by Ana

Um espaço para partilhar as "tolices" de cada dia, de uma forma descontraída, descomprometida e com algum sentido de humor. Only that.

domingo, 5 de dezembro de 2010

Novo tipo de declarações de amor...

A tradição já não é o que era, definitivamente.
As raparigas, felizmente,  estão cada vez mais emancipadas e conhecedoras das mais-valias...
Não resisti...

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Parabéns ao SHE



Imperdoável!! 
Que mãe mais ranhosa que eu sou! Nem com o blog me consigo redimir enquanto mãe! 
Então não é que o meu SHE faz hoje um ano, um aninho de vida, e só a estas horas, 23:23, é que eu me lembrei?
Exactamente, foi no dia 1 de Dezembro de 2009, a jeito de restauração do meu diário de bordo, que parejei o SHE.
Parabéns, ó filhote mais novo! 
Adoro-te! És um dos meus maiores orgulhos :-))

Ana (mãe babada)

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

A adaptação

Com os votos a favor dos boys presentes e o cala que consente dos futuros boys, eis que se aprova um regime de excepção que se diz de adaptação para os boys de hoje, dá-se o dito por não dito, a crise por uma depressão centrada no anticiclone dos Açores e só com efeitos nalgumas partes do País, analisa-se melhor a (des)produtividade das empresas públicas e conclui-se que afinal os cemitérios estão cheios de imprescindíveis e, além de neles não haver espaço para mais destes homens sabedores, as nossas empresas públicas e o nosso banco que é caixa não pode deixar escapar nenhum deles.
De Norte a Sul, de Leste a Oeste, da Madeira aos Açores,  o OE terá efeitos vitalícios sobre os vencimentos de todos os portugueses, excepto os destes senhores, os gestores de topo de algumas empresas públicas, público-privadas e o tal banco que é caixa, dado reconhecer a importância vital que tais boys, digo, senhores, pois já ultrapassaram a idade da puberdade, têm na instituição que tão nobremente administram. Também, digo eu que não sou ninguém e ninguém serei porque o meu ordenado foi vitaliciamente cortado, tal como a carta de condução a um idoso de 100 anos, o dicionário de português deve ser actualizado, pois a isto, chamaram os senhores do governo e da maioria, adaptação, eu chamaria outra coisa...tv atentado, mas aceito outras sugestões.


quarta-feira, 24 de novembro de 2010

SHE

Para que conste iniciei hoje, às 23h47, a escrita do meu primeiro livro.
Um conto, um romance, um dicionário, uma monografia, whatever...
Até a dia 25 de Janeiro (que data...) estará concluído.
Título: SHE
The Old Book
William Merrit

Entre o Barhein e o Quatar

Devo ser das poucas pessoas que ainda têm o imenso privilégio de passear os olhos pelos jornais, enquanto se deliciam, prazenteiramente, com o seu pequeno almoço.
Mando a crise às urtigas, aproveito as férias prolongadas que o meu "duplo carcinoma papilar tiroideu" me proporcionou  e junto a isso o imenso privilégio de viver na margem sul, na outra margem sul, naquela de onde se desfruta do Tejo, da qualidade de vida ainda a preços razoáveis, de pessoas simpáticas (como eu), de espaços agradáveis e de croissants deliciosos.
E ai vou eu, toda pimpona, instalar-me no meu "Coffee for You" do Montijo Forum, onde já sabem exactamente como eu quero o meu galão, meio copo de galão, meio copo de espuma de leite e  o meu croissant mal cozido, ocupo a mesa lá do fundo, abro o Público e ali fico, depenicando o meu croissant ao mesmo ritmo que as noticias do Público me enfurecem ou simplesmente me passam ao lado.
Mas ontem o croissant ficou quase intacto com esta notícia. Mortes por violência doméstica...?? 247 mortes por violência doméstica? 

