barhein?
Ah!Ok!

Frida Khalo

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

A tradição

Bem sei que somos pobrezinhos mas honrados e é assim que devemos continuar  a ser, pois só assim conseguimos manter aquela imagem imaculada de povo hospitaleiro, de pão e vinho sobre a mesa,  que os nossos grandes governantes, com a ajuda do fado, talharam pare este pequeno rectângulo, desde  os tempos imemoriais do Estado Novo.
E eis senão quando a tradição está prestes a cair no esquecimento, por via das globalizações, das novas tecnologias, da queda do muro de Berlim, do alargamento aos países de leste e de outras pestes que tais, surge, num meio de um clima de nevoeiro cerrado, o D. Sebastião:  a Cimeira. A Cimeira, sim senhores!
Substituindo o pão e vinho por uma parafernália de armas, polícias, controles, perímetros de segurança, jornalistas, fragatas, caças F16, helicópteros Lynx, mergulhadores, lanchas, blindados, show-off,  reinventa-se a tradição, tal Azeite Gallo e nós continuamos (mais) pobrezinhos mas honrados!
Ora bem! Bem-haja D. Sebastião!!

domingo, 21 de novembro de 2010

O sustentável peso do Ser

O Ser implica o Estar que implica o Ser e o Estar implica o Ser que implica o Estar. E tudo isto implica vinte e um gramas de peso, vinte e um sustentáveis gramas de um "éter celestial" consubstânciados na paixão que sustento por três vezes outros vinte um gramas de outro "éter" que se desgarrou de mim, mais  numa pitada de "éteres" que se perderam em  vesúvios de amores esquecidos no tempo, no esforço sobre humano que faço, todos os dias, para resistir ao bolo de leite condensado e noz, ou a viver a vida com a pessoa que amo, da forma como já  vivi. Ainda outros quase cheiros de "éteres" se despreendem  de mim e prefazem os ditos 21 gramas.
Bagagem de memória e de coração que relembro todos os dias frente ao espelho enquanto, vagarosamente, penteio os meus longos cabelos negros e sorrio, de mim para mim, pois eles, os meus longos cabelos, pesam mais de vinte e um gramas. 
De que vale o Ser?
Nada. Continuam presos às suas dualidades ontológicas do  ser-estar; da liberdade-coaçao; da luz- trevas.
Prefiro o meu cabelo. Cresce, cresce, cresce....
Suicide Of Dorothy Hale 
Frida Kalo

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

4 P (Paz e Petróleo e Pós Prilimpimpim)



Há qualquer coisa que me escapa...

"Não vejo dificuldades em Timor-Leste comprar também dívida pública portuguesa, na medida em que o próprio Governo timorense já tomou a decisão de diversificar a aplicação do Fundo do Petróleo, comprando outras dívidas públicas, incluindo a australiana e de outros países”, disse Ramos-Horta, daqui

Bem sei que não me licenciei em Harvard, é verdade. De facto, o meu canudo também não tem as insígnias de Cambridge.  Que lástima! 
Para mal dos meus pecados, aquele pedaço de papel que encheria de orgulho os meus defuntos avós nem sequer tem nome de universidade que faça lembrar a Independência que eles desejariam para a sua neta, nem data de conclusão a um domingo, sinal de esforço, preserve rança e dedicação à causa, à licenciatura, entenda-se...
Sou uma pobre licenciada pela Universidade de Lisboa (a chamada Clássica), ainda por cima em coisas de pozinhos de prilimpimpim, de pílulas de mal dizer, de supositórios de comer e não calar.

O petróleo para que serve senão para comprar as dívidas dos outros, ha?? Isto é  que é economia ! Tornarmo-nos grandes, GRandes, GRAndes, GRANDES!
E eu a pensar que servia para melhorar as condições de vida do povo, investir na educação, na saúde, nas infra-estruturas, na esperança média de vida.
Também não apoiei a invasão do Iraque pelas tropas anglo-norte-americanas, não ocupei o cargo de Ministro dos Negócios Estrangeiros e da Defesa, a seguir o de Primeiro Ministro e,  finalmente, o de Presidente da República de Timor Leste.
Também deve ser por isso que não sou "Nobelável"! Ah,  e da PAZ!!