Andamos a discutir a entrada ou não do FMI;  apregoamos aos sete ventos que Portugal deu 4-0 à campeã da Europa e do Mundo em futebol; unimos as vozes para denunciar a corrupção que se assiste neste país; levantamos as bandeiras da Paz contra a Cimeira da Nato; fazemos nossas as causas de outros povos, de outras mulheres vitimas de leis infames, como a da morte por apedrejamento.... e...e a violência doméstica? Calamos? Até onde vai este bicho? Conseguem imaginar? 
Conseguem imaginar o que está a montante da fase visível de uma morte por violência doméstica?
Ou mesmo de um olho negro de uma colega nossa que, "coitada, escorregou no tapete, quando, de noite, se levantou para ir tapar o filho?"
Conseguem imaginar a violência psicológica que quase sempre antecede a violência física e, c'os diabos(!), ainda por cima não deixa marcas visíveis!!
Os ciúmes porque vestiu uma mini-saia ; a dependência económica pois o homem é sempre mais bem pago no raio desta sociedade, mesmo que garanta só os serviços minimos; o medo; o preconceito; ....? A falta de apoio da própria família??!!
Um polvo  que vai cercando, cercando, e ele (ela), aproveitando, aproveitando. Até  chegar ao fim, à total asfixia..
Conseguem  imaginar as marcas psicológicas que ficam gravadas nos filhos destes casais quando assistem a este tipo de situações (e quase sempre assistem!), e perduram anos a fio? E quantas vezes vêem eles a reproduzi-las?
Conseguem? 
Onde estão as bandeiras, por estas mulheres e homens vitimas destes maus tratos? Onde está a nossa luta?
Onde está a mensagem que temos por obrigação passar aos mais novos? Educar, civilizar? Não, não temos?
Só se fosse no Barhein?
Ah!Ok!

Frida Khalo

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

A tradição

Bem sei que somos pobrezinhos mas honrados e é assim que devemos continuar  a ser, pois só assim conseguimos manter aquela imagem imaculada de povo hospitaleiro, de pão e vinho sobre a mesa,  que os nossos grandes governantes, com a ajuda do fado, talharam pare este pequeno rectângulo, desde  os tempos imemoriais do Estado Novo.
E eis senão quando a tradição está prestes a cair no esquecimento, por via das globalizações, das novas tecnologias, da queda do muro de Berlim, do alargamento aos países de leste e de outras pestes que tais, surge, num meio de um clima de nevoeiro cerrado, o D. Sebastião:  a Cimeira. A Cimeira, sim senhores!
Substituindo o pão e vinho por uma parafernália de armas, polícias, controles, perímetros de segurança, jornalistas, fragatas, caças F16, helicópteros Lynx, mergulhadores, lanchas, blindados, show-off,  reinventa-se a tradição, tal Azeite Gallo e nós continuamos (mais) pobrezinhos mas honrados!
Ora bem! Bem-haja D. Sebastião!!

domingo, 21 de novembro de 2010

O sustentável peso do Ser

O Ser implica o Estar que implica o Ser e o Estar implica o Ser que implica o Estar. E tudo isto implica vinte e um gramas de peso, vinte e um sustentáveis gramas de um "éter celestial" consubstânciados na paixão que sustento por três vezes outros vinte um gramas de outro "éter" que se desgarrou de mim, mais  numa pitada de "éteres" que se perderam em  vesúvios de amores esquecidos no tempo, no esforço sobre humano que faço, todos os dias, para resistir ao bolo de leite condensado e noz, ou a viver a vida com a pessoa que amo, da forma como já  vivi. Ainda outros quase cheiros de "éteres" se despreendem  de mim e prefazem os ditos 21 gramas.
Bagagem de memória e de coração que relembro todos os dias frente ao espelho enquanto, vagarosamente, penteio os meus longos cabelos negros e sorrio, de mim para mim, pois eles, os meus longos cabelos, pesam mais de vinte e um gramas. 
De que vale o Ser?
Nada. Continuam presos às suas dualidades ontológicas do  ser-estar; da liberdade-coaçao; da luz- trevas.
Prefiro o meu cabelo. Cresce, cresce, cresce....
Suicide Of Dorothy Hale 
Frida Kalo

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

4 P (Paz e Petróleo e Pós Prilimpimpim)



Há qualquer coisa que me escapa...

"Não vejo dificuldades em Timor-Leste comprar também dívida pública portuguesa, na medida em que o próprio Governo timorense já tomou a decisão de diversificar a aplicação do Fundo do Petróleo, comprando outras dívidas públicas, incluindo a australiana e de outros países”, disse Ramos-Horta, daqui

Bem sei que não me licenciei em Harvard, é verdade. De facto, o meu canudo também não tem as insígnias de Cambridge.  Que lástima! 
Para mal dos meus pecados, aquele pedaço de papel que encheria de orgulho os meus defuntos avós nem sequer tem nome de universidade que faça lembrar a Independência que eles desejariam para a sua neta, nem data de conclusão a um domingo, sinal de esforço, preserve rança e dedicação à causa, à licenciatura, entenda-se...
Sou uma pobre licenciada pela Universidade de Lisboa (a chamada Clássica), ainda por cima em coisas de pozinhos de prilimpimpim, de pílulas de mal dizer, de supositórios de comer e não calar.

O petróleo para que serve senão para comprar as dívidas dos outros, ha?? Isto é  que é economia ! Tornarmo-nos grandes, GRandes, GRAndes, GRANDES!
E eu a pensar que servia para melhorar as condições de vida do povo, investir na educação, na saúde, nas infra-estruturas, na esperança média de vida.
Também não apoiei a invasão do Iraque pelas tropas anglo-norte-americanas, não ocupei o cargo de Ministro dos Negócios Estrangeiros e da Defesa, a seguir o de Primeiro Ministro e,  finalmente, o de Presidente da República de Timor Leste.
Também deve ser por isso que não sou "Nobelável"! Ah,  e da PAZ!!

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Novembro

Tão inevitável, como inacreditável, como irritante, como temporalmente desajustado. As luzes, as estrelinhas, os pinheiros, os anjinhos tocadores de lira ou de uma espécie de vouvuzela dos tempos do éden, os pais natais, os laçarotes vermelhos, as estrelas cadentes vindas de todos os pólos, os trenós puxados a renas ou a mercedes topos de gama, a neve feita de algodão amargo, de esferovite, ou de pesadelos que se antecipam com dois meses de antecedência, as árvores  e os arbustros das avenidas grandes e das veredas pequenas que de repente ganham novas e luminosas flores multicolores fecundadas por cabos eléctricos, as montras preto, prata e vermelho e a música. Oh! a música, so fantastic. O coro da capela sistina, ou das meninas do colégio do sagrado coração, uma noite feliz e de amor, uma em 365, já não é mau de todo, porque nesta noite brilha brilha lá no céu a estrelinha que nasceu, nas outras noites o céu é penumbra, como se penumbra não fosse sempre a vida de quem não tem natal. Mas o menino está dormindo nas palhinhas despidinho, e os anjos estão cantando por este que não teve frio, que sorte a dele, pois muitos outros dormem em camas, mas têm frio, um frio que não vai embora nem com cantigas, nem com edredons, nem com estrelinhas, nem com jingle bells. Um frio que se instala quando a hipocrisia do natal do consumo desperta e dura e dura e dura, porque é feito de pilhas duracell, daquelas que o coelhinho da páscoa usa.Mas outros há para quem o frio é mesmo real e que não têm cama, nem de palhinha,  nem pilhas duracell e olham para aquelas estranhas flores eléctricas das árvores que lhes servem de tecto todas as noites e perguntam se os anjos da canção também não cantam por eles, ou se os senhores da televisão que falam de contenção são doutro país, ou será contenção uma outra palavra qualquer, ligada a contentores do lixo, será que vão cortar o único local onde eles conseguem arranjar papelão para se cobrirem e restos de alimentos. Sim, de resto em nada mais eles vêem cortes, a cidade está tão iluminada como sempre esteve, os senhores saem carregados das lojas como sempre saíram, e o natal começou em novembro, como sempre começou. Mas as cantigas continuam e desejam a todos um bom natal, como o john lennon imaginava o mundo, assim esse mesmo mundo deseja oum bom e feliz natal a todas as famílias unidas no coração do grande e maravilhoso criador, seja lá ele quem for.
Christmas Nigth
Paul Gauguin

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

IPO SPA Hotel

Localizado no centro da capital e a 10 min do Aeroporto Internacional de Lisboa, o IPO SPA Hotel ocupa  uma vastíssima área, com estacionamento privado e inúmeras facilidades, como bares, cafés, multibancos, máquinas de café expresso. Todo o pessoal  é altamente especializado em atendimento personalizado.
É composto por um fabuloso conjunto arquitectónico de vários edifícios, de várias épocas, cujo corpo principal, datado de 1923,  se destaca pela sua fachada, considerada um dos exemplos mais significativos de art decó em Portugal.
É ainda servido por uma vasta rede de transportes, 24h por dia, como linha metro, estações de autocarros urbanos, suburbanos e expressos para todo o país, assim como  táxis, ficando a dois minutos, a pé, do maior aglomerado de "camelots" de Lisboa e a 10 dos chiquérrimos armazéns El Corte Inglés, oferencendo assim um leque de opções de compra muito variado a seus hóspedes.
Relativamente a atracções culturais, encontra-se paredes meias com umas das maiores atracções de Lisboa, O Jardim Zoológico de Lisboa, um dos mais antigos e mais bem preservados da Europa, perto da mesquita de Lisboa e do Teatro Aberto.
Afastado qb do famoso Parque das Nações, tem tudo para garantir uma estada com tranquilidade, segurança, silêncio e sofisticação absolutos, a preços absolutamente convidativos!
O meu próximo destino de férias. Nem mais, que eu cá trato-me bem!